http://rapidshare.com/files/414629929/Aula_de_musica_2010.rar
Alguns alunos pediram para baixar as músicas das aulas da semana anterior. Vocês irão verificar que nem todas as músicas foram tocadas em suas respectivas aulas. Isto ocorreu pelo motivo de que em algumas aulas, foram comentados alguns assuntos diferentes e eu usei exemplos diferentes. Em todo caso, resolvi postar todas, e espero que gostem!
Ah sim: O link só poderá ser acessado 10 VEZES. Depois, ele irá expirar.
Um texto sobre a ópera do Malandro
Texto retirado do sitio http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=espetaculos_biografia&cd_verbete=8949.
Bem legal, pois dá uma geral na obra em questão, enfatizando suas referências básicas utilizadas no PAS. Como foi dito na aula passada, iremos tratar de algumas questões deste exame em sala de aula nesta semana. Por este motivo, as duas postagens sobre o a obra de Chico Buarque. Elas tiveram um bom grupo de itens desenvolvidos no último PAS.
Ópera do Malandro
26/ 7/ 1978 - Rio de Janeiro/RJ
Teatro Ginástico
Histórico
Musical de Chico Buarque produzido pelo Teatro dos Quatro, dirigido por Luís Antônio Martinez Corrêa, envolve uma equipe de cinqüenta profissionais entre elenco, músicos e técnicos.
Chico Buarque cria uma trama dramatúrgica que leva para o bairro da Lapa no Rio de Janeiro da década de 1940, já na fase final do Estado Novo. O enredo desenvolvido por John Gay, em A Ópera do Mendigo, de 1728, e por Bertolt Brecht, em colaboração com Elisabeth Hauptmann, com música de Kurt Weill, em A Ópera dos Três Vinténs, de 1928, um dos maiores sucessos da Berlim dos anos 1920. "O nosso trabalho tem a estrutura da peça de Gay, o enfoque crítico de Brecht, mas é essencialmente brasileiro"1 explica Chico Buarque. Se Gay escreve sobre a Boca do Lixo de Londres, e sobre a sociedade vitoriana inglesa do século XVIII, na versão brasileira, o que se vê em cena é a Lapa, "os bordéis, os agiotas, os contrabandistas, os policiais corruptos, os empresários inescrupulosos". A peça enfoca a rivalidade entre o comerciante, dono de bordéis, Fernandes de Duran e o contrabandista Max Overseas. O embate entre os dois inimigos ganha intensidade quando a filha de Duran, Teresinha de Jesus, casa-se, em segredo, com Overseas.
O enredo serve de pretexto, no entanto, para que se discuta o poder do dinheiro, a corrupção e a entrada das multinacionais no país. O diretor Luís Antônio Martinez Corrêa comenta, na época da estreia: "Localizamos a peça no fim do Estado Novo, porque sentimos muita afinidade entre aquele processo e o período que estamos vivendo. (...) Na Ópera do Malandro se discute a decadência de um sistema econômico, social e político e as alternativas criadas por ele, com roupagem nova, para se manter no poder. A base, a estrutura desse sistema é a mesma, só que mais moderna, mais sofisticada. Assistimos ao fim do capitalismo liberal e à entrada no país do capital internacional, através das multinacionais".2 Se Brecht dramatiza as relações econômicas que configuram o capitalismo moderno, na versão brasileira da ópera também é o dinheiro o seu personagem principal. Nela, segundo Chico Buarque, "não há heróis, todos os personagens vivem em torno do capital. Na luta pela sobrevivência que não permite veleidades éticas eles estão em dois níveis: o dos que lutam para sobreviver e o dos que lutam para acumular".3
No palco do Teatro Ginástico, o cenário de Maurício Sette exibe, na abertura do espetáculo, no palco do Ginástico, uma gigantesca nota antiga de 38 cruzeiros com o retrato de Getúlio Vargas no centro. As notas vão variando a cada mudança de cenário, formando sempre o pano de fundo dos ambientes. O próprio cenógrafo esmiúça aspectos significativos da ambientação cênica: "Durante o desenrolar de dois atos a ação se passa em cinco cenários além da boca de cena da abertura. Procuramos recriar a estética do Estado Novo misturada ao clima dos programas de auditório. Os músicos aparecem, se levantam nos solos, os atores cantam na frente do palco sobre uma passarela destacada do cenário. Nos números musicais deixa de ser teatro e passa a ser um show, um programa de auditório, com os microfones que lembram os da Rádio Nacional".4
Essa opção de exibir os músicos, fazer com que os atores venham até a frente do palco e cantem sobre uma passarela, dirigindo-se diretamente ao público, cria uma separação propositada entre a "ação dramática" e a "ação musical" que remete ao uso brechtiano das canções para interromper e comentar a trama. Nas palavras de Martinez Corrêa, esse é um caminho para seguir "Brecht mais de perto".5
Chico Buarque compôs quatorze canções inéditas para a peça depois gravadas em disco, e muitas delas se tornam grandes sucessos, como Folhetim, que, depois, foi gravada por Gal Costa; O Meu Amor, dueto interpretado por Marieta Severo e Elba Ramalho; e Geni e o Zepelin.
Nos principais papéis destacam-se Marieta Severo, como Teresinha, Elba Ramalho, que estreia nos palcos cariocas, como Lúcia, a amante de Max Overseas: Otávio Augusto, como Max Overseas; e Ary Fontoura como Duran. A atriz Maria Alice Vergueiro faz o papel de Vitória, esposa de Duran, mas pouco depois é substituída por Thelma Reston, que fica até o fim da temporada. É marcante também a interpretação de Emiliano Queirós para a personagem Geni. O elenco conta ainda com a participação do sambista Nadinho da Ilha que, na pele do personagem João Alegre, abre e encerra o espetáculo.
Sobre a montagem, fruto de um trabalho de pesquisa de um ano e de quatro meses de ensaios, comenta o crítico Macksen Luiz: "A montagem de Luiz Antônio acerta quando se fixa numa chave de chanchada e de deboche que infelizmente não é levada às últimas conseqüências. A cena do casamento é uma grata lembrança de O Casamento do Pequeno burguês (...). Na Ópera o rigor formal de várias marcas - o uso dos microfones de pé no proscênio e o desenho frio do personagem Max em contrapartida ao calor de Duran - soterra uma maior comunicabilidade (...). Por outro lado, Ópera do Malandro reuniu um elenco no qual a maioria dos atores canta muito bem, demonstrando um criterioso trabalho de pesquisa corporal".6
Obtém grande sucesso de público, permanecendo em cartaz por quase um ano, lotando o Teatro Ginástico de terça a domingo.
Notas
1. Chico Buarque em entrevista para a revista IstoÉ, matéria de Maria Amélia Mello, "Chico Buarque e sua opera que revive a Lapa dos anos 40 canta a Malandragem". 2 de ago. 1978.
2. Luiz Antonio Martinez Corrêa. Entrevista para o Jornal do Brasil. Revista de Domingo. Matéria "250 anos de corrupção pelo dinheiro" por Emilia Silveira - Ano 3 - No117. P.23.
3. Chico Buarque. Entrevista para o Jornal do Brasil. Revista de Domingo. Matéria "250 anos de corrupção pelo dinheiro" por Emilia Silveira - Ano 3 - No117. P.23.
4. Mauricio Sette. Entrevista para o Jornal do Brasil. Revista de Domingo. Matéria "250 anos de corrupção pelo dinheiro" Emilia Silveira - Ano 3 - No117. P.23.
5. Luiz Antonio Martinez Corrêa. Entrevista para a revista IstoÉ, matéria de Maria Amélia Mello, "Chico Buarque e sua opera que revive a Lapa dos anos 40 Canta a Malandragem". 2 de agosto de 1978.
6. LUIZ, Macksen. Ao compasso (e descompasso) do Malandro. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 28 de jul. 1978.
Atualizado em 20/07/2010
Bem legal, pois dá uma geral na obra em questão, enfatizando suas referências básicas utilizadas no PAS. Como foi dito na aula passada, iremos tratar de algumas questões deste exame em sala de aula nesta semana. Por este motivo, as duas postagens sobre o a obra de Chico Buarque. Elas tiveram um bom grupo de itens desenvolvidos no último PAS.
Ópera do Malandro
26/ 7/ 1978 - Rio de Janeiro/RJ
Teatro Ginástico
Histórico
Musical de Chico Buarque produzido pelo Teatro dos Quatro, dirigido por Luís Antônio Martinez Corrêa, envolve uma equipe de cinqüenta profissionais entre elenco, músicos e técnicos.
Chico Buarque cria uma trama dramatúrgica que leva para o bairro da Lapa no Rio de Janeiro da década de 1940, já na fase final do Estado Novo. O enredo desenvolvido por John Gay, em A Ópera do Mendigo, de 1728, e por Bertolt Brecht, em colaboração com Elisabeth Hauptmann, com música de Kurt Weill, em A Ópera dos Três Vinténs, de 1928, um dos maiores sucessos da Berlim dos anos 1920. "O nosso trabalho tem a estrutura da peça de Gay, o enfoque crítico de Brecht, mas é essencialmente brasileiro"1 explica Chico Buarque. Se Gay escreve sobre a Boca do Lixo de Londres, e sobre a sociedade vitoriana inglesa do século XVIII, na versão brasileira, o que se vê em cena é a Lapa, "os bordéis, os agiotas, os contrabandistas, os policiais corruptos, os empresários inescrupulosos". A peça enfoca a rivalidade entre o comerciante, dono de bordéis, Fernandes de Duran e o contrabandista Max Overseas. O embate entre os dois inimigos ganha intensidade quando a filha de Duran, Teresinha de Jesus, casa-se, em segredo, com Overseas.
O enredo serve de pretexto, no entanto, para que se discuta o poder do dinheiro, a corrupção e a entrada das multinacionais no país. O diretor Luís Antônio Martinez Corrêa comenta, na época da estreia: "Localizamos a peça no fim do Estado Novo, porque sentimos muita afinidade entre aquele processo e o período que estamos vivendo. (...) Na Ópera do Malandro se discute a decadência de um sistema econômico, social e político e as alternativas criadas por ele, com roupagem nova, para se manter no poder. A base, a estrutura desse sistema é a mesma, só que mais moderna, mais sofisticada. Assistimos ao fim do capitalismo liberal e à entrada no país do capital internacional, através das multinacionais".2 Se Brecht dramatiza as relações econômicas que configuram o capitalismo moderno, na versão brasileira da ópera também é o dinheiro o seu personagem principal. Nela, segundo Chico Buarque, "não há heróis, todos os personagens vivem em torno do capital. Na luta pela sobrevivência que não permite veleidades éticas eles estão em dois níveis: o dos que lutam para sobreviver e o dos que lutam para acumular".3
No palco do Teatro Ginástico, o cenário de Maurício Sette exibe, na abertura do espetáculo, no palco do Ginástico, uma gigantesca nota antiga de 38 cruzeiros com o retrato de Getúlio Vargas no centro. As notas vão variando a cada mudança de cenário, formando sempre o pano de fundo dos ambientes. O próprio cenógrafo esmiúça aspectos significativos da ambientação cênica: "Durante o desenrolar de dois atos a ação se passa em cinco cenários além da boca de cena da abertura. Procuramos recriar a estética do Estado Novo misturada ao clima dos programas de auditório. Os músicos aparecem, se levantam nos solos, os atores cantam na frente do palco sobre uma passarela destacada do cenário. Nos números musicais deixa de ser teatro e passa a ser um show, um programa de auditório, com os microfones que lembram os da Rádio Nacional".4
Essa opção de exibir os músicos, fazer com que os atores venham até a frente do palco e cantem sobre uma passarela, dirigindo-se diretamente ao público, cria uma separação propositada entre a "ação dramática" e a "ação musical" que remete ao uso brechtiano das canções para interromper e comentar a trama. Nas palavras de Martinez Corrêa, esse é um caminho para seguir "Brecht mais de perto".5
Chico Buarque compôs quatorze canções inéditas para a peça depois gravadas em disco, e muitas delas se tornam grandes sucessos, como Folhetim, que, depois, foi gravada por Gal Costa; O Meu Amor, dueto interpretado por Marieta Severo e Elba Ramalho; e Geni e o Zepelin.
Nos principais papéis destacam-se Marieta Severo, como Teresinha, Elba Ramalho, que estreia nos palcos cariocas, como Lúcia, a amante de Max Overseas: Otávio Augusto, como Max Overseas; e Ary Fontoura como Duran. A atriz Maria Alice Vergueiro faz o papel de Vitória, esposa de Duran, mas pouco depois é substituída por Thelma Reston, que fica até o fim da temporada. É marcante também a interpretação de Emiliano Queirós para a personagem Geni. O elenco conta ainda com a participação do sambista Nadinho da Ilha que, na pele do personagem João Alegre, abre e encerra o espetáculo.
Sobre a montagem, fruto de um trabalho de pesquisa de um ano e de quatro meses de ensaios, comenta o crítico Macksen Luiz: "A montagem de Luiz Antônio acerta quando se fixa numa chave de chanchada e de deboche que infelizmente não é levada às últimas conseqüências. A cena do casamento é uma grata lembrança de O Casamento do Pequeno burguês (...). Na Ópera o rigor formal de várias marcas - o uso dos microfones de pé no proscênio e o desenho frio do personagem Max em contrapartida ao calor de Duran - soterra uma maior comunicabilidade (...). Por outro lado, Ópera do Malandro reuniu um elenco no qual a maioria dos atores canta muito bem, demonstrando um criterioso trabalho de pesquisa corporal".6
Obtém grande sucesso de público, permanecendo em cartaz por quase um ano, lotando o Teatro Ginástico de terça a domingo.
Notas
1. Chico Buarque em entrevista para a revista IstoÉ, matéria de Maria Amélia Mello, "Chico Buarque e sua opera que revive a Lapa dos anos 40 canta a Malandragem". 2 de ago. 1978.
2. Luiz Antonio Martinez Corrêa. Entrevista para o Jornal do Brasil. Revista de Domingo. Matéria "250 anos de corrupção pelo dinheiro" por Emilia Silveira - Ano 3 - No117. P.23.
3. Chico Buarque. Entrevista para o Jornal do Brasil. Revista de Domingo. Matéria "250 anos de corrupção pelo dinheiro" por Emilia Silveira - Ano 3 - No117. P.23.
4. Mauricio Sette. Entrevista para o Jornal do Brasil. Revista de Domingo. Matéria "250 anos de corrupção pelo dinheiro" Emilia Silveira - Ano 3 - No117. P.23.
5. Luiz Antonio Martinez Corrêa. Entrevista para a revista IstoÉ, matéria de Maria Amélia Mello, "Chico Buarque e sua opera que revive a Lapa dos anos 40 Canta a Malandragem". 2 de agosto de 1978.
6. LUIZ, Macksen. Ao compasso (e descompasso) do Malandro. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 28 de jul. 1978.
Atualizado em 20/07/2010
Sobre a ópera do Malandro
Contribuição de aluno anônimo do Elefante Branco:
http://www.magossi8.hpg.com.br/malandro.htm
http://www.magossi8.hpg.com.br/malandro.htm
Lista de músicas do PAS
Estou republicando um post antigo sobre a lista de músicas do PAS. As sugestõoes de trabalho são as mesmas para vocês do CEMSL. Gostaria que que vocês pesquizassem a lista com carinho, pois ela é extensa e as abordagens possíveis são inúmeras.
'Lista de músicas do PAS!
A lista está maior do que estava me lembrando. Já podem começar a pesquisar estas músicas na WEB. Quando forem fazê-lo, prestem atenção em alguns detalhes para o trabalho que vocês irão fazer:
- Quem são os autores? Onde viveram/vivem? O que fizeram de suas vidas? Como suas trajetórias pessoais influenciaram ou influenciam em suas obras?
- Melodia, Ritmo: Em que estas características ajudam na interpretação das músicas?
- Contexto- Sociedade, História e Cultura: Aponte estas características nas composições. Em que época elas foram feitas? Como era a sociedade daquela época e a qual cultura ela se refere?Isto é notável nas composições? Por quê?
- Discurusos musicados: O que a música quer lhe dizer? O que a Letra da Música - o Discurso musicado - se refere?
MÚSICAS:
1- Symphoniae – principalmente a antiphona O quam mirabilis est, De patricrchis et prophetis – de Hildergard Von Bingen.
2- Hino de Duran; O casamento dos Pequenos Burgueses; Se eu fosse Teu patrão; Ópera; Tango do Covil, todos da Ópera do Malandro de Chico Buarque de Hollanda.
3- Ópera Carmen de Bizet.
4- Bachiana n.4 de Heitor Villa-Lobos.
5- Eu nasci com Fama do grupo Móveis Coloniais de Acaju.
6- Eu nasci a Dez mil anos atrás de Raul Seixas e Paulo Coelho, interpretada pelos Móveis Coloinais de Acaju.
7- Daqui pra Frente; Cêdo ou Tarde; do NX Zero.
8- Pro dia Nascer Feliz; Cazuza.
9- Sweet Lullaby; Deep Forest.
10- Sadness; Enigma.
11- Violeira; Chico Buarque e Tom Jobim.
12- Obra de Marluí Miranda e do Grupo Uakti.
13- Funk; música a definir. '
'Lista de músicas do PAS!
A lista está maior do que estava me lembrando. Já podem começar a pesquisar estas músicas na WEB. Quando forem fazê-lo, prestem atenção em alguns detalhes para o trabalho que vocês irão fazer:
- Quem são os autores? Onde viveram/vivem? O que fizeram de suas vidas? Como suas trajetórias pessoais influenciaram ou influenciam em suas obras?
- Melodia, Ritmo: Em que estas características ajudam na interpretação das músicas?
- Contexto- Sociedade, História e Cultura: Aponte estas características nas composições. Em que época elas foram feitas? Como era a sociedade daquela época e a qual cultura ela se refere?Isto é notável nas composições? Por quê?
- Discurusos musicados: O que a música quer lhe dizer? O que a Letra da Música - o Discurso musicado - se refere?
MÚSICAS:
1- Symphoniae – principalmente a antiphona O quam mirabilis est, De patricrchis et prophetis – de Hildergard Von Bingen.
2- Hino de Duran; O casamento dos Pequenos Burgueses; Se eu fosse Teu patrão; Ópera; Tango do Covil, todos da Ópera do Malandro de Chico Buarque de Hollanda.
3- Ópera Carmen de Bizet.
4- Bachiana n.4 de Heitor Villa-Lobos.
5- Eu nasci com Fama do grupo Móveis Coloniais de Acaju.
6- Eu nasci a Dez mil anos atrás de Raul Seixas e Paulo Coelho, interpretada pelos Móveis Coloinais de Acaju.
7- Daqui pra Frente; Cêdo ou Tarde; do NX Zero.
8- Pro dia Nascer Feliz; Cazuza.
9- Sweet Lullaby; Deep Forest.
10- Sadness; Enigma.
11- Violeira; Chico Buarque e Tom Jobim.
12- Obra de Marluí Miranda e do Grupo Uakti.
13- Funk; música a definir. '
Sobre a Indústria Cultural: Texto, comentários e Exercício.
Este é um texto bastante interessante sobre o tema, retirado do sitio http://www.urutagua.uem.br//04fil_silva.htm e acessado hoje mesmo. O interessante desta resenha é que o autor cita alguns trechos do original de Adorno e Horkheimer.
A TAREFA: Ler, e re- escrever as citações marcadas com um asterisco ( * ) . É interessante que as dúvidas sejam levadas para discussão em sala de aula, ok?
'Adorno e a Indústria Cultural [1]
Daniel Ribeiro da Silva*
Resumo:
O presente texto pretende ser mais uma explanação de algumas reflexões do filósofo T. W. Adorno (1903-1969) acerca da Indústria Cultural vigente no século XX.
Palavras-chave: Adorno, indústria cultural, ideologia, razão técnica, arte.
A Indústria Cultural impede a formação de indivíduos autônomos, independentes, capazes de julgar e de decidir conscientemente. [2] Com as palavras do próprio Adorno, podemos compreender o porque das suas reflexões acerca desse tema.
Theodor Wiesengrund-Adorno, em parceria com outros filósofos contemporâneos, estão inseridos num trabalho muito árduo: pensar filosoficamente a realidade vigente. A realidade em que vivia estava sofrendo várias transformações, principalmente, na dimensão econômica. O Comércio tinha se fortalecido após as revoluções industriais, ocorridas na Europa e, com isso, o Capitalismo havia se fortalecido definitivamente, principalmente, com as novas descobertas cientificas e, conseqüentemente, com o avanço tecnológico. O homem havia perdido a sua autonomia. Em conseqüência disso, a humanidade estava cada vez mais se tornando desumanizada. Em outras palavras, poderíamos dizer que o nosso caro filósofo contemplava uma geração de homens doentes, talvez gravemente. O domínio da razão humana, que no Iluminismo era como uma doutrina, passou a dar lugar para o domínio da razão técnica. Os valores humanos haviam sido deixados de lado em troca do interesse econômico. O que passou a reger a sociedade foi a lei do mercado, e com isso, quem conseguisse acompanhar esse ritmo e essa ideologia de vida, talvez, conseguiria sobreviver; aquele que não conseguisse acompanhar esse ritmo e essa ideologia de vida ficava a mercê dos dias e do tempo, isto é, seria jogado à margem da sociedade. Nessa corrida pelo ter, nasce o individualismo, que, segundo o nosso filósofo, é o fruto de toda essa Indústria Cultural.
Segundo Adorno, na Indústria Cultural, tudo se torna negócio. Enquanto negócios, seus fins comerciais são realizados por meio de sistemática e programada exploração de bens considerados culturais. [3] Um exemplo disso, dirá ele, é o cinema. O que antes era um mecanismo de lazer, ou seja, uma arte, agora se tornou um meio eficaz de manipulação. Portanto, podemos dizer que a Indústria Cultural traz consigo todos os elementos característicos do mundo industrial moderno e nele exerce um papel especifico, qual seja, o de portadora da ideologia dominante, a qual outorga sentido a todo o sistema.
É importante salientar que, para Adorno, o homem, nessa Indústria Cultural, não passa de mero instrumento de trabalho e de consumo, ou seja, objeto. O homem é tão bem manipulado e ideologizado que até mesmo o seu lazer se torna uma extensão do trabalho. Portanto, o homem ganha um coração-máquina. Tudo que ele fará, fará segundo o seu coração-máquina, isto é, segundo a ideologia dominante. A Indústria Cultura, que tem com guia a racionalidade técnica esclarecida, prepara as mentes para um esquematismo que é oferecido pela indústria da cultura – que aparece para os seus usuários como um “conselho de quem entende”. O consumidor não precisa se dar ao trabalho de pensar, é só escolher. É a lógica do clichê. Esquemas prontos que podem ser empregados indiscriminadamente só tendo como única condição a aplicação ao fim a que se destinam. Nada escapa a voracidade da Indústria Cultural. Toda vida torna-se replicante. Dizem os autores:
'Ultrapassando de longe o teatro de ilusões, o filme não deixa mais à fantasia e ao pensamento dos espectadores nenhuma dimensão na qual estes possam, sem perder o fio, passear e divagar no quadro da obra fílmica permanecendo, no entanto, livres do controle de seus dados exatos, e é assim precisamente que o filme adestra o espectador entregue a ele para se identificar imediatamente com a realidade. Atualmente, a atrofia da imaginação e da espontaneidade do consumidor cultural não precisa ser reduzida a mecanismos psicológicos. Os próprios produtos (...) paralisam essas capacidade em virtude de sua própria constituição objetiva (ADORNO & HORKHEIMER, 1997:119).'*
Fica claro portanto a grande intenção da Indústria Cultural: obscurecer a percepção de todas as pessoas, principalmente, daqueles que são formadores de opinião. Ela é a própria ideologia. Os valores passam a ser regidos por ela. Até mesmo a felicidade do individuo é influenciada e condicionada por essa cultura. Na Dialética do Esclarecimento, Adorno e Horkheimer exemplificam este fato através do episódio das Sereias da epopéia homérica. Ulisses preocupado com o encantamento produzido pelo canto das sereias tampa com cera os ouvidos da tripulação de sua nau. Ao mesmo tempo, o comandante Ulisses, ordena que o amarrem ao mastro para que, mesmo ouvindo o cântico sedutor, possa enfrentá-lo sem sucumbir à tentação das sereias. Assim, a respeito de Ulisses, dizem os autores:
O escutado não tem conseqüências para ele que pode apenas acenar com a cabeça para que o soltem, porém tarde demais: os companheiros, que não podem escutar, sabem apenas do perigo do canto, não da sua beleza, e deixam-no atado ao mastro para salvar a ele e a si próprios. Eles reproduzem a vida do opressor ao mesmo tempo que a sua própria vida e ele não pode mais fugir a seu papel social. Os vínculos pelos quais ele é irrevogavelmente acorrentado à práxis ao mesmo tempo guardam as sereias à distância da práxis: sua tentação é neutralizada em puro objeto de contemplação, em arte. O acorrentado assiste a um concerto escutando imóvel, como fará o público de um concerto, e seu grito apaixonado pela liberação perde-se num aplauso. Assim o prazer artístico e o trabalho manual se separam na despedida do antemundo. A epopéia já contém a teoria correta. Os bens culturais estão em exata correlação com o trabalho comandado e os dois se fundamentam na inelutável coação à dominação social sobre a natureza (ADORNO & HORKHEIMER, 1997:45).*
É importante frisar que a grande força da Indústria Cultural se verifica em proporcionar ao homem necessidades. Mas, não aquelas necessidades básicas para se viver dignamente (casa, comida, lazer, educação, e assim por diante) e, sim, as necessidades do sistema vigente (consumir incessantemente). Com isso, o consumidor viverá sempre insatisfeito, querendo, constantemente, consumir e o campo de consumo se torna cada vez maior. Tal dominação, como diz Max Jimeenez, comentador de Adorno, tem sua mola motora no desejo de posse constantemente renovado pelo progresso técnico e científico, e sabiamente controlado pela Indústria Cultural. Nesse sentido, o universo social, além de configurar-se como um universo de “coisas” constituiria um espaço hermeticamente fechado. E, assim, todas as tentativas de se livrar desse engodo estão condenadas ao fracasso. Mas, a visão “pessimista” da realidade é passada pela ideologia dominando, e não por Adorno. Para ele, existe uma saída, e esta, encontra-se na própria cultura do homem: a limitação do sistema e a estética.
Na Teoria Estética, obra que Adorno tentará explanar seus pensamentos sobre a salvação do homem, dirá ele que não adiante combater o mal com o próprio mal. Exemplo disso, ocorreram no nazismo e em outras guerras. Segundo ele, a antítese mais viável da sociedade selvagem é a arte. A arte, para ele, é que liberta o homem das amarras dos sistemas e o coloca com um ser autônomo, e, portanto, um ser humano. Enquanto para a Indústria Cultural o homem é mero objeto de trabalho e consumo, na arte é um ser livre para pensar, sentir e agir. A arte é como se fosse algo perfeito diante da realidade imperfeita. Além disso, para Adorno, a Indústria Cultural não pode ser pensada de maneira absoluta: ela possui uma origem histórica e, portanto, pode desaparecer.
Por fim, podemos dizer que Adorno foi um filósofo que conseguiu interpretar o mundo em que viveu, sem cair num pessimismo. Ele pôde vivenciar e apreender as amarras da ideologia vigente, encontrando dentro dela o próprio antídoto: a arte e a limitação da própria Indústria Cultural. Portanto, os remédios contra as imperfeições humanas estão inseridos na própria história da humanidade. É preciso que esses remédios cheguem a consciência de todos (a filosofia tem essa finalidade), pois, só assim, é que conseguiremos um mundo humano e sadio.
Referências bibliográficas:
ADORNO, Theodor W. Textos Escolhidos. Trad. Luiz João Baraúna. São Paulo: Nova Cultural, 1999. (Os Pensadores)
ADORNO, Theodor W. Mínima Moralia: Reflexões a partir da vida danificada. Trad. Luiz Eduardo Bisca. São Paulo: Ática, 1992.
HORKHEIMER, M., e ADORNO, T. W., Dialética do Esclarecimento: Fragmentos filosóficos. Trad. Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.
HABERMAS, J. O Discurso filosófico da modernidade. Trad. Ana Maria Bernardo e outros. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1990.
BARCELLOS, Carine. A questão da moral na cultura contemporânea. In: Comunicações, 4, Piracicaba – UNIMEP, p. 70-90, nov. 2000.
* Formado em Filosofia pelo Seminário Arquidiocesano de Maringá (PR)
[1] Adorno tem um capítulo específico sobre a Indústria Cultural contido na Dialética do Esclarecimento onde, em parceria com Horkheimer, ele trata do assunto.
[2] Cf. T. W. Adorno, Os Pensadores. Textos escolhidos, “Conceito de Iluminismo”. Nova Cultural, 1999.
[3] Cf. idem.
A TAREFA: Ler, e re- escrever as citações marcadas com um asterisco ( * ) . É interessante que as dúvidas sejam levadas para discussão em sala de aula, ok?
'Adorno e a Indústria Cultural [1]
Daniel Ribeiro da Silva*
Resumo:
O presente texto pretende ser mais uma explanação de algumas reflexões do filósofo T. W. Adorno (1903-1969) acerca da Indústria Cultural vigente no século XX.
Palavras-chave: Adorno, indústria cultural, ideologia, razão técnica, arte.
A Indústria Cultural impede a formação de indivíduos autônomos, independentes, capazes de julgar e de decidir conscientemente. [2] Com as palavras do próprio Adorno, podemos compreender o porque das suas reflexões acerca desse tema.
Theodor Wiesengrund-Adorno, em parceria com outros filósofos contemporâneos, estão inseridos num trabalho muito árduo: pensar filosoficamente a realidade vigente. A realidade em que vivia estava sofrendo várias transformações, principalmente, na dimensão econômica. O Comércio tinha se fortalecido após as revoluções industriais, ocorridas na Europa e, com isso, o Capitalismo havia se fortalecido definitivamente, principalmente, com as novas descobertas cientificas e, conseqüentemente, com o avanço tecnológico. O homem havia perdido a sua autonomia. Em conseqüência disso, a humanidade estava cada vez mais se tornando desumanizada. Em outras palavras, poderíamos dizer que o nosso caro filósofo contemplava uma geração de homens doentes, talvez gravemente. O domínio da razão humana, que no Iluminismo era como uma doutrina, passou a dar lugar para o domínio da razão técnica. Os valores humanos haviam sido deixados de lado em troca do interesse econômico. O que passou a reger a sociedade foi a lei do mercado, e com isso, quem conseguisse acompanhar esse ritmo e essa ideologia de vida, talvez, conseguiria sobreviver; aquele que não conseguisse acompanhar esse ritmo e essa ideologia de vida ficava a mercê dos dias e do tempo, isto é, seria jogado à margem da sociedade. Nessa corrida pelo ter, nasce o individualismo, que, segundo o nosso filósofo, é o fruto de toda essa Indústria Cultural.
Segundo Adorno, na Indústria Cultural, tudo se torna negócio. Enquanto negócios, seus fins comerciais são realizados por meio de sistemática e programada exploração de bens considerados culturais. [3] Um exemplo disso, dirá ele, é o cinema. O que antes era um mecanismo de lazer, ou seja, uma arte, agora se tornou um meio eficaz de manipulação. Portanto, podemos dizer que a Indústria Cultural traz consigo todos os elementos característicos do mundo industrial moderno e nele exerce um papel especifico, qual seja, o de portadora da ideologia dominante, a qual outorga sentido a todo o sistema.
É importante salientar que, para Adorno, o homem, nessa Indústria Cultural, não passa de mero instrumento de trabalho e de consumo, ou seja, objeto. O homem é tão bem manipulado e ideologizado que até mesmo o seu lazer se torna uma extensão do trabalho. Portanto, o homem ganha um coração-máquina. Tudo que ele fará, fará segundo o seu coração-máquina, isto é, segundo a ideologia dominante. A Indústria Cultura, que tem com guia a racionalidade técnica esclarecida, prepara as mentes para um esquematismo que é oferecido pela indústria da cultura – que aparece para os seus usuários como um “conselho de quem entende”. O consumidor não precisa se dar ao trabalho de pensar, é só escolher. É a lógica do clichê. Esquemas prontos que podem ser empregados indiscriminadamente só tendo como única condição a aplicação ao fim a que se destinam. Nada escapa a voracidade da Indústria Cultural. Toda vida torna-se replicante. Dizem os autores:
'Ultrapassando de longe o teatro de ilusões, o filme não deixa mais à fantasia e ao pensamento dos espectadores nenhuma dimensão na qual estes possam, sem perder o fio, passear e divagar no quadro da obra fílmica permanecendo, no entanto, livres do controle de seus dados exatos, e é assim precisamente que o filme adestra o espectador entregue a ele para se identificar imediatamente com a realidade. Atualmente, a atrofia da imaginação e da espontaneidade do consumidor cultural não precisa ser reduzida a mecanismos psicológicos. Os próprios produtos (...) paralisam essas capacidade em virtude de sua própria constituição objetiva (ADORNO & HORKHEIMER, 1997:119).'*
Fica claro portanto a grande intenção da Indústria Cultural: obscurecer a percepção de todas as pessoas, principalmente, daqueles que são formadores de opinião. Ela é a própria ideologia. Os valores passam a ser regidos por ela. Até mesmo a felicidade do individuo é influenciada e condicionada por essa cultura. Na Dialética do Esclarecimento, Adorno e Horkheimer exemplificam este fato através do episódio das Sereias da epopéia homérica. Ulisses preocupado com o encantamento produzido pelo canto das sereias tampa com cera os ouvidos da tripulação de sua nau. Ao mesmo tempo, o comandante Ulisses, ordena que o amarrem ao mastro para que, mesmo ouvindo o cântico sedutor, possa enfrentá-lo sem sucumbir à tentação das sereias. Assim, a respeito de Ulisses, dizem os autores:
O escutado não tem conseqüências para ele que pode apenas acenar com a cabeça para que o soltem, porém tarde demais: os companheiros, que não podem escutar, sabem apenas do perigo do canto, não da sua beleza, e deixam-no atado ao mastro para salvar a ele e a si próprios. Eles reproduzem a vida do opressor ao mesmo tempo que a sua própria vida e ele não pode mais fugir a seu papel social. Os vínculos pelos quais ele é irrevogavelmente acorrentado à práxis ao mesmo tempo guardam as sereias à distância da práxis: sua tentação é neutralizada em puro objeto de contemplação, em arte. O acorrentado assiste a um concerto escutando imóvel, como fará o público de um concerto, e seu grito apaixonado pela liberação perde-se num aplauso. Assim o prazer artístico e o trabalho manual se separam na despedida do antemundo. A epopéia já contém a teoria correta. Os bens culturais estão em exata correlação com o trabalho comandado e os dois se fundamentam na inelutável coação à dominação social sobre a natureza (ADORNO & HORKHEIMER, 1997:45).*
É importante frisar que a grande força da Indústria Cultural se verifica em proporcionar ao homem necessidades. Mas, não aquelas necessidades básicas para se viver dignamente (casa, comida, lazer, educação, e assim por diante) e, sim, as necessidades do sistema vigente (consumir incessantemente). Com isso, o consumidor viverá sempre insatisfeito, querendo, constantemente, consumir e o campo de consumo se torna cada vez maior. Tal dominação, como diz Max Jimeenez, comentador de Adorno, tem sua mola motora no desejo de posse constantemente renovado pelo progresso técnico e científico, e sabiamente controlado pela Indústria Cultural. Nesse sentido, o universo social, além de configurar-se como um universo de “coisas” constituiria um espaço hermeticamente fechado. E, assim, todas as tentativas de se livrar desse engodo estão condenadas ao fracasso. Mas, a visão “pessimista” da realidade é passada pela ideologia dominando, e não por Adorno. Para ele, existe uma saída, e esta, encontra-se na própria cultura do homem: a limitação do sistema e a estética.
Na Teoria Estética, obra que Adorno tentará explanar seus pensamentos sobre a salvação do homem, dirá ele que não adiante combater o mal com o próprio mal. Exemplo disso, ocorreram no nazismo e em outras guerras. Segundo ele, a antítese mais viável da sociedade selvagem é a arte. A arte, para ele, é que liberta o homem das amarras dos sistemas e o coloca com um ser autônomo, e, portanto, um ser humano. Enquanto para a Indústria Cultural o homem é mero objeto de trabalho e consumo, na arte é um ser livre para pensar, sentir e agir. A arte é como se fosse algo perfeito diante da realidade imperfeita. Além disso, para Adorno, a Indústria Cultural não pode ser pensada de maneira absoluta: ela possui uma origem histórica e, portanto, pode desaparecer.
Por fim, podemos dizer que Adorno foi um filósofo que conseguiu interpretar o mundo em que viveu, sem cair num pessimismo. Ele pôde vivenciar e apreender as amarras da ideologia vigente, encontrando dentro dela o próprio antídoto: a arte e a limitação da própria Indústria Cultural. Portanto, os remédios contra as imperfeições humanas estão inseridos na própria história da humanidade. É preciso que esses remédios cheguem a consciência de todos (a filosofia tem essa finalidade), pois, só assim, é que conseguiremos um mundo humano e sadio.
Referências bibliográficas:
ADORNO, Theodor W. Textos Escolhidos. Trad. Luiz João Baraúna. São Paulo: Nova Cultural, 1999. (Os Pensadores)
ADORNO, Theodor W. Mínima Moralia: Reflexões a partir da vida danificada. Trad. Luiz Eduardo Bisca. São Paulo: Ática, 1992.
HORKHEIMER, M., e ADORNO, T. W., Dialética do Esclarecimento: Fragmentos filosóficos. Trad. Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.
HABERMAS, J. O Discurso filosófico da modernidade. Trad. Ana Maria Bernardo e outros. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1990.
BARCELLOS, Carine. A questão da moral na cultura contemporânea. In: Comunicações, 4, Piracicaba – UNIMEP, p. 70-90, nov. 2000.
* Formado em Filosofia pelo Seminário Arquidiocesano de Maringá (PR)
[1] Adorno tem um capítulo específico sobre a Indústria Cultural contido na Dialética do Esclarecimento onde, em parceria com Horkheimer, ele trata do assunto.
[2] Cf. T. W. Adorno, Os Pensadores. Textos escolhidos, “Conceito de Iluminismo”. Nova Cultural, 1999.
[3] Cf. idem.
Tema 1 do 3o bimestre: Globalização
Olás a todos. O tema da primeira parte de nosso Bimestre é a Globalização. Seguem, abaixo, dois grupos de conteúdos. O primeiro refere-se a definção do Conceito segundo o sociólogo Octávio Ianni. Após a leitura do texto #1 , re-escreva-o, apresentando sua interpretação do pensamento deste sociólogo.
O texto, #2 refere-se as informações complementares sobre o fenômeno, utilizando a Wikipédia como fonte.
Texto#1: Globalização, segundo Octávio Ianni:
‘A globalização do mundo pode ser vista como um processo histórico-social de
vastas proporções, abalando mais ou menos drasticamente os quadros sociais e mentais
de referência de indivíduos e coletividades. Rompe e recria o mapa do mundo,
inaugurando outros processos, outras estruturas e outras formas de sociabilidade, que se articulam ou impõem aos povos, tribos, nações e nacionalidades. Muito do parecia estabelecido em termos de conceitos, categorias ou interpretações, relativos aos mais diversos aspectos da realidade social, parece perder significado, tornar-se anacrônico ou adquirir outros sentidos. Os territórios e as fronteiras, os regimes políticos e os estilos de vida, as culturas e as civilizações parecem mesclar-se, tensionar-se e dinamizar-se em outras modalidades, direções ou possibilidades. As coisas, as gentes e as idéias movem-se em múltiplas direções, desenraizam-se, tornam-se volantes ou simplesmente desterritorializam-se. Alteram-se as sensações e as nações de próximo e distante, lento e rápido, instantâneo e ubíquo, passado e presente, atual e remoto, visível e invisível,
singular e universal. Está em curso a gênese de uma nova totalidade histórico-social, abaroando a geografia, a ecologia e a demografia, assim como a economia, apolítica e a cultura. As religiões universais, tais como o budismo, o taoismo, o cristianismo e o islamismo, tornam-se universais também como realidades histórico culturais. O imaginário de indivíduos e coletividades, em todo o mundo, passa a ser influenciado, muitas vezes decisivamente, pela mídia mundial (....).’
Texto #2:
Globalização
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
A globalização é um dos processos de aprofundamento da integração econômica, social, cultural, política, que teria sido impulsionado pelo barateamento dos meios de transporte e comunicação dos países do mundo no final do século XX e início do século XXI. É um fenômeno gerado pela necessidade da dinâmica do capitalismo de formar uma aldeia global que permita maiores mercados para os países centrais (ditos desenvolvidos) cujos mercados internos já estão saturados. O processo de Globalização diz respeito à forma como os países interagem e aproximam pessoas, ou seja, interliga o mundo, levando em consideração aspectos econômicos, sociais, culturais e políticos. Com isso, gerando a fase da expansão capitalista, onde é possível realizar transações financeiras, expandir seu negócio até então restrito ao seu mercado de atuação para mercados distantes e emergentes, sem necessariamente um investimento alto de capital financeiro, pois a comunicação no mundo globalizado permite tal expansão, porém, obtêm-se como consequência o aumento acirrado da concorrência.
História
A globalização é um fenômeno capitalista e complexo que começou na era dos descobrimentos e que se desenvolveu a partir da Revolução Industrial. Mas o seu conteúdo passou despercebido por muito tempo, e hoje muitos economistas analisam a globalização como resultado do pós Segunda Guerra Mundial, ou como resultado da Revolução Tecnológica.
Sua origem pode ser traçada do período mercantilista iniciado aproximadamente no século XV e durando até o século XVIII, com a queda dos custos de transporte marítimo, e aumento da complexidade das relações políticas europeias durante o período. Este período viu grande aumento no fluxo de força de trabalho entre os países e continentes, particularmente nas novas colônias europeias.
Já em meio à Segunda Guerra Mundial surgiu, em 1941, um dos primeiros sintomas da globalização das comunicações: o pacote cultural-ideológico dos Estados Unidos incluía várias edições diárias de O Repórter Esso , uma síntese noticiosa de cinco minutos rigidamente cronometrados, a primeira de caráter global, transmitido em 14 países do continente americano por 59 estações de rádio, constituindo-se na mais ampla rede radiofônica mundial.[1]
É tido como início da globalização moderna o fim da Segunda Guerra mundial, e a vontade de impedir que uma monstruosidade como ela ocorresse novamente no futuro, sendo que as nações vitoriosas da guerra e as devastadas potências do eixo chegaram a conclusão que era de suma importância para o futuro da humanidade a criação de mecanismos diplomáticos e comerciais para aproximar cada vez mais as nações uma das outras. Deste consenso nasceu as Nações Unidas, e começou a surgir o conceito de bloco econômico pouco após isso com a fundação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço - CECA.
A necessidade de expandir seus mercados levou as nações a aos poucos começarem a se abrir para produtos de outros países, marcando o crescimento da ideologia econômica do liberalismo.
Atualmente os grandes beneficiários da globalização são os grandes países emergentes, especialmente o BRIC, com grandes economias de exportação, grande mercado interno e cada vez maior presença mundial.[2] Antes do BRIC, outros países fizeram uso da globalização e economias voltadas a exportação para obter rápido crescimento e chegar ao primeiro mundo, como os tigres asiáticos na década de 1980 e Japão na década de 1970.[3]
Enquanto Paul Singer vê a expansão comercial e marítima europeia como um caminho pelo qual o capitalismo se desenvolveu assim como a globalização, Maria da Conceição Tavares aposta o seu surgimento na acentuação do mercado financeiro, com o surgimento de novos produtos financeiros.
Impacto
A característica mais notável da globalização é a presença de marcas mundiais
A globalização afeta todas as áreas da sociedade, principalmente comunicação, comércio internacional e liberdade de movimentação, com diferente intensidade dependendo do nível de desenvolvimento e integração das nações ao redor do planeta.
Comunicação
A globalização das comunicações tem sua face mais visível na internet, a rede mundial de computadores, possível graças a acordos e protocolos entre diferentes entidades privadas da área de telecomunicações e governos no mundo. Isto permitiu um fluxo de troca de ideias e informações sem critérios na história da humanidade. Se antes uma pessoa estava limitada a imprensa local, agora ela mesma pode se tornar parte da imprensa e observar as tendências do mundo inteiro, tendo apenas como fator de limitação a barreira linguística.
Outra característica da globalização das comunicações é o aumento da universalização do acesso a meios de comunicação, graças ao barateamento dos aparelhos, principalmente celulares e os de infraestrutura para as operadoras, com aumento da cobertura e incremento geral da qualidade graças a inovação tecnológica. Hoje uma inovação criada no Japão pode aparecer no mercado português ou brasileiro em poucos dias e virar sucesso de mercado. Um exemplo da universalização do acesso a informação pode ser o próprio Brasil, hoje com 42 milhões de telefones instalados,[4] e um aumento ainda maior de número de telefone celular em relação a década de 1980, ultrapassando a barreira de 100 milhões de aparelhos em 2002.
Redes de televisão e imprensa multimédia em geral também sofreram um grande impacto da globalização. Um país com imprensa livre hoje em dia pode ter acesso, alguma vezes por televisão por assinatura ou satélite, a emissoras do mundo inteiro, desde NHK do Japão até Cartoon Network americana.
Pode-se dizer que este incremento no acesso à comunicação em massa acionado pela globalização tem impactado até mesmo nas estruturas de poder estabelecidas, com forte conotação a democracia, ajudando pessoas antes alienadas a um pequeno grupo de radiodifusão de informação a terem acesso a informação de todo o mundo, mostrando a elas como o mundo é e se comporta[5]
Mas infelizmente este mesmo livre fluxo de informações é tido como uma ameaça para determinados governos ou entidades religiosas com poderes na sociedade, que tem gasto enorme quantidade de recursos para limitar o tipo de informação que seus cidadãos tem acesso.
Na China, onde a internet tem registrado crescimento espetacular, já contando com 136 milhões de usuários [6] graças à evolução, iniciada em 1978, de uma economia centralmente planejada para uma nova economia socialista de mercado,[7] é outro exemplo de nação notória por tentar limitar a visualização de certos conteúdos considerados "sensíveis" pelo governo, como do Protesto na Praça Tiananmem em 1989, além disso em torno de 923 sites de noticias ao redor do mundo estão bloqueados, incluindo CNN e BBC, sites de governos como Taiwan também são proibidos o acesso e sites de defesa da independência do Tibete. O número de pessoas presas na China por "ação subversiva" por ter publicado conteúdos críticos ao governo é estimado em mais de 40 ao ano. A própria Wikipédia já sofreu diversos bloqueios por parte do governo chinês.[8]
No Irã, Arábia Saudita e outros países islâmicos com grande influência da religião nas esferas governamentais, a internet sofre uma enorme pressão do estado, que tenta implementar diversas vezes barreiras e dificuldades para o acesso a rede mundial, como bloqueio de sites de redes de relacionamentos sociais como Orkut e MySpace, bloqueio de sites de noticias como CNN e BBC. Acesso a conteúdo erótico também é proibido.
Informatização
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Informatização: Hoje em dia, o computador é uma ferramenta de trabalho quase que indispensável,pois ele está presente em vários ramos da atividade humana.
Num mundo globalizado e cada vez mais competitivo, é essencial que as pessoas pertencentes à população economicamente ativa, dominem as funções básicas de informática, tendo em vista que a expansão de setores da economia como o terciário, fez aumentar o uso de computadores, por isso não podemos mais ignorar a presença dessa ferramenta tão útil em nosso dia-a-dia.
Portanto, com a necessidade de criar ferramentas que facilitassem o seu trabalho diário, o homem passou a aprimorar cada vez mais os computadores, pois a sua utilização não apenas poupa tempo e dinheiro, mas também permite a possibilidade de um controle cada vez melhor de estoques, informações, serviços etc.
Por muito tempo o homem produziu, criou ou simplesmente modificou seu habitat de forma direta sem um controle auspero do trabalho, delegando "missões" a pessoas e esperando a resposta, que por vezes se fazia demorada. Entretanto com o advento do computador, o trabalho se tornou mais ágil e com resposta imediata.
Nisto as pessoas tem a necessidade de conhecer esta nova ferramenta de trabalho que não só está inserida na forma de computadores de mesa(desktop), mas também como consoles de comando de máquinas especializadas de diversas ocupações, tais como: robôs médicos, máquinas exploradoras, controles de caminhões e etc.
Desterritorialização
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Desterritorialização é, nas palavras de Gilles Deleuze, uma "palavra bárbara" proposta por Felix Guattari para o entendimento de processos inicialmente psicanalíticos mas posteriormente ampliados para toda a filosofia desenvolvida pelos dois autores, especialmente na obra Mil Platôs.
Para além da concepção filosófica deleuzeana, em que aparece associada a processos como devir e "linhas de fuga", a expressão insere-se hoje em um amplo debate no âmbito das Ciências Sociais, da Antropologia à Ciência Política e à Geografia.
Assim, muitos autores defendem a tese de que a desterritorialização é a marca da chamada sociedade pós-moderna, dominada pela mobilidade, pelos fluxos, pelo desenraizamento e pelo hibridismo cultural. Devemos tomar cuidado para não sobrevalorizar esta "sociedade em rede" (nos termos de Manuel Castells), fluida e desterritorializada, na medida em que ela aparece sempre conjugada com a reconstrução de territórios, ainda que territórios mais móveis e descontínuos.
Haesbaert (em "O Mito da Desterritorialização") defende que desterritorialização seja um termo utilizado não para o simples aumento da mobilidade ou para fenômenos como a hibridização cultural, mas para a precarização territorial dos grupos subalternos, aqueles que vivenciam efetivamente (ao contrário dos grupos hegemônicos) uma perda de controle físico e de referências simbólicas sobre/a partir de seus territórios. Já que todo indivíduo não pode viver sem território, por mais precário e temporário que ele seja, desterritorialização pode se confundir, neste caso, com precarização territorial. Assim, haveria um sentido genérico, de desterritorialização como destruição ou transformação de territórios (enquanto espaços ao mesmo tempo de dominação político-econômica e de apropriação simbólico-cultural), e um sentido mais estrito, vinculado à precarização territorial daqueles que perdem substancialmente os seus "controles" e/ou identidades territoriais.
O que muitos denominam desterritorialização, especialmente quando relativo às classes mais privilegiadas, trata-se na verdade de uma reterritorialização em novas bases, a que Haesbaert propõe denominar "multiterritorialidade".
Metropolização
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Foi proposta a fusão deste artigo ou secção com: Metrópole (pode-se discutir o procedimento aqui).
Metropolização é o processo em que as cidades de uma região metropolitana (ou apenas uma cidade fora de região metropolitana) estão em via de se tornarem uma metrópole, ou seja, prestes a abrigar mais de 1 milhão de habitantes em uma região ou apenas em uma cidade. No Brasil, é um fenômeno recorrente, pois se até 1960 o país tinha apenas 2 cidades com mais de um milhão de habitantes, este número hoje é bem superior[1]. Este processo, cumpre ressaltar, costuma, ao menos no que se refere ao Brasil, vir acompanhado de um sem número de problemas sociais originados quer da precariedade das condições dos migrantes que chegam na área em processo de urbanização, quer da oferta reduzida de infra-estrutura nas comunidades urbanas dessas regiões.[2] Ressalta-se também que o processo de metropolização pode ocorrer sem que haja necessariamente a formação de uma metrópole. Isto ocorre em áreas metropolitanas em que, mais do que a influência de uma metrópole sobre áreas adjacentes, se percebe isto sim, um rearranjo das governanças locais em prol de maior cooperação, como é o caso das áreas metropolizadas de Santa Catarina, Portugal e da Espanha. Assim, criam-se áreas metropolitanas como as do Minho, A Coruña [3] e Joinville, que são áreas metropolitanas sem metrópole. Neste caso, em função mesmo do planejamento prévio, as conseqüências sociais costumam ser mais positivas[4]
O texto, #2 refere-se as informações complementares sobre o fenômeno, utilizando a Wikipédia como fonte.
Texto#1: Globalização, segundo Octávio Ianni:
‘A globalização do mundo pode ser vista como um processo histórico-social de
vastas proporções, abalando mais ou menos drasticamente os quadros sociais e mentais
de referência de indivíduos e coletividades. Rompe e recria o mapa do mundo,
inaugurando outros processos, outras estruturas e outras formas de sociabilidade, que se articulam ou impõem aos povos, tribos, nações e nacionalidades. Muito do parecia estabelecido em termos de conceitos, categorias ou interpretações, relativos aos mais diversos aspectos da realidade social, parece perder significado, tornar-se anacrônico ou adquirir outros sentidos. Os territórios e as fronteiras, os regimes políticos e os estilos de vida, as culturas e as civilizações parecem mesclar-se, tensionar-se e dinamizar-se em outras modalidades, direções ou possibilidades. As coisas, as gentes e as idéias movem-se em múltiplas direções, desenraizam-se, tornam-se volantes ou simplesmente desterritorializam-se. Alteram-se as sensações e as nações de próximo e distante, lento e rápido, instantâneo e ubíquo, passado e presente, atual e remoto, visível e invisível,
singular e universal. Está em curso a gênese de uma nova totalidade histórico-social, abaroando a geografia, a ecologia e a demografia, assim como a economia, apolítica e a cultura. As religiões universais, tais como o budismo, o taoismo, o cristianismo e o islamismo, tornam-se universais também como realidades histórico culturais. O imaginário de indivíduos e coletividades, em todo o mundo, passa a ser influenciado, muitas vezes decisivamente, pela mídia mundial (....).’
Texto #2:
Globalização
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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A globalização é um dos processos de aprofundamento da integração econômica, social, cultural, política, que teria sido impulsionado pelo barateamento dos meios de transporte e comunicação dos países do mundo no final do século XX e início do século XXI. É um fenômeno gerado pela necessidade da dinâmica do capitalismo de formar uma aldeia global que permita maiores mercados para os países centrais (ditos desenvolvidos) cujos mercados internos já estão saturados. O processo de Globalização diz respeito à forma como os países interagem e aproximam pessoas, ou seja, interliga o mundo, levando em consideração aspectos econômicos, sociais, culturais e políticos. Com isso, gerando a fase da expansão capitalista, onde é possível realizar transações financeiras, expandir seu negócio até então restrito ao seu mercado de atuação para mercados distantes e emergentes, sem necessariamente um investimento alto de capital financeiro, pois a comunicação no mundo globalizado permite tal expansão, porém, obtêm-se como consequência o aumento acirrado da concorrência.
História
A globalização é um fenômeno capitalista e complexo que começou na era dos descobrimentos e que se desenvolveu a partir da Revolução Industrial. Mas o seu conteúdo passou despercebido por muito tempo, e hoje muitos economistas analisam a globalização como resultado do pós Segunda Guerra Mundial, ou como resultado da Revolução Tecnológica.
Sua origem pode ser traçada do período mercantilista iniciado aproximadamente no século XV e durando até o século XVIII, com a queda dos custos de transporte marítimo, e aumento da complexidade das relações políticas europeias durante o período. Este período viu grande aumento no fluxo de força de trabalho entre os países e continentes, particularmente nas novas colônias europeias.
Já em meio à Segunda Guerra Mundial surgiu, em 1941, um dos primeiros sintomas da globalização das comunicações: o pacote cultural-ideológico dos Estados Unidos incluía várias edições diárias de O Repórter Esso , uma síntese noticiosa de cinco minutos rigidamente cronometrados, a primeira de caráter global, transmitido em 14 países do continente americano por 59 estações de rádio, constituindo-se na mais ampla rede radiofônica mundial.[1]
É tido como início da globalização moderna o fim da Segunda Guerra mundial, e a vontade de impedir que uma monstruosidade como ela ocorresse novamente no futuro, sendo que as nações vitoriosas da guerra e as devastadas potências do eixo chegaram a conclusão que era de suma importância para o futuro da humanidade a criação de mecanismos diplomáticos e comerciais para aproximar cada vez mais as nações uma das outras. Deste consenso nasceu as Nações Unidas, e começou a surgir o conceito de bloco econômico pouco após isso com a fundação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço - CECA.
A necessidade de expandir seus mercados levou as nações a aos poucos começarem a se abrir para produtos de outros países, marcando o crescimento da ideologia econômica do liberalismo.
Atualmente os grandes beneficiários da globalização são os grandes países emergentes, especialmente o BRIC, com grandes economias de exportação, grande mercado interno e cada vez maior presença mundial.[2] Antes do BRIC, outros países fizeram uso da globalização e economias voltadas a exportação para obter rápido crescimento e chegar ao primeiro mundo, como os tigres asiáticos na década de 1980 e Japão na década de 1970.[3]
Enquanto Paul Singer vê a expansão comercial e marítima europeia como um caminho pelo qual o capitalismo se desenvolveu assim como a globalização, Maria da Conceição Tavares aposta o seu surgimento na acentuação do mercado financeiro, com o surgimento de novos produtos financeiros.
Impacto
A característica mais notável da globalização é a presença de marcas mundiais
A globalização afeta todas as áreas da sociedade, principalmente comunicação, comércio internacional e liberdade de movimentação, com diferente intensidade dependendo do nível de desenvolvimento e integração das nações ao redor do planeta.
Comunicação
A globalização das comunicações tem sua face mais visível na internet, a rede mundial de computadores, possível graças a acordos e protocolos entre diferentes entidades privadas da área de telecomunicações e governos no mundo. Isto permitiu um fluxo de troca de ideias e informações sem critérios na história da humanidade. Se antes uma pessoa estava limitada a imprensa local, agora ela mesma pode se tornar parte da imprensa e observar as tendências do mundo inteiro, tendo apenas como fator de limitação a barreira linguística.
Outra característica da globalização das comunicações é o aumento da universalização do acesso a meios de comunicação, graças ao barateamento dos aparelhos, principalmente celulares e os de infraestrutura para as operadoras, com aumento da cobertura e incremento geral da qualidade graças a inovação tecnológica. Hoje uma inovação criada no Japão pode aparecer no mercado português ou brasileiro em poucos dias e virar sucesso de mercado. Um exemplo da universalização do acesso a informação pode ser o próprio Brasil, hoje com 42 milhões de telefones instalados,[4] e um aumento ainda maior de número de telefone celular em relação a década de 1980, ultrapassando a barreira de 100 milhões de aparelhos em 2002.
Redes de televisão e imprensa multimédia em geral também sofreram um grande impacto da globalização. Um país com imprensa livre hoje em dia pode ter acesso, alguma vezes por televisão por assinatura ou satélite, a emissoras do mundo inteiro, desde NHK do Japão até Cartoon Network americana.
Pode-se dizer que este incremento no acesso à comunicação em massa acionado pela globalização tem impactado até mesmo nas estruturas de poder estabelecidas, com forte conotação a democracia, ajudando pessoas antes alienadas a um pequeno grupo de radiodifusão de informação a terem acesso a informação de todo o mundo, mostrando a elas como o mundo é e se comporta[5]
Mas infelizmente este mesmo livre fluxo de informações é tido como uma ameaça para determinados governos ou entidades religiosas com poderes na sociedade, que tem gasto enorme quantidade de recursos para limitar o tipo de informação que seus cidadãos tem acesso.
Na China, onde a internet tem registrado crescimento espetacular, já contando com 136 milhões de usuários [6] graças à evolução, iniciada em 1978, de uma economia centralmente planejada para uma nova economia socialista de mercado,[7] é outro exemplo de nação notória por tentar limitar a visualização de certos conteúdos considerados "sensíveis" pelo governo, como do Protesto na Praça Tiananmem em 1989, além disso em torno de 923 sites de noticias ao redor do mundo estão bloqueados, incluindo CNN e BBC, sites de governos como Taiwan também são proibidos o acesso e sites de defesa da independência do Tibete. O número de pessoas presas na China por "ação subversiva" por ter publicado conteúdos críticos ao governo é estimado em mais de 40 ao ano. A própria Wikipédia já sofreu diversos bloqueios por parte do governo chinês.[8]
No Irã, Arábia Saudita e outros países islâmicos com grande influência da religião nas esferas governamentais, a internet sofre uma enorme pressão do estado, que tenta implementar diversas vezes barreiras e dificuldades para o acesso a rede mundial, como bloqueio de sites de redes de relacionamentos sociais como Orkut e MySpace, bloqueio de sites de noticias como CNN e BBC. Acesso a conteúdo erótico também é proibido.
Informatização
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Informatização: Hoje em dia, o computador é uma ferramenta de trabalho quase que indispensável,pois ele está presente em vários ramos da atividade humana.
Num mundo globalizado e cada vez mais competitivo, é essencial que as pessoas pertencentes à população economicamente ativa, dominem as funções básicas de informática, tendo em vista que a expansão de setores da economia como o terciário, fez aumentar o uso de computadores, por isso não podemos mais ignorar a presença dessa ferramenta tão útil em nosso dia-a-dia.
Portanto, com a necessidade de criar ferramentas que facilitassem o seu trabalho diário, o homem passou a aprimorar cada vez mais os computadores, pois a sua utilização não apenas poupa tempo e dinheiro, mas também permite a possibilidade de um controle cada vez melhor de estoques, informações, serviços etc.
Por muito tempo o homem produziu, criou ou simplesmente modificou seu habitat de forma direta sem um controle auspero do trabalho, delegando "missões" a pessoas e esperando a resposta, que por vezes se fazia demorada. Entretanto com o advento do computador, o trabalho se tornou mais ágil e com resposta imediata.
Nisto as pessoas tem a necessidade de conhecer esta nova ferramenta de trabalho que não só está inserida na forma de computadores de mesa(desktop), mas também como consoles de comando de máquinas especializadas de diversas ocupações, tais como: robôs médicos, máquinas exploradoras, controles de caminhões e etc.
Desterritorialização
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Desterritorialização é, nas palavras de Gilles Deleuze, uma "palavra bárbara" proposta por Felix Guattari para o entendimento de processos inicialmente psicanalíticos mas posteriormente ampliados para toda a filosofia desenvolvida pelos dois autores, especialmente na obra Mil Platôs.
Para além da concepção filosófica deleuzeana, em que aparece associada a processos como devir e "linhas de fuga", a expressão insere-se hoje em um amplo debate no âmbito das Ciências Sociais, da Antropologia à Ciência Política e à Geografia.
Assim, muitos autores defendem a tese de que a desterritorialização é a marca da chamada sociedade pós-moderna, dominada pela mobilidade, pelos fluxos, pelo desenraizamento e pelo hibridismo cultural. Devemos tomar cuidado para não sobrevalorizar esta "sociedade em rede" (nos termos de Manuel Castells), fluida e desterritorializada, na medida em que ela aparece sempre conjugada com a reconstrução de territórios, ainda que territórios mais móveis e descontínuos.
Haesbaert (em "O Mito da Desterritorialização") defende que desterritorialização seja um termo utilizado não para o simples aumento da mobilidade ou para fenômenos como a hibridização cultural, mas para a precarização territorial dos grupos subalternos, aqueles que vivenciam efetivamente (ao contrário dos grupos hegemônicos) uma perda de controle físico e de referências simbólicas sobre/a partir de seus territórios. Já que todo indivíduo não pode viver sem território, por mais precário e temporário que ele seja, desterritorialização pode se confundir, neste caso, com precarização territorial. Assim, haveria um sentido genérico, de desterritorialização como destruição ou transformação de territórios (enquanto espaços ao mesmo tempo de dominação político-econômica e de apropriação simbólico-cultural), e um sentido mais estrito, vinculado à precarização territorial daqueles que perdem substancialmente os seus "controles" e/ou identidades territoriais.
O que muitos denominam desterritorialização, especialmente quando relativo às classes mais privilegiadas, trata-se na verdade de uma reterritorialização em novas bases, a que Haesbaert propõe denominar "multiterritorialidade".
Metropolização
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Foi proposta a fusão deste artigo ou secção com: Metrópole (pode-se discutir o procedimento aqui).
Metropolização é o processo em que as cidades de uma região metropolitana (ou apenas uma cidade fora de região metropolitana) estão em via de se tornarem uma metrópole, ou seja, prestes a abrigar mais de 1 milhão de habitantes em uma região ou apenas em uma cidade. No Brasil, é um fenômeno recorrente, pois se até 1960 o país tinha apenas 2 cidades com mais de um milhão de habitantes, este número hoje é bem superior[1]. Este processo, cumpre ressaltar, costuma, ao menos no que se refere ao Brasil, vir acompanhado de um sem número de problemas sociais originados quer da precariedade das condições dos migrantes que chegam na área em processo de urbanização, quer da oferta reduzida de infra-estrutura nas comunidades urbanas dessas regiões.[2] Ressalta-se também que o processo de metropolização pode ocorrer sem que haja necessariamente a formação de uma metrópole. Isto ocorre em áreas metropolitanas em que, mais do que a influência de uma metrópole sobre áreas adjacentes, se percebe isto sim, um rearranjo das governanças locais em prol de maior cooperação, como é o caso das áreas metropolizadas de Santa Catarina, Portugal e da Espanha. Assim, criam-se áreas metropolitanas como as do Minho, A Coruña [3] e Joinville, que são áreas metropolitanas sem metrópole. Neste caso, em função mesmo do planejamento prévio, as conseqüências sociais costumam ser mais positivas[4]