Mais duas tarefas:
1 - Dissertação sobre o tema: Estruturalismo.
2 - Pesquisa ( tipo copiar e colar ) : sobre os seguintes autores e PRINCIPALMENTE sobre suas obras:
Claude Levi-Strauss;
Michel Foucault;
Clifford Geertz;
sites sobre as discussões em sala
http://www.ceticismoaberto.com/
http://www.youtube.com/watch?v=p2qlHoxPioM
http://www.youtube.com/watch?v=S1ZZreXEqSY
http://www.tolicesdoorkut.com/
Estes são alguns dos sites comentados em sala de aula. O primeiro deles referem-se aos alunos que se preocuparam com a teoria da conspiração. Os outros dizem respeito a vídeos específicos de propagandas cometadas nas aulas. Em especial as propagandas de cerveja. Elas referem-se a humor, que por sua vez, é culturalmente determinado.
Sobre o 'fim do mundo ' em 2012: http://www.deldebbio.com.br/index.php/2009/11/23/o-que-acontecera-em-2012/
http://www.youtube.com/watch?v=p2qlHoxPioM
http://www.youtube.com/watch?v=S1ZZreXEqSY
http://www.tolicesdoorkut.com/
Estes são alguns dos sites comentados em sala de aula. O primeiro deles referem-se aos alunos que se preocuparam com a teoria da conspiração. Os outros dizem respeito a vídeos específicos de propagandas cometadas nas aulas. Em especial as propagandas de cerveja. Elas referem-se a humor, que por sua vez, é culturalmente determinado.
Sobre o 'fim do mundo ' em 2012: http://www.deldebbio.com.br/index.php/2009/11/23/o-que-acontecera-em-2012/
tarefa das aulas 3 e 4
Pesquisa da obra dos seguintes autores:
Michel Foucault; Nestor Garcia Canclini; Claude Levy- Strauss. Verificar e apresentar dúvidas ao professor.
Michel Foucault; Nestor Garcia Canclini; Claude Levy- Strauss. Verificar e apresentar dúvidas ao professor.
aula 3: Estruturalismo, segundo a wikipedia
O texto da Wiki sobre o assunto é bastante interessante. Vamos dar uma olhada:
'Estruturalismo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O estruturalismo é uma corrente de pensamento nas ciências humanas que se inspirou do modelo da linguística e que apreende a realidade social como um conjunto formal de relações.
O estruturalismo é uma abordagem que veio a se tornar um dos métodos mais extensamente utilizados para analisar a língua, a cultura, a filosofia da matemática e a sociedade na segunda metade do século XX. Entretanto, "estruturalismo" não se refere a uma "escola" claramente definida de autores, embora o trabalho de Ferdinand de Saussure seja geralmente considerado um ponto de partida. O estruturalismo é mais bem visto como uma abordagem geral com muitas variações diferentes. Como em qualquer movimento cultural, as influências e os desenvolvimentos são complexos.
De um modo geral, o estruturalismo procura explorar as inter-relações (as "estruturas") através das quais o significado é produzido dentro de uma cultura. Um uso secundário do estruturalismo tem sido visto recentemente na filosofia da matemática. De acordo com a teoria estrutural, os significados dentro de uma cultura são produzidos e reproduzidos através de várias práticas, fenômenos e atividades que servem como sistemas de significação. Um estruturalista estuda atividades tão diversas como rituais de preparação e do servir de alimentos, rituais religiosos, jogos, textos literários e não-literários e outras formas de entretenimento para descobrir as profundas estruturas pelas quais o significado é produzido e reproduzido em uma cultura. Por exemplo, um antigo e proeminente praticante do estruturalismo, o antropólogo e etnógrafo Claude Lévi-Strauss, analisou fenômenos culturais incluindo mitologia, relações de família e preparação de alimentos.
Lévi-Strauss explicou que os antônimos estão na base da estrutura sócio-cultural. Em seus primeiros trabalhos demonstrou que os grupos familiares tribais eram geralmente encontrados em pares, ou em grupos emparelhados nos quais ambos se opunham e se necessitavam ao mesmo tempo. Na Bacia Amazônica, por exemplo, duas grandes famílias construíam suas casas em dois semi-círculos frente-a-frente, formando um grande círculo. Também mostrou que os mapas cognitivos, as maneiras através das quais os povos categorizavam animais, árvores, e assim por diante, eram baseados em séries de antônimos. Mais tarde, em seu trabalho mais popular, "O Cru e o Cozido", descreveu contos populares amplamente dispersos da América do Sul tribal como inter-relacionados através de uma série de transformações - como um antônimo aqui transformava-se em outro antônimo ali. Por exemplo, como o título indica, Cru torna-se seu oposto, Cozido. Esses antônimos em particular (Cru/Cozido) são simbólicos da própria cultura humana que, por meio do pensamento e do trabalho, transforma matérias-primas em roupas, alimento, armas, arte, idéias. Cultura, explicou Lévi-Strauss, é um processo dialético: tese, antítese, síntese.
Ao fazer estudos em literatura, um crítico estruturalista examinará a relação subjacente dos elementos ('a estrutura') em, por exemplo, uma história, ao invés de focalizar em seu conteúdo. Um exemplo básico são as similaridades entre 'Amor Sublime Amor' e 'Romeu e Julieta' . Mesmo que as duas peças ocorram em épocas e lugares diferentes, um estruturalista argumentaria que são a mesma história devido à estrutura similar - em ambos os casos, uma garota e um garoto se apaixonam (ou, como podemos dizer, são +AMOR) apesar de pertencerem a dois grupos que se odeiam (-AMOR), um conflito que é resolvido por suas mortes. Considere agora a história de duas famílias amigas (+AMOR) que fazem um casamento arranjado entre seus filhos apesar deles se odiarem (-AMOR), e que os filhos resolvem este conflito cometendo suicídio para escapar da união. Um estruturalista argumentaria que esta segunda história é uma 'inversão' da primeira, porque o relacionamento entre os valores do amor e dos dois grupos envolvidos foi invertido. Adicionalmente, um estruturalista argumentaria que o 'significado' de uma história se encontra em descobrir esta estrutura ao invés de, por exemplo, descobrir a intenção do autor que a escreveu.'
'Estruturalismo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O estruturalismo é uma corrente de pensamento nas ciências humanas que se inspirou do modelo da linguística e que apreende a realidade social como um conjunto formal de relações.
O estruturalismo é uma abordagem que veio a se tornar um dos métodos mais extensamente utilizados para analisar a língua, a cultura, a filosofia da matemática e a sociedade na segunda metade do século XX. Entretanto, "estruturalismo" não se refere a uma "escola" claramente definida de autores, embora o trabalho de Ferdinand de Saussure seja geralmente considerado um ponto de partida. O estruturalismo é mais bem visto como uma abordagem geral com muitas variações diferentes. Como em qualquer movimento cultural, as influências e os desenvolvimentos são complexos.
De um modo geral, o estruturalismo procura explorar as inter-relações (as "estruturas") através das quais o significado é produzido dentro de uma cultura. Um uso secundário do estruturalismo tem sido visto recentemente na filosofia da matemática. De acordo com a teoria estrutural, os significados dentro de uma cultura são produzidos e reproduzidos através de várias práticas, fenômenos e atividades que servem como sistemas de significação. Um estruturalista estuda atividades tão diversas como rituais de preparação e do servir de alimentos, rituais religiosos, jogos, textos literários e não-literários e outras formas de entretenimento para descobrir as profundas estruturas pelas quais o significado é produzido e reproduzido em uma cultura. Por exemplo, um antigo e proeminente praticante do estruturalismo, o antropólogo e etnógrafo Claude Lévi-Strauss, analisou fenômenos culturais incluindo mitologia, relações de família e preparação de alimentos.
Lévi-Strauss explicou que os antônimos estão na base da estrutura sócio-cultural. Em seus primeiros trabalhos demonstrou que os grupos familiares tribais eram geralmente encontrados em pares, ou em grupos emparelhados nos quais ambos se opunham e se necessitavam ao mesmo tempo. Na Bacia Amazônica, por exemplo, duas grandes famílias construíam suas casas em dois semi-círculos frente-a-frente, formando um grande círculo. Também mostrou que os mapas cognitivos, as maneiras através das quais os povos categorizavam animais, árvores, e assim por diante, eram baseados em séries de antônimos. Mais tarde, em seu trabalho mais popular, "O Cru e o Cozido", descreveu contos populares amplamente dispersos da América do Sul tribal como inter-relacionados através de uma série de transformações - como um antônimo aqui transformava-se em outro antônimo ali. Por exemplo, como o título indica, Cru torna-se seu oposto, Cozido. Esses antônimos em particular (Cru/Cozido) são simbólicos da própria cultura humana que, por meio do pensamento e do trabalho, transforma matérias-primas em roupas, alimento, armas, arte, idéias. Cultura, explicou Lévi-Strauss, é um processo dialético: tese, antítese, síntese.
Ao fazer estudos em literatura, um crítico estruturalista examinará a relação subjacente dos elementos ('a estrutura') em, por exemplo, uma história, ao invés de focalizar em seu conteúdo. Um exemplo básico são as similaridades entre 'Amor Sublime Amor' e 'Romeu e Julieta' . Mesmo que as duas peças ocorram em épocas e lugares diferentes, um estruturalista argumentaria que são a mesma história devido à estrutura similar - em ambos os casos, uma garota e um garoto se apaixonam (ou, como podemos dizer, são +AMOR) apesar de pertencerem a dois grupos que se odeiam (-AMOR), um conflito que é resolvido por suas mortes. Considere agora a história de duas famílias amigas (+AMOR) que fazem um casamento arranjado entre seus filhos apesar deles se odiarem (-AMOR), e que os filhos resolvem este conflito cometendo suicídio para escapar da união. Um estruturalista argumentaria que esta segunda história é uma 'inversão' da primeira, porque o relacionamento entre os valores do amor e dos dois grupos envolvidos foi invertido. Adicionalmente, um estruturalista argumentaria que o 'significado' de uma história se encontra em descobrir esta estrutura ao invés de, por exemplo, descobrir a intenção do autor que a escreveu.'
Tarefas para o pessoal da sala de apoio
Basicamente são três tarefas passadas pera os meus alunos nestas duas primeiras aulas:
a- dissertação com o seguinte tema: O que é Funcionalismo;
Ainda estão faltando duas aulas. Quando postá-las irei fazê-lo junto com as tarefas!
a- dissertação com o seguinte tema: O que é Funcionalismo;
Ainda estão faltando duas aulas. Quando postá-las irei fazê-lo junto com as tarefas!
finalmente, as aulas!
AULA 1
Esta aula, chamada de ‘aula zero’ tratou de, pelo menos, três conceitos principais e alguns correlatos: CULTURA; ETNIA; RAÇA. Os correlatos: IDENTIDADE, IDEM, IPSE, ALTER
CULTURA: Existem vários entendimentos possíveis sobre este conceito. Uma das grandes coisas que devemos saber sobre este termo, é que ele não tem ainda uma definição precisa. Por este motivo afirmamos que existem entendimentos sobre o termo ‘cultura’.
A maior parte das coisas que se falam sobre cultura, relacionam a idéia de cultura a conhecimento, tradições e coisas antigas. O que não deixa de ser um fato constatável em nossa prática cotidiana. Por outro lado, esta compreensão não nos permite responder algumas perguntas, tais como: o que diferencia os grupos humanos? Existem manifestações culturais válidas ou não-válidas?
O conceito apresentado para nossos colegas foi o seguinte: cultura refere-se a de conhecimento humano, produzido e reproduzido mediante a utilização de símbolos. Note-se que estes mesmos símbolos não mudam, mas agregam novos significados em diferentes grupos humanos e em diferentes épocas. Esta conceituação tem seus limites, mas servirá para desenvolvermos nosso raciocínio.
A partir daí decorrem duas idéias. Primeiramente, cultura é um termo plural. É inadequado nos referimos a ela como cultura. São Culturas. Pensar, por exemplo, na cultura brasileira como única é assaz inapropriado. Pense. Um gaúcho tem as mesmas práticas que um marajoara? Claro que não.
Em segundo lugar, as culturas são dinâmicas. Pela capacidade de agregar múltiplos significados, o dinamismo é uma conseqüência lógica. Não faz sentido, afirmarmos categoricamente que esta ou aquela manifestação cultural é ‘autêntica’, legítima ou ‘original’. Ela é legitima dentro de seu significado aqui e agora.
O desdobramento feito em sala de aula concentrou-se no termo IDENTIDADE. Isto foi feito pensando que, as dada a definição inicial de cultura(s) pode-se afirmar que os grupos humanos se definem por suas práticas culturais específicas ( ETNIA ), em especial a linguagem. A definição e diferenciação dos grupos humanos conduz a uma discussão sobre o conceito de Identidade.
Assim como a Cultura, a identidade é um termo plural e dinâmico. Mas ela não se esgota em si mesma. A identidade é feita de pelo menos três partes: O IDEM, o ALTER, e o IPSE. Vamos comentá-los brevemente.
O IDEM, é o eu único. Quando pergunto lhe pergunto: ‘quem é você?’ você tende a apresentar a si mesmo. Parece confuso, mas o IDEM refere-se ao seu eu, único. Você e nada mais. Por outro lado, o seu idem toma como referencia os seus iguais, o IPSE. Por exemplo, sou Marcelo ( IDEM ) e sou homem ( IPSE ) .
Agora temos o ‘pulo do gato’. A identidade necessita do outro. Por que? Pense, se você é brasileiro, isso ocorre pois você se vê como tal ( IDEM) e se vê nos outros brasileiros ( IPSE). E se os argentinos não perceberem você como brasileiro? Como é que fica? Por este motivo o Outro é fundamental : eis aí a função do ALTER, traduzindo, o Outro.
Tal e qual a definição de cultura, esta compreensão da idéia de identidade traz consigo uma série de implicações. No estudo de outras culturas, o respeito ao outro é fundamental, pois no estranho, no diferente, temos uma parcela de nossa própria identidade. Daí passamos para os dois últimos pontos da aula 1.
ETNIA pode ser compreendida como uma forma de identificação de grupos humanos que toma como referência suas respectivas práticas culturais. Não se preocupa com aspectos fenotípicos ( aparência ) como a classificação criada no século XIX, de forte influência Evolucionista, RAÇA.
Este ultimo termo, RAÇA, também merece algumas considerações. A priori, o termo RAÇA não tem sustentação científica. Em outras palavras, RAÇA não existe. Utiliza-se este termo comumente, só que o próprio conceito de raça já foi derrubado na antropologia no século XX e com os recentes avanços no estudo dos gens constatou-se que, de fato, não existem diferenciações entre grupos humanos de natureza da sua cor de pele, mas sim diferenciações de cunho cultural, ou ÉTNICAS.
AULA 2
A ANTROPOLOGIA E AS ESCOLAS EVOLUCIONISTA E FUNCIONALISTA
Conhecemos como Antropologia, a área de conhecimento que estuda a diversidade cultural dos seres humanos, desenvolvida inicialmente no século XIX. Como toda ciência, a antropologia tem diversas escolas teóricas ( abordagens ou paradigmas)que a influenciam.
A primeira grande influencia no pensamento antropológico, foi o pensamento EVOLUCIONISTA, ou também chamado de DARWINISMO SOCIAL. Em linhas gerais, o Evolucionismo aplicado as ciências humanas entendias sociedades como um produto de um processo histórico que iria terminar na avançada sociedade industrializada e européia do século XIX.
Como se vê, esta abordagem era evidentemente ETNOCÊNTRICA e EUROCÊNTRICA: localizava a cultura européia como o centro do mundo e a considerava um padrão para avaliar as culturas externas do Velho Mundo.
Já no início do século XX uma nova tendência de estudo das culturas foi apresentada por novos antropólogos encabeçados pelos estudiosos Malinowski e Radcliffe-Brown: O FUNCIONALISMO.
Esta nova escola apresentou várias inovações na teoria e no método antropológico.
No aspecto teórico, a escola Funcionalista partia da suposição que as culturas são únicas, singulares. Devem, justamente por este motivo, serem estudadas em sua singularidade, e estas por sua vez, entendidas dentro de seus contextos particulares. Lá residiria o sentido de, por exemplo, do porque que os orientais usam como talheres dois pauzinhos e não garfos e facas; antes de ser um dado ‘estranho’, as características de cada cultura são elementos a serem devidamente estudados: cada traço cultural corresponde a uma FUNÇÃO específica em uma dada sociedade. Estas funções, por seu turno estão interligadas a outras funções e traços culturais de forma interdependente.
No aspecto metodológico, os funcionalistas introduziram a prática da OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE e a DESCRIÇÃO DENSA. O pesquisador funcionalista entendia que, para a total compreensão de um fenômeno qualquer,era necessário que ele mesmo participasse da cultura a pesquisada. Para tanto é fundamental que o mesmo pesquisador fale a língua do estudado e participe de sua vida e seus rituais cotidianos.
Esta aula, chamada de ‘aula zero’ tratou de, pelo menos, três conceitos principais e alguns correlatos: CULTURA; ETNIA; RAÇA. Os correlatos: IDENTIDADE, IDEM, IPSE, ALTER
CULTURA: Existem vários entendimentos possíveis sobre este conceito. Uma das grandes coisas que devemos saber sobre este termo, é que ele não tem ainda uma definição precisa. Por este motivo afirmamos que existem entendimentos sobre o termo ‘cultura’.
A maior parte das coisas que se falam sobre cultura, relacionam a idéia de cultura a conhecimento, tradições e coisas antigas. O que não deixa de ser um fato constatável em nossa prática cotidiana. Por outro lado, esta compreensão não nos permite responder algumas perguntas, tais como: o que diferencia os grupos humanos? Existem manifestações culturais válidas ou não-válidas?
O conceito apresentado para nossos colegas foi o seguinte: cultura refere-se a de conhecimento humano, produzido e reproduzido mediante a utilização de símbolos. Note-se que estes mesmos símbolos não mudam, mas agregam novos significados em diferentes grupos humanos e em diferentes épocas. Esta conceituação tem seus limites, mas servirá para desenvolvermos nosso raciocínio.
A partir daí decorrem duas idéias. Primeiramente, cultura é um termo plural. É inadequado nos referimos a ela como cultura. São Culturas. Pensar, por exemplo, na cultura brasileira como única é assaz inapropriado. Pense. Um gaúcho tem as mesmas práticas que um marajoara? Claro que não.
Em segundo lugar, as culturas são dinâmicas. Pela capacidade de agregar múltiplos significados, o dinamismo é uma conseqüência lógica. Não faz sentido, afirmarmos categoricamente que esta ou aquela manifestação cultural é ‘autêntica’, legítima ou ‘original’. Ela é legitima dentro de seu significado aqui e agora.
O desdobramento feito em sala de aula concentrou-se no termo IDENTIDADE. Isto foi feito pensando que, as dada a definição inicial de cultura(s) pode-se afirmar que os grupos humanos se definem por suas práticas culturais específicas ( ETNIA ), em especial a linguagem. A definição e diferenciação dos grupos humanos conduz a uma discussão sobre o conceito de Identidade.
Assim como a Cultura, a identidade é um termo plural e dinâmico. Mas ela não se esgota em si mesma. A identidade é feita de pelo menos três partes: O IDEM, o ALTER, e o IPSE. Vamos comentá-los brevemente.
O IDEM, é o eu único. Quando pergunto lhe pergunto: ‘quem é você?’ você tende a apresentar a si mesmo. Parece confuso, mas o IDEM refere-se ao seu eu, único. Você e nada mais. Por outro lado, o seu idem toma como referencia os seus iguais, o IPSE. Por exemplo, sou Marcelo ( IDEM ) e sou homem ( IPSE ) .
Agora temos o ‘pulo do gato’. A identidade necessita do outro. Por que? Pense, se você é brasileiro, isso ocorre pois você se vê como tal ( IDEM) e se vê nos outros brasileiros ( IPSE). E se os argentinos não perceberem você como brasileiro? Como é que fica? Por este motivo o Outro é fundamental : eis aí a função do ALTER, traduzindo, o Outro.
Tal e qual a definição de cultura, esta compreensão da idéia de identidade traz consigo uma série de implicações. No estudo de outras culturas, o respeito ao outro é fundamental, pois no estranho, no diferente, temos uma parcela de nossa própria identidade. Daí passamos para os dois últimos pontos da aula 1.
ETNIA pode ser compreendida como uma forma de identificação de grupos humanos que toma como referência suas respectivas práticas culturais. Não se preocupa com aspectos fenotípicos ( aparência ) como a classificação criada no século XIX, de forte influência Evolucionista, RAÇA.
Este ultimo termo, RAÇA, também merece algumas considerações. A priori, o termo RAÇA não tem sustentação científica. Em outras palavras, RAÇA não existe. Utiliza-se este termo comumente, só que o próprio conceito de raça já foi derrubado na antropologia no século XX e com os recentes avanços no estudo dos gens constatou-se que, de fato, não existem diferenciações entre grupos humanos de natureza da sua cor de pele, mas sim diferenciações de cunho cultural, ou ÉTNICAS.
AULA 2
A ANTROPOLOGIA E AS ESCOLAS EVOLUCIONISTA E FUNCIONALISTA
Conhecemos como Antropologia, a área de conhecimento que estuda a diversidade cultural dos seres humanos, desenvolvida inicialmente no século XIX. Como toda ciência, a antropologia tem diversas escolas teóricas ( abordagens ou paradigmas)que a influenciam.
A primeira grande influencia no pensamento antropológico, foi o pensamento EVOLUCIONISTA, ou também chamado de DARWINISMO SOCIAL. Em linhas gerais, o Evolucionismo aplicado as ciências humanas entendias sociedades como um produto de um processo histórico que iria terminar na avançada sociedade industrializada e européia do século XIX.
Como se vê, esta abordagem era evidentemente ETNOCÊNTRICA e EUROCÊNTRICA: localizava a cultura européia como o centro do mundo e a considerava um padrão para avaliar as culturas externas do Velho Mundo.
Já no início do século XX uma nova tendência de estudo das culturas foi apresentada por novos antropólogos encabeçados pelos estudiosos Malinowski e Radcliffe-Brown: O FUNCIONALISMO.
Esta nova escola apresentou várias inovações na teoria e no método antropológico.
No aspecto teórico, a escola Funcionalista partia da suposição que as culturas são únicas, singulares. Devem, justamente por este motivo, serem estudadas em sua singularidade, e estas por sua vez, entendidas dentro de seus contextos particulares. Lá residiria o sentido de, por exemplo, do porque que os orientais usam como talheres dois pauzinhos e não garfos e facas; antes de ser um dado ‘estranho’, as características de cada cultura são elementos a serem devidamente estudados: cada traço cultural corresponde a uma FUNÇÃO específica em uma dada sociedade. Estas funções, por seu turno estão interligadas a outras funções e traços culturais de forma interdependente.
No aspecto metodológico, os funcionalistas introduziram a prática da OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE e a DESCRIÇÃO DENSA. O pesquisador funcionalista entendia que, para a total compreensão de um fenômeno qualquer,era necessário que ele mesmo participasse da cultura a pesquisada. Para tanto é fundamental que o mesmo pesquisador fale a língua do estudado e participe de sua vida e seus rituais cotidianos.