Uma coisa que me tem incomodado, é a postura de alguns dos nossos colegas: Acham que nossas aulas são danceterias, ou algo do gênero. Isto é compreensível, aliás. Onde você vai ter uma aula com alguns dos sons que você só tem a oportunidade de ouvir em festas ( pois as boates são proibidas para menores...!)?
Mas não é tão simples assim.
Música, como objeto de análise, é mais um documento. E só. Qual é a sua reação ante a uma certidão de nascimento? Ou de uma foto antiga? As reações possíveis são diversas. Mas, como documento, a objetividade ( não absoluta, é lógico!) é fundamental: Critérios; pontos em comum com outras composições; contextos.
Objetividade, senhores!
Esta advertência é essencial para estudarmos o Forró... por motivos óbvios. Segue o verbete da Wiki. Note que o texto evidencia as características histórico-culturais do termo:
'Origem do nome
O termo "forró", segundo o folclorista potiguar Luís da Câmara Cascudo, estudioso de manifestações culturais populares, vem da palavra "forrobodó", de origem bantu (Tronco linguístico africano, que influenciou o idioma brasileiro, sendo base cultural de identidade no brasil escravista), que significa: arrasta-pé, farra, confusão, desordem.[1]
A Versão mais verossímil, apoiada pelo próprio historiador Câmara Cascudo, é a de que Forró é derivado do termo africano forrobodó e era uma festa que foi transformada em gênero musical, tal seu fascínio sobre as pessoas.
Na etimologia popular (ou pseudoetimologia) é freqüente associar a origem da palavra "forró" à expressão da língua inglesa for all (para todos). Para essa versão foi construída uma engenhosa história: no início do século XX, os engenheiros britânicos, instalados em Pernambuco para construir a ferrovia Great Western, promoviam bailes abertos ao público, ou seja for all. Assim, o termo passaria a ser pronunciado "forró" pelos nordestinos. Outra versão da mesma história substitui os ingleses pelos estadunidenses e Pernambuco por Natal do período da Segunda Guerra Mundial, quando uma base militar dos Estados Unidos foi instalada nessa cidade.
Apesar da versão bem-humorada, não há nenhuma sustentação para tal etimologia do termo, pois em 1937, cinco anos antes da instalação da referida base, a palavra "forró" já se encontrava registrada na história musical na gravação fonográfica de “Forró na roça”, canção composta por Manuel Queirós e Xerém.
Antes disso, em 1912, Chiquinha Gonzaga compôs Forrobodó, que ela classificou como uma peça burlesca e que lhe valeu, algum tempo depois, em 1915, o Prêmio Mambembe, sendo Mambembe também de origem banto, significando medíocre, de má qualidade'
Segue um link para os apreciadores do estilo musical : http://forrotemquesercoladinho.blogspot.com e mais este:
http://www.forroemvinil.com/ do qual retirei esta capa do ZéNilton.
Boa semana a todos.
3 comentários:
O chamado “forró” estilizado (entre aspas por vários motivos que o tornam um não-forró) divide opiniões em todo o Nordeste. Tendo seu auge na segunda metade da década de 2000, esse ritmo ora é apreciado por jovens como um incentivo à curtição oba-oba, desregrada e desinibida da juventude ora é pesadamente criticado por incentivo à promiscuidade e perversão sexuais, banalização da traição, apologia do alcoolismo, coisificação feminina e louvor a um hedonismo irresponsável.
Cabe mostrar aqui por que tanta gente reclama do estilo e de sua popularidade e deseja tanto o fim de sua hegemonia na música nordestina. Esse que, por conveniência, chamarei aqui de FF – Falso Forró – merece muito mais debate do que há hoje e necessita de abordagens éticas, educacionais, sociológicas e antropológicas. Textos como este contribuem para a incitação dessa discussão entre as sociedades.
veja mais em:
WALISSONEDUARDO.BLOGSPOT.COM
Galera, uma dica de site para baixar as músicas : 4 shared ! O site é muito bom, tem quase todas as músicas, a maioria encontrei lá.
Cala boca!Afff,seus comenterios sao despresiveis.
Lucas
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