Muita atenção neste post:
4º Bimestre.
Métodos e Técnicas de pesquisa em Ciências Sociais. Cap. XIX e XX.
- Aulas 1, 2 ,3 : Embasamento conceitual para método de pesquisa nas Ciências Sociais: Modos de Ver; Indicadores quantitativos; observação; observação em massa; observação participante; observação controlada e observação participante. Documentos e registros; registro de observação. Experimento; questionário; entrevista; amostragem.
-Aulas 4, 5, 6, 7 : Acompanhamento dos trabalhos ( tarefas com notas específicas a cada fase ): Elaboração de grupos; delimitação de temas; delimitação de objetivos; especificação de Métodos; Execução de trabalho. Apresentação de resultados.
- Aulas 8, 9 e 10 : Encerramento: Entrega de notas; correção de tarefas.
Metodologia: Aulas expositivas, exercícios (Glossário de Conceitos e Categorias abordados pelos autores estudados. Elaborado em sala de aula, com auxílio do professor. Valor: 2,0 pts) e trabalho escrito (grupos de 4 – 5 integrantes, entregues via e-mail. Valor: 2,0 pts ). Avaliação bimestral ( Valor : 3,0 pts). Acresecente 2,0 pts do teste intermediário e 1,0 pt da avaliação formativo-social.
Observações:
- O blog do professor: http://solusmagister.blogspot.com/ Será o canal oficial de dicas, disponibilização de material didático.
- Os trabalhos deverão ser enviados via e mail no seguinte padrão: assunto: Título do trabalho; bimestre; turma. O trabalho deverá estar no formato Word documento anexo. Trabalhos com vírus não serão aceitos, bem como os desprovidos de identificação adequada.
Exemplo: Trabalho de Sociolgia;1º bimestre; 1º E.
- Note que, um trabalho não identificado, é um trabalho fora de seu lugar: Possivelmente será perdido.
- Só serão aceitos trabalhos entregues via e mail. Somente em último caso serão recebidos outros formatos, previamente justificados ao professor.
- O livro será disponibilizado, em sua versão digital, oportunamente no blog do professor. É de total responsabilidade do aluno providenciar seu material de leitura.
- Para os trabalhos escritos serão observados as regras da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas ) : http://www.firb.br/abntmonograf.htm
- As regras gerais de elaboração de trabalhos será apresetada pelo professor nas primeiras aulas do bimestre.
- Trabalhos ou exercícios copiados de forma parcial ou em sua totalidade terão nota Zero.
Endereço para contato e entrega de trabalhos: marcelojosedomingos@gmail.com
Bibliografia: COSTA, Cristina. Sociologia: Introdução a Ciência da Sociedade. São Paulo, Moderna, 2007.
Nx Zero e MCA
NX Zero
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Tenha algum cuidado ao ler as informações contidas nele. Se puder, tente tornar o artigo mais imparcial.
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NX Zero
Apresentação do NX Zero em 2007.
Informação geral
Origem São Paulo, SP
País
Brasil
Gêneros
Pop punk, Rock alternativo
Período em atividade 2001 - atualmente
Gravadora(s) Urubuz Records
Arsenal Music
Página oficial
NX Zero
Integrantes
Di Ferrero
Gee Rocha
Dani Weksler
Caco Grandino
Fi Ricardo
NX Zero (geralmente abreviado para NX) é uma banda brasileira de Pop punk formada em 2001 na cidade de São Paulo. A banda é composta por Diego Ferrero (vocal), Leandro Rocha (guitarra e segunda voz), Daniel Weksler (bateria), Conrado Grandino (baixo) e Filipe Ricardo (guitarra).
A Banda lançou seu álbum de estréia pela gravadora Urubuz Records intitulado Diálogo? em 2004. Após este, a banda assinou contrato com a Arsenal Music/Universal Music e lançou mais três álbuns: NX Zero, em 2006, Agora, em 2008, e Sete Chaves, em 2009. Segundo a ABPD a Banda já recebeu 2 singles de Disco de Diamante, "Incontrolável" e "Consequência", "Cedo Ou Tarde" com Disco de Platina e "Razões e Emoções" com Disco de Platina, com um total de mais de um 100 mil downloads pagos, somente no Brasil.[1]
A banda possui até o momento 6 singles em 1º lugar no Hot 100 Brasil: "Razões e Emoções", "Pela Última Vez", "Cedo Ou Tarde", "Daqui Pra Frente", "Espero a Minha Vez" e "Só Rezo".
Índice
[esconder]
• 1 História
• 2 Integrantes
o 2.1 Ex-integrantes
• 3 Discografia
o 3.1 DEMOS
o 3.2 Álbuns
o 3.3 Singles
• 4 Videografia
o 4.1 DVD
o 4.2 Vídeos musicais
• 5 Prêmios e indicações
• 6 Referências
• 7 Ver também
• 8 Ligações externas
[editar] História
A banda começou em torno de 2001 formada pelo guitarrista e vocalista Yuri Nishida. Na época, a banda era um power trio; apenas uma guitarra, um baixo e a bateria, e o nome da banda era "NX Zero Granada". A banda se destacou em São Paulo, onde bandas como Hateen tocavam. A banda começou a crescer/vender mais, e em 2006 assumiu as primeiras posições nas rádios do país.
NX Zero foi a primeira banda independente a conseguir alcançar a primeira posição do extinto programa de música "Disk MTV". Após esse feito, a banda fechou contrato com a Universal Music, mesma gravadora das bandas CPM 22 e Hateen. O primeiro single do novo CD homônimo, Além de Mim, já com a gravadora, fez enorme sucesso e a banda conseguiu o prestígio nacional. O primeiro grande prêmio que receberam, foi o Prêmio Multishow de Música Brasileira 2007 na categoria "Revelação". Durante esse ano, o NX Zero fez uma parceira com Armandinho no "Especial MTV Estúdio Coca Cola". A segunda canção de trabalho escolhida foi Razões e Emoções, que foi o single de maior sucesso da banda até então, tanto nas rádios, quanto na TV. Eles também venceram o Video Music Brasil 2007 nas categorias "Hit do Ano", "Artista do Ano". Então, foi lançado um clipe da canção Mais e Mais, retirada do DVD "MTV Ao Vivo 5 Bandas de Rock", ganhando assim um videoclipe ao vivo, mas que acabou não virando single.
A banda lançou seu terceiro single do álbum NX Zero, a canção Pela Última Vez. Também foi lançada no Brasil a nova versão da canção de Nelly Furtado, All Good Things, que contou com participação de Di Ferrero nos vocais.
O segundo CD do NX Zero por uma gravadora grande foi intitulado Agora, que tem como primeiro single a música "Cedo ou Tarde", que alcançou o primeiro lugar nas paradas. Esse mesmo CD contém várias participações; nas faixas quatro e cinco, o rapper Túlio Dek, e um coro na faixa Cartas Pra Você, além da faixa Silêncio, que foi escrita por dois integrantes da banda Fresno.
Em 2008, o vocalista da banda, Di Ferrero, foi o primeiro brasileiro a receber o prêmio slime na festa de premiação do canal a cabo Nickelodeon, e a banda venceu as três categorias nas quais fora indicada no prêmio mais popular de música brasileira, o VMB[2].
No dia 24 de Janeiro de 2009, a banda norte-americana Taking Back Sunday acusou os brasileiros do grupo NX Zero de plágio em um chat transmitido por vídeo na internet. Segundo a banda, o NX Zero teria plagiado a sua música "MakeDamnSure", do disco "Louder Now", de 2006, em Daqui Pra Frente. "Eles tiram o refrão e cantaram a música em português com a mesma melodia", disse o grupo norte-americano. Os integrantes do Taking Back Sunday disseram ter descoberto o suposto roubo da sua melodia por meio de um fã brasileiro chamado Maurício. Mesmo com as fortes suspeitas de plágio, o NX Zero não foi punido de nenhuma forma pelo roubo da música e a grande mídia da música nunca mais tocou no assunto. Em uma nota divulgada no site "Zona Punk", Rick Bonadio, produtor e empresário da banda, disse a possível semelhança entre as músicas é uma coincidência. "É inevitável que trechos das melodias pareçam uns com os outros em várias partes do mundo", explicou.[3]
No dia 20 de outubro, a banda lançou o quarto álbum da carreira, intitulado Sete Chaves. O álbum já obtêm êxito nas vendagens e no primeiro single, a canção "Espero a Minha Vez" que liderou as paradas de sucesso do Brasil, sendo o 5º nº 1 da banda.[4]
[editar] Integrantes
Di Ferrero, vocalista durante concerto da banda.
• Diego José Ferrero (Di) - Vocal (11 de Junho de 1985)
• Leandro Franco da Rocha (Gee) - Guitarra e backing vocal (3 de Setembro de 1986)
• Daniel Weksler (Dani) - Bateria (10 de Janeiro de 1986)
• Filipe Duarte Pereira Ricardo (Fi) - Guitarra (15 de Outubro de 1985)
• Conrado Lancerotti Grandino (Caco) - Baixo (11 de Abril de 1986)
[editar] Ex-integrantes
• Yuri Nishida (nascido em São Paulo, no dia 22 de Setembro de 1984) - Fundou o NX Zero em 2001 e o Gloria em 2002, saiu do NX Zero em 2004 e do Gloria em 2005 para montar a banda Granada, onde cantou até maio de 2009. No ano de 2010, Yuri surgue em uma nova banda, o VOWE, da qual já foram disponibilizados algumas músicas do EP novo no MySpace da banda.
Cedo ou tarde:
Quando perco a fé,
Fico sem controle
E me sinto mal, sem esperança
E ao meu redor,
A inveja vai,
Fazendo as pessoas se odiarem mais.
Me sinto só,(me sinto só)
Mas sei que não estou(Mas sei que não estou)
Pois levo você no pensamento
Meu medo se vai,(Meu medo se vai)
Recupero a fé, (Recupero a fé,
E sinto que algum dia ainda vou te ver
Cedo ou Tarde (Cedo ou Tarde)
(Refrão)
Cedo ou tarde
A gente vai se encontrar,
Tenho certeza, numa bem melhor.
Sei que quando canto você pode me escutar.
Você me faz querer viver,
E o que é nosso,
Está guardado em mim e em você
E apenas isso basta
Me sinto só,(me sinto só)
Mas sei que não estou(Mas sei que não estou)
Pois levo você no pensamento
Meu medo se vai,(Meu medo se vai)
Recupero a fé, (Recupero a fé,
E sinto que algum dia ainda vou te ver
Cedo ou Tarde (Cedo ou Tarde)
(Refrão)
Cedo ou tarde
A gente vai se encontrar,
Tenho certeza, numa bem melhor.
Sei que quando canto você pode me escutar.
Uhuhul 2x
(Refrão)
Cedo ou tarde
A gente vai se encontrar,
Tenho certeza, numa bem melhor.
Sei que quando canto você pode me escutar.
Daqui pra frente
Estou aqui pra dizer que eu jamais
Imaginei te ver sofrendo assim
Te ver chorar vai me fazer sofrer ainda mais
Estou aqui pra dizer que eu jamais
Quis te ver assim (quis te ver assim)
E escrever aqui (escrever aqui)
Tudo o que senti
Mas espero que daqui pra frente
Tudo se renove pra nós dois
Nossas vidas são tão diferentes
Viva agora tudo o que sonhou
Muita coisa ainda está por vir
Muita coisa ainda vai mudar
Eu espero que daqui pra frente
Estou aqui pra dizer seu coração
Vai te mostrar exatamente pra onde ir
Que temos muito o que viver
Enganar o tempo não dá mais
Estou aqui pra dizer que eu jamais
Quis te ver assim (quis te ver assim)
E escrever aqui (escrever aqui)
Tudo o que senti
Mas espero que daqui pra frente
Tudo se renove pra nós dois
Nossas vidas são tão diferentes
Viva agora tudo o que sonhou
Muita coisa ainda está por vir
Muita coisa ainda vai mudar
Eu espero que daqui pra frente
Eu sigo o meu caminho
E você siga o seu
E acho que isso é mais forte que eu
Tive minha chance
E não sobrou mais nada
Que possa fazer você ficar
Mas espero que daqui pra frente
Tudo se renove pra nós dois
Nossas vidas são tão diferentes
Viva agora tudo o que sonhou
Muita coisa ainda está por vir
Muita coisa ainda vai mudar
Esse é meu preço pra deixar você ir...
Móveis Coloniais de Acaju
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Moveis coloniais de acaju)
Ir para: navegação, pesquisa
Móveis Coloniais de Acaju
Banda Móveis Coloniais de Acaju e a Orquestra Imperial se apresentando em 2007.
Informação geral
Origem Brasília, Distrito Federal
País
Brasil
Gêneros
Rock, Ska[1]
Período em atividade 1998 - atualmente
Gravadora(s) Independente
Página oficial
moveiscoloniaisdeacaju.com.br
Integrantes
André Gonzáles
BC
Beto Mejía
Eduardo Borém
Esdras Nogueira
Fabio Pedroza
Paulo Rogério
Gabriel Coaracy
Xande Bursztyn
Fabrício Ofuji
Móveis Coloniais de Acaju é uma banda brasileira de rock e ska com influências musicais do leste europeu e de música brasileira. Surgida em 1998 em Brasília, a banda possui um álbum lançado: Idem (2005). Em 2009 elaboraram o álbum virtual e gratuito C mpl te.
O nome da banda é baseado em um evento histórico fictício: um suposto conflito unindo índios e portugueses contra os ingleses na Ilha do Bananal.[2]
Índice
[esconder]
• 1 História
• 2 Apresentações
o 2.1 Móveis Convida
• 3 Integrantes
• 4 Discografia
o 4.1 Álbuns de estúdio
o 4.2 Álbum virtual
o 4.3 EPs
o 4.4 Singles
• 5 Referências
• 6 Ligações externas
[editar] História
Formada em 1998, a banda teve seu primeiro disco, Idem, lançado em 2005, com tiragem inicial de 3 mil cópias. O álbum teve boa aceitação e atingiu a marca de duas mil cópias vendidas nos dez primeiros dias.[1]
Em termos gastronômicos, o som de Móveis Coloniais de Acaju já foi denominado pelos próprios membros de "feijoada búlgara". É possível perceber o rock e ska com a influência de ritmos do leste europeu e música brasileira.[3]
Sem Palavras, o single lançado em 2007 pela banda, ficou em 21ª posição na lista das 50 melhores músicas do ano na revista Rolling Stone.[4][5] Em 2009 a banda lançou o single Falso Retrato (U-HU) e prepara novas músicas em parcerias com os poetas brasileiros.
[editar] Apresentações
A banda tem passagem em eventos como o Brasília Music Festival (2003), Curitiba Rock Festival (2005), Bananada (2003 e 2004), Porão do Rock (2000, 2005, 2007 e 2008), no Festival de MPB da UNESP de Ilha Solteira (2008) e recentemente se apresentaram no FMB (Feira Música Brasil) em Recife 2009.[6] Entre shows e festivais, o grupo esteve ao lado de bandas americanas como Weezer, Live, Alanis Morissette, Simply Red, Slackers e Voodoo Glow Skulls; a venezuelana Desorden Público; e as conhecidas brasileiras Charlie Brown Jr., Ultraje a Rigor, Ira!, Pato Fu, Barão Vermelho, Dead Fish e Los Hermanos.
Participaram também do Festival Indie Rock (2007), se apresentaram ao lado de bandas e estrangeiras de indie rock, entre elas The Magic Numbers, The Rakes, e as brasileiras Moptop e Nação Zumbi.[7]
[editar] Móveis Convida
O contato com as bandas, o aprendizado da estrada e o carinho por Brasília contribuíram para que a banda criasse seu próprio festival, o Móveis Convida. Da primeira edição, ainda em experiência (no fim de 2005) à última (em abril de 2009, que marcou a estreia das novas músicas) passaram mais de 20 bandas (de atrações renomadas como Pato Fu, Los Hermanos e Black Drawing Chalks) e um público médio de quatro mil pessoas por edição.
Eu nasci com a fama
Eu.nasci.com.fama
Móveis Coloniais de Acaju
Composição: Leonardo Bursztyn e André Gonzales
O homem nasceu, pelado e ateu
Levou um tapa na bundinha e um boné recebeu
Nem nome ele tinha, deixaram a audiência escolher
Acessando seu site, seu e-mail ou ICQ
Depois de longa votação, elegeram João
Um nome simples, bonito, simboliza a nação
Lhe arranjaram uma parceira igualmente conhecida
O que só aumentou o interesse sobre sua vida
E ela fez com ele o que era mais provável
Sentiu na carne como era descartável
Intensa exposição
Dominava todos os meios de comunicação
Então foi fácil aparecer
Vestindo slogans, usando marcas na TV
Não foram quinze segundos, mas a vida inteira de fama
Que não amenizaram, porém, seu imenso drama
Não sabia se existia, ou se era mera criação
De uma mídia arrependida que clamava por seu perdão
Então, um certo dia
Olhou pra lua e viu que ela não mais refletia
Apenas um slogan ocupava a bela bola
Com simples dizeres: Beba Coca-Cola.
Eu nasci a 10 mil anos atrás
Um dia, numa rua da cidade, eu vi um velhinho sentado na calçada
Com uma cuia de esmola e uma viola na mão
O povo parou pra ouvir, ele agradeceu as moedas
E cantou essa música, que contava uma história
Que era mais ou menos assim:
Eu nasci há dez mil anos atrás
e não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais (2x)
Eu vi cristo ser crucificado
O amor nascer e ser assassinado
Eu vi as bruxas pegando fogo pra pagarem seus pecados,
Eu vi,
Eu vi Moisés cruzar o mar vermelho
Vi Maomé cair na terra de joelhos
Eu vi pedro negar Cristo por três vezes diante do espelho
Eu vi,
Eu nasci
(eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais (2x)
Eu vi as velas se acenderem para o Papa
Vi Babilônia ser riscada do mapa
Vi conde Drácula sugando o sangue novo
e se escondendo atrás da capa
Eu vi,
Eu vi a arca de Noé cruzar os mares
Vi Salomão cantar seus salmos pelos ares
Eu vi Zumbi fugir com os negros pra floresta
pro quilombo dos palmares
Eu vi,
Eu nasci
(eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais (2x)
Eu vi o sangue que corria da montanha
quando Hitler chamou toda a Alemanha
Vi o soldado que sonhava com a amada numa cama de campanha
Eu li,
Eu li os simbolos sagrados de Umbanda
Eu fui criança pra poder dançar ciranda
E, quando todos praguejavam contra o frio,
eu fiz a cama na varanda
Eu nasci
(eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos atrás)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
não, não porque
Eu nasci
(eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos atrás)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
Não, não
Eu tava junto com os macacos na caverna
Eu bebi vinho com as mulheres na taberna
E quando a pedra despencou da ribanceira
Eu também quebrei e perna
Eu também,
Eu fui testemunha do amor de Rapunzel
Eu vi a estrela de Davi brilhar no céu
E praquele que provar que eu tou mentindo
eu tiro o meu chapéu
(eu nasci)
Eu nasci
(há dez mil anos atrás)
Eu nasci há dez mil anos atrás
(e não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais)
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Tenha algum cuidado ao ler as informações contidas nele. Se puder, tente tornar o artigo mais imparcial.
(Justifique o uso desta marca na discussão do artigo)
NX Zero
Apresentação do NX Zero em 2007.
Informação geral
Origem São Paulo, SP
País
Brasil
Gêneros
Pop punk, Rock alternativo
Período em atividade 2001 - atualmente
Gravadora(s) Urubuz Records
Arsenal Music
Página oficial
NX Zero
Integrantes
Di Ferrero
Gee Rocha
Dani Weksler
Caco Grandino
Fi Ricardo
NX Zero (geralmente abreviado para NX) é uma banda brasileira de Pop punk formada em 2001 na cidade de São Paulo. A banda é composta por Diego Ferrero (vocal), Leandro Rocha (guitarra e segunda voz), Daniel Weksler (bateria), Conrado Grandino (baixo) e Filipe Ricardo (guitarra).
A Banda lançou seu álbum de estréia pela gravadora Urubuz Records intitulado Diálogo? em 2004. Após este, a banda assinou contrato com a Arsenal Music/Universal Music e lançou mais três álbuns: NX Zero, em 2006, Agora, em 2008, e Sete Chaves, em 2009. Segundo a ABPD a Banda já recebeu 2 singles de Disco de Diamante, "Incontrolável" e "Consequência", "Cedo Ou Tarde" com Disco de Platina e "Razões e Emoções" com Disco de Platina, com um total de mais de um 100 mil downloads pagos, somente no Brasil.[1]
A banda possui até o momento 6 singles em 1º lugar no Hot 100 Brasil: "Razões e Emoções", "Pela Última Vez", "Cedo Ou Tarde", "Daqui Pra Frente", "Espero a Minha Vez" e "Só Rezo".
Índice
[esconder]
• 1 História
• 2 Integrantes
o 2.1 Ex-integrantes
• 3 Discografia
o 3.1 DEMOS
o 3.2 Álbuns
o 3.3 Singles
• 4 Videografia
o 4.1 DVD
o 4.2 Vídeos musicais
• 5 Prêmios e indicações
• 6 Referências
• 7 Ver também
• 8 Ligações externas
[editar] História
A banda começou em torno de 2001 formada pelo guitarrista e vocalista Yuri Nishida. Na época, a banda era um power trio; apenas uma guitarra, um baixo e a bateria, e o nome da banda era "NX Zero Granada". A banda se destacou em São Paulo, onde bandas como Hateen tocavam. A banda começou a crescer/vender mais, e em 2006 assumiu as primeiras posições nas rádios do país.
NX Zero foi a primeira banda independente a conseguir alcançar a primeira posição do extinto programa de música "Disk MTV". Após esse feito, a banda fechou contrato com a Universal Music, mesma gravadora das bandas CPM 22 e Hateen. O primeiro single do novo CD homônimo, Além de Mim, já com a gravadora, fez enorme sucesso e a banda conseguiu o prestígio nacional. O primeiro grande prêmio que receberam, foi o Prêmio Multishow de Música Brasileira 2007 na categoria "Revelação". Durante esse ano, o NX Zero fez uma parceira com Armandinho no "Especial MTV Estúdio Coca Cola". A segunda canção de trabalho escolhida foi Razões e Emoções, que foi o single de maior sucesso da banda até então, tanto nas rádios, quanto na TV. Eles também venceram o Video Music Brasil 2007 nas categorias "Hit do Ano", "Artista do Ano". Então, foi lançado um clipe da canção Mais e Mais, retirada do DVD "MTV Ao Vivo 5 Bandas de Rock", ganhando assim um videoclipe ao vivo, mas que acabou não virando single.
A banda lançou seu terceiro single do álbum NX Zero, a canção Pela Última Vez. Também foi lançada no Brasil a nova versão da canção de Nelly Furtado, All Good Things, que contou com participação de Di Ferrero nos vocais.
O segundo CD do NX Zero por uma gravadora grande foi intitulado Agora, que tem como primeiro single a música "Cedo ou Tarde", que alcançou o primeiro lugar nas paradas. Esse mesmo CD contém várias participações; nas faixas quatro e cinco, o rapper Túlio Dek, e um coro na faixa Cartas Pra Você, além da faixa Silêncio, que foi escrita por dois integrantes da banda Fresno.
Em 2008, o vocalista da banda, Di Ferrero, foi o primeiro brasileiro a receber o prêmio slime na festa de premiação do canal a cabo Nickelodeon, e a banda venceu as três categorias nas quais fora indicada no prêmio mais popular de música brasileira, o VMB[2].
No dia 24 de Janeiro de 2009, a banda norte-americana Taking Back Sunday acusou os brasileiros do grupo NX Zero de plágio em um chat transmitido por vídeo na internet. Segundo a banda, o NX Zero teria plagiado a sua música "MakeDamnSure", do disco "Louder Now", de 2006, em Daqui Pra Frente. "Eles tiram o refrão e cantaram a música em português com a mesma melodia", disse o grupo norte-americano. Os integrantes do Taking Back Sunday disseram ter descoberto o suposto roubo da sua melodia por meio de um fã brasileiro chamado Maurício. Mesmo com as fortes suspeitas de plágio, o NX Zero não foi punido de nenhuma forma pelo roubo da música e a grande mídia da música nunca mais tocou no assunto. Em uma nota divulgada no site "Zona Punk", Rick Bonadio, produtor e empresário da banda, disse a possível semelhança entre as músicas é uma coincidência. "É inevitável que trechos das melodias pareçam uns com os outros em várias partes do mundo", explicou.[3]
No dia 20 de outubro, a banda lançou o quarto álbum da carreira, intitulado Sete Chaves. O álbum já obtêm êxito nas vendagens e no primeiro single, a canção "Espero a Minha Vez" que liderou as paradas de sucesso do Brasil, sendo o 5º nº 1 da banda.[4]
[editar] Integrantes
Di Ferrero, vocalista durante concerto da banda.
• Diego José Ferrero (Di) - Vocal (11 de Junho de 1985)
• Leandro Franco da Rocha (Gee) - Guitarra e backing vocal (3 de Setembro de 1986)
• Daniel Weksler (Dani) - Bateria (10 de Janeiro de 1986)
• Filipe Duarte Pereira Ricardo (Fi) - Guitarra (15 de Outubro de 1985)
• Conrado Lancerotti Grandino (Caco) - Baixo (11 de Abril de 1986)
[editar] Ex-integrantes
• Yuri Nishida (nascido em São Paulo, no dia 22 de Setembro de 1984) - Fundou o NX Zero em 2001 e o Gloria em 2002, saiu do NX Zero em 2004 e do Gloria em 2005 para montar a banda Granada, onde cantou até maio de 2009. No ano de 2010, Yuri surgue em uma nova banda, o VOWE, da qual já foram disponibilizados algumas músicas do EP novo no MySpace da banda.
Cedo ou tarde:
Quando perco a fé,
Fico sem controle
E me sinto mal, sem esperança
E ao meu redor,
A inveja vai,
Fazendo as pessoas se odiarem mais.
Me sinto só,(me sinto só)
Mas sei que não estou(Mas sei que não estou)
Pois levo você no pensamento
Meu medo se vai,(Meu medo se vai)
Recupero a fé, (Recupero a fé,
E sinto que algum dia ainda vou te ver
Cedo ou Tarde (Cedo ou Tarde)
(Refrão)
Cedo ou tarde
A gente vai se encontrar,
Tenho certeza, numa bem melhor.
Sei que quando canto você pode me escutar.
Você me faz querer viver,
E o que é nosso,
Está guardado em mim e em você
E apenas isso basta
Me sinto só,(me sinto só)
Mas sei que não estou(Mas sei que não estou)
Pois levo você no pensamento
Meu medo se vai,(Meu medo se vai)
Recupero a fé, (Recupero a fé,
E sinto que algum dia ainda vou te ver
Cedo ou Tarde (Cedo ou Tarde)
(Refrão)
Cedo ou tarde
A gente vai se encontrar,
Tenho certeza, numa bem melhor.
Sei que quando canto você pode me escutar.
Uhuhul 2x
(Refrão)
Cedo ou tarde
A gente vai se encontrar,
Tenho certeza, numa bem melhor.
Sei que quando canto você pode me escutar.
Daqui pra frente
Estou aqui pra dizer que eu jamais
Imaginei te ver sofrendo assim
Te ver chorar vai me fazer sofrer ainda mais
Estou aqui pra dizer que eu jamais
Quis te ver assim (quis te ver assim)
E escrever aqui (escrever aqui)
Tudo o que senti
Mas espero que daqui pra frente
Tudo se renove pra nós dois
Nossas vidas são tão diferentes
Viva agora tudo o que sonhou
Muita coisa ainda está por vir
Muita coisa ainda vai mudar
Eu espero que daqui pra frente
Estou aqui pra dizer seu coração
Vai te mostrar exatamente pra onde ir
Que temos muito o que viver
Enganar o tempo não dá mais
Estou aqui pra dizer que eu jamais
Quis te ver assim (quis te ver assim)
E escrever aqui (escrever aqui)
Tudo o que senti
Mas espero que daqui pra frente
Tudo se renove pra nós dois
Nossas vidas são tão diferentes
Viva agora tudo o que sonhou
Muita coisa ainda está por vir
Muita coisa ainda vai mudar
Eu espero que daqui pra frente
Eu sigo o meu caminho
E você siga o seu
E acho que isso é mais forte que eu
Tive minha chance
E não sobrou mais nada
Que possa fazer você ficar
Mas espero que daqui pra frente
Tudo se renove pra nós dois
Nossas vidas são tão diferentes
Viva agora tudo o que sonhou
Muita coisa ainda está por vir
Muita coisa ainda vai mudar
Esse é meu preço pra deixar você ir...
Móveis Coloniais de Acaju
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Móveis Coloniais de Acaju
Banda Móveis Coloniais de Acaju e a Orquestra Imperial se apresentando em 2007.
Informação geral
Origem Brasília, Distrito Federal
País
Brasil
Gêneros
Rock, Ska[1]
Período em atividade 1998 - atualmente
Gravadora(s) Independente
Página oficial
moveiscoloniaisdeacaju.com.br
Integrantes
André Gonzáles
BC
Beto Mejía
Eduardo Borém
Esdras Nogueira
Fabio Pedroza
Paulo Rogério
Gabriel Coaracy
Xande Bursztyn
Fabrício Ofuji
Móveis Coloniais de Acaju é uma banda brasileira de rock e ska com influências musicais do leste europeu e de música brasileira. Surgida em 1998 em Brasília, a banda possui um álbum lançado: Idem (2005). Em 2009 elaboraram o álbum virtual e gratuito C mpl te.
O nome da banda é baseado em um evento histórico fictício: um suposto conflito unindo índios e portugueses contra os ingleses na Ilha do Bananal.[2]
Índice
[esconder]
• 1 História
• 2 Apresentações
o 2.1 Móveis Convida
• 3 Integrantes
• 4 Discografia
o 4.1 Álbuns de estúdio
o 4.2 Álbum virtual
o 4.3 EPs
o 4.4 Singles
• 5 Referências
• 6 Ligações externas
[editar] História
Formada em 1998, a banda teve seu primeiro disco, Idem, lançado em 2005, com tiragem inicial de 3 mil cópias. O álbum teve boa aceitação e atingiu a marca de duas mil cópias vendidas nos dez primeiros dias.[1]
Em termos gastronômicos, o som de Móveis Coloniais de Acaju já foi denominado pelos próprios membros de "feijoada búlgara". É possível perceber o rock e ska com a influência de ritmos do leste europeu e música brasileira.[3]
Sem Palavras, o single lançado em 2007 pela banda, ficou em 21ª posição na lista das 50 melhores músicas do ano na revista Rolling Stone.[4][5] Em 2009 a banda lançou o single Falso Retrato (U-HU) e prepara novas músicas em parcerias com os poetas brasileiros.
[editar] Apresentações
A banda tem passagem em eventos como o Brasília Music Festival (2003), Curitiba Rock Festival (2005), Bananada (2003 e 2004), Porão do Rock (2000, 2005, 2007 e 2008), no Festival de MPB da UNESP de Ilha Solteira (2008) e recentemente se apresentaram no FMB (Feira Música Brasil) em Recife 2009.[6] Entre shows e festivais, o grupo esteve ao lado de bandas americanas como Weezer, Live, Alanis Morissette, Simply Red, Slackers e Voodoo Glow Skulls; a venezuelana Desorden Público; e as conhecidas brasileiras Charlie Brown Jr., Ultraje a Rigor, Ira!, Pato Fu, Barão Vermelho, Dead Fish e Los Hermanos.
Participaram também do Festival Indie Rock (2007), se apresentaram ao lado de bandas e estrangeiras de indie rock, entre elas The Magic Numbers, The Rakes, e as brasileiras Moptop e Nação Zumbi.[7]
[editar] Móveis Convida
O contato com as bandas, o aprendizado da estrada e o carinho por Brasília contribuíram para que a banda criasse seu próprio festival, o Móveis Convida. Da primeira edição, ainda em experiência (no fim de 2005) à última (em abril de 2009, que marcou a estreia das novas músicas) passaram mais de 20 bandas (de atrações renomadas como Pato Fu, Los Hermanos e Black Drawing Chalks) e um público médio de quatro mil pessoas por edição.
Eu nasci com a fama
Eu.nasci.com.fama
Móveis Coloniais de Acaju
Composição: Leonardo Bursztyn e André Gonzales
O homem nasceu, pelado e ateu
Levou um tapa na bundinha e um boné recebeu
Nem nome ele tinha, deixaram a audiência escolher
Acessando seu site, seu e-mail ou ICQ
Depois de longa votação, elegeram João
Um nome simples, bonito, simboliza a nação
Lhe arranjaram uma parceira igualmente conhecida
O que só aumentou o interesse sobre sua vida
E ela fez com ele o que era mais provável
Sentiu na carne como era descartável
Intensa exposição
Dominava todos os meios de comunicação
Então foi fácil aparecer
Vestindo slogans, usando marcas na TV
Não foram quinze segundos, mas a vida inteira de fama
Que não amenizaram, porém, seu imenso drama
Não sabia se existia, ou se era mera criação
De uma mídia arrependida que clamava por seu perdão
Então, um certo dia
Olhou pra lua e viu que ela não mais refletia
Apenas um slogan ocupava a bela bola
Com simples dizeres: Beba Coca-Cola.
Eu nasci a 10 mil anos atrás
Um dia, numa rua da cidade, eu vi um velhinho sentado na calçada
Com uma cuia de esmola e uma viola na mão
O povo parou pra ouvir, ele agradeceu as moedas
E cantou essa música, que contava uma história
Que era mais ou menos assim:
Eu nasci há dez mil anos atrás
e não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais (2x)
Eu vi cristo ser crucificado
O amor nascer e ser assassinado
Eu vi as bruxas pegando fogo pra pagarem seus pecados,
Eu vi,
Eu vi Moisés cruzar o mar vermelho
Vi Maomé cair na terra de joelhos
Eu vi pedro negar Cristo por três vezes diante do espelho
Eu vi,
Eu nasci
(eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais (2x)
Eu vi as velas se acenderem para o Papa
Vi Babilônia ser riscada do mapa
Vi conde Drácula sugando o sangue novo
e se escondendo atrás da capa
Eu vi,
Eu vi a arca de Noé cruzar os mares
Vi Salomão cantar seus salmos pelos ares
Eu vi Zumbi fugir com os negros pra floresta
pro quilombo dos palmares
Eu vi,
Eu nasci
(eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais (2x)
Eu vi o sangue que corria da montanha
quando Hitler chamou toda a Alemanha
Vi o soldado que sonhava com a amada numa cama de campanha
Eu li,
Eu li os simbolos sagrados de Umbanda
Eu fui criança pra poder dançar ciranda
E, quando todos praguejavam contra o frio,
eu fiz a cama na varanda
Eu nasci
(eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos atrás)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
não, não porque
Eu nasci
(eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos atrás)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
Não, não
Eu tava junto com os macacos na caverna
Eu bebi vinho com as mulheres na taberna
E quando a pedra despencou da ribanceira
Eu também quebrei e perna
Eu também,
Eu fui testemunha do amor de Rapunzel
Eu vi a estrela de Davi brilhar no céu
E praquele que provar que eu tou mentindo
eu tiro o meu chapéu
(eu nasci)
Eu nasci
(há dez mil anos atrás)
Eu nasci há dez mil anos atrás
(e não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais)
Link: As músicas executadas na semana passada
http://rapidshare.com/files/414629929/Aula_de_musica_2010.rar
Alguns alunos pediram para baixar as músicas das aulas da semana anterior. Vocês irão verificar que nem todas as músicas foram tocadas em suas respectivas aulas. Isto ocorreu pelo motivo de que em algumas aulas, foram comentados alguns assuntos diferentes e eu usei exemplos diferentes. Em todo caso, resolvi postar todas, e espero que gostem!
Ah sim: O link só poderá ser acessado 10 VEZES. Depois, ele irá expirar.
Alguns alunos pediram para baixar as músicas das aulas da semana anterior. Vocês irão verificar que nem todas as músicas foram tocadas em suas respectivas aulas. Isto ocorreu pelo motivo de que em algumas aulas, foram comentados alguns assuntos diferentes e eu usei exemplos diferentes. Em todo caso, resolvi postar todas, e espero que gostem!
Ah sim: O link só poderá ser acessado 10 VEZES. Depois, ele irá expirar.
Um texto sobre a ópera do Malandro
Texto retirado do sitio http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=espetaculos_biografia&cd_verbete=8949.
Bem legal, pois dá uma geral na obra em questão, enfatizando suas referências básicas utilizadas no PAS. Como foi dito na aula passada, iremos tratar de algumas questões deste exame em sala de aula nesta semana. Por este motivo, as duas postagens sobre o a obra de Chico Buarque. Elas tiveram um bom grupo de itens desenvolvidos no último PAS.
Ópera do Malandro
26/ 7/ 1978 - Rio de Janeiro/RJ
Teatro Ginástico
Histórico
Musical de Chico Buarque produzido pelo Teatro dos Quatro, dirigido por Luís Antônio Martinez Corrêa, envolve uma equipe de cinqüenta profissionais entre elenco, músicos e técnicos.
Chico Buarque cria uma trama dramatúrgica que leva para o bairro da Lapa no Rio de Janeiro da década de 1940, já na fase final do Estado Novo. O enredo desenvolvido por John Gay, em A Ópera do Mendigo, de 1728, e por Bertolt Brecht, em colaboração com Elisabeth Hauptmann, com música de Kurt Weill, em A Ópera dos Três Vinténs, de 1928, um dos maiores sucessos da Berlim dos anos 1920. "O nosso trabalho tem a estrutura da peça de Gay, o enfoque crítico de Brecht, mas é essencialmente brasileiro"1 explica Chico Buarque. Se Gay escreve sobre a Boca do Lixo de Londres, e sobre a sociedade vitoriana inglesa do século XVIII, na versão brasileira, o que se vê em cena é a Lapa, "os bordéis, os agiotas, os contrabandistas, os policiais corruptos, os empresários inescrupulosos". A peça enfoca a rivalidade entre o comerciante, dono de bordéis, Fernandes de Duran e o contrabandista Max Overseas. O embate entre os dois inimigos ganha intensidade quando a filha de Duran, Teresinha de Jesus, casa-se, em segredo, com Overseas.
O enredo serve de pretexto, no entanto, para que se discuta o poder do dinheiro, a corrupção e a entrada das multinacionais no país. O diretor Luís Antônio Martinez Corrêa comenta, na época da estreia: "Localizamos a peça no fim do Estado Novo, porque sentimos muita afinidade entre aquele processo e o período que estamos vivendo. (...) Na Ópera do Malandro se discute a decadência de um sistema econômico, social e político e as alternativas criadas por ele, com roupagem nova, para se manter no poder. A base, a estrutura desse sistema é a mesma, só que mais moderna, mais sofisticada. Assistimos ao fim do capitalismo liberal e à entrada no país do capital internacional, através das multinacionais".2 Se Brecht dramatiza as relações econômicas que configuram o capitalismo moderno, na versão brasileira da ópera também é o dinheiro o seu personagem principal. Nela, segundo Chico Buarque, "não há heróis, todos os personagens vivem em torno do capital. Na luta pela sobrevivência que não permite veleidades éticas eles estão em dois níveis: o dos que lutam para sobreviver e o dos que lutam para acumular".3
No palco do Teatro Ginástico, o cenário de Maurício Sette exibe, na abertura do espetáculo, no palco do Ginástico, uma gigantesca nota antiga de 38 cruzeiros com o retrato de Getúlio Vargas no centro. As notas vão variando a cada mudança de cenário, formando sempre o pano de fundo dos ambientes. O próprio cenógrafo esmiúça aspectos significativos da ambientação cênica: "Durante o desenrolar de dois atos a ação se passa em cinco cenários além da boca de cena da abertura. Procuramos recriar a estética do Estado Novo misturada ao clima dos programas de auditório. Os músicos aparecem, se levantam nos solos, os atores cantam na frente do palco sobre uma passarela destacada do cenário. Nos números musicais deixa de ser teatro e passa a ser um show, um programa de auditório, com os microfones que lembram os da Rádio Nacional".4
Essa opção de exibir os músicos, fazer com que os atores venham até a frente do palco e cantem sobre uma passarela, dirigindo-se diretamente ao público, cria uma separação propositada entre a "ação dramática" e a "ação musical" que remete ao uso brechtiano das canções para interromper e comentar a trama. Nas palavras de Martinez Corrêa, esse é um caminho para seguir "Brecht mais de perto".5
Chico Buarque compôs quatorze canções inéditas para a peça depois gravadas em disco, e muitas delas se tornam grandes sucessos, como Folhetim, que, depois, foi gravada por Gal Costa; O Meu Amor, dueto interpretado por Marieta Severo e Elba Ramalho; e Geni e o Zepelin.
Nos principais papéis destacam-se Marieta Severo, como Teresinha, Elba Ramalho, que estreia nos palcos cariocas, como Lúcia, a amante de Max Overseas: Otávio Augusto, como Max Overseas; e Ary Fontoura como Duran. A atriz Maria Alice Vergueiro faz o papel de Vitória, esposa de Duran, mas pouco depois é substituída por Thelma Reston, que fica até o fim da temporada. É marcante também a interpretação de Emiliano Queirós para a personagem Geni. O elenco conta ainda com a participação do sambista Nadinho da Ilha que, na pele do personagem João Alegre, abre e encerra o espetáculo.
Sobre a montagem, fruto de um trabalho de pesquisa de um ano e de quatro meses de ensaios, comenta o crítico Macksen Luiz: "A montagem de Luiz Antônio acerta quando se fixa numa chave de chanchada e de deboche que infelizmente não é levada às últimas conseqüências. A cena do casamento é uma grata lembrança de O Casamento do Pequeno burguês (...). Na Ópera o rigor formal de várias marcas - o uso dos microfones de pé no proscênio e o desenho frio do personagem Max em contrapartida ao calor de Duran - soterra uma maior comunicabilidade (...). Por outro lado, Ópera do Malandro reuniu um elenco no qual a maioria dos atores canta muito bem, demonstrando um criterioso trabalho de pesquisa corporal".6
Obtém grande sucesso de público, permanecendo em cartaz por quase um ano, lotando o Teatro Ginástico de terça a domingo.
Notas
1. Chico Buarque em entrevista para a revista IstoÉ, matéria de Maria Amélia Mello, "Chico Buarque e sua opera que revive a Lapa dos anos 40 canta a Malandragem". 2 de ago. 1978.
2. Luiz Antonio Martinez Corrêa. Entrevista para o Jornal do Brasil. Revista de Domingo. Matéria "250 anos de corrupção pelo dinheiro" por Emilia Silveira - Ano 3 - No117. P.23.
3. Chico Buarque. Entrevista para o Jornal do Brasil. Revista de Domingo. Matéria "250 anos de corrupção pelo dinheiro" por Emilia Silveira - Ano 3 - No117. P.23.
4. Mauricio Sette. Entrevista para o Jornal do Brasil. Revista de Domingo. Matéria "250 anos de corrupção pelo dinheiro" Emilia Silveira - Ano 3 - No117. P.23.
5. Luiz Antonio Martinez Corrêa. Entrevista para a revista IstoÉ, matéria de Maria Amélia Mello, "Chico Buarque e sua opera que revive a Lapa dos anos 40 Canta a Malandragem". 2 de agosto de 1978.
6. LUIZ, Macksen. Ao compasso (e descompasso) do Malandro. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 28 de jul. 1978.
Atualizado em 20/07/2010
Bem legal, pois dá uma geral na obra em questão, enfatizando suas referências básicas utilizadas no PAS. Como foi dito na aula passada, iremos tratar de algumas questões deste exame em sala de aula nesta semana. Por este motivo, as duas postagens sobre o a obra de Chico Buarque. Elas tiveram um bom grupo de itens desenvolvidos no último PAS.
Ópera do Malandro
26/ 7/ 1978 - Rio de Janeiro/RJ
Teatro Ginástico
Histórico
Musical de Chico Buarque produzido pelo Teatro dos Quatro, dirigido por Luís Antônio Martinez Corrêa, envolve uma equipe de cinqüenta profissionais entre elenco, músicos e técnicos.
Chico Buarque cria uma trama dramatúrgica que leva para o bairro da Lapa no Rio de Janeiro da década de 1940, já na fase final do Estado Novo. O enredo desenvolvido por John Gay, em A Ópera do Mendigo, de 1728, e por Bertolt Brecht, em colaboração com Elisabeth Hauptmann, com música de Kurt Weill, em A Ópera dos Três Vinténs, de 1928, um dos maiores sucessos da Berlim dos anos 1920. "O nosso trabalho tem a estrutura da peça de Gay, o enfoque crítico de Brecht, mas é essencialmente brasileiro"1 explica Chico Buarque. Se Gay escreve sobre a Boca do Lixo de Londres, e sobre a sociedade vitoriana inglesa do século XVIII, na versão brasileira, o que se vê em cena é a Lapa, "os bordéis, os agiotas, os contrabandistas, os policiais corruptos, os empresários inescrupulosos". A peça enfoca a rivalidade entre o comerciante, dono de bordéis, Fernandes de Duran e o contrabandista Max Overseas. O embate entre os dois inimigos ganha intensidade quando a filha de Duran, Teresinha de Jesus, casa-se, em segredo, com Overseas.
O enredo serve de pretexto, no entanto, para que se discuta o poder do dinheiro, a corrupção e a entrada das multinacionais no país. O diretor Luís Antônio Martinez Corrêa comenta, na época da estreia: "Localizamos a peça no fim do Estado Novo, porque sentimos muita afinidade entre aquele processo e o período que estamos vivendo. (...) Na Ópera do Malandro se discute a decadência de um sistema econômico, social e político e as alternativas criadas por ele, com roupagem nova, para se manter no poder. A base, a estrutura desse sistema é a mesma, só que mais moderna, mais sofisticada. Assistimos ao fim do capitalismo liberal e à entrada no país do capital internacional, através das multinacionais".2 Se Brecht dramatiza as relações econômicas que configuram o capitalismo moderno, na versão brasileira da ópera também é o dinheiro o seu personagem principal. Nela, segundo Chico Buarque, "não há heróis, todos os personagens vivem em torno do capital. Na luta pela sobrevivência que não permite veleidades éticas eles estão em dois níveis: o dos que lutam para sobreviver e o dos que lutam para acumular".3
No palco do Teatro Ginástico, o cenário de Maurício Sette exibe, na abertura do espetáculo, no palco do Ginástico, uma gigantesca nota antiga de 38 cruzeiros com o retrato de Getúlio Vargas no centro. As notas vão variando a cada mudança de cenário, formando sempre o pano de fundo dos ambientes. O próprio cenógrafo esmiúça aspectos significativos da ambientação cênica: "Durante o desenrolar de dois atos a ação se passa em cinco cenários além da boca de cena da abertura. Procuramos recriar a estética do Estado Novo misturada ao clima dos programas de auditório. Os músicos aparecem, se levantam nos solos, os atores cantam na frente do palco sobre uma passarela destacada do cenário. Nos números musicais deixa de ser teatro e passa a ser um show, um programa de auditório, com os microfones que lembram os da Rádio Nacional".4
Essa opção de exibir os músicos, fazer com que os atores venham até a frente do palco e cantem sobre uma passarela, dirigindo-se diretamente ao público, cria uma separação propositada entre a "ação dramática" e a "ação musical" que remete ao uso brechtiano das canções para interromper e comentar a trama. Nas palavras de Martinez Corrêa, esse é um caminho para seguir "Brecht mais de perto".5
Chico Buarque compôs quatorze canções inéditas para a peça depois gravadas em disco, e muitas delas se tornam grandes sucessos, como Folhetim, que, depois, foi gravada por Gal Costa; O Meu Amor, dueto interpretado por Marieta Severo e Elba Ramalho; e Geni e o Zepelin.
Nos principais papéis destacam-se Marieta Severo, como Teresinha, Elba Ramalho, que estreia nos palcos cariocas, como Lúcia, a amante de Max Overseas: Otávio Augusto, como Max Overseas; e Ary Fontoura como Duran. A atriz Maria Alice Vergueiro faz o papel de Vitória, esposa de Duran, mas pouco depois é substituída por Thelma Reston, que fica até o fim da temporada. É marcante também a interpretação de Emiliano Queirós para a personagem Geni. O elenco conta ainda com a participação do sambista Nadinho da Ilha que, na pele do personagem João Alegre, abre e encerra o espetáculo.
Sobre a montagem, fruto de um trabalho de pesquisa de um ano e de quatro meses de ensaios, comenta o crítico Macksen Luiz: "A montagem de Luiz Antônio acerta quando se fixa numa chave de chanchada e de deboche que infelizmente não é levada às últimas conseqüências. A cena do casamento é uma grata lembrança de O Casamento do Pequeno burguês (...). Na Ópera o rigor formal de várias marcas - o uso dos microfones de pé no proscênio e o desenho frio do personagem Max em contrapartida ao calor de Duran - soterra uma maior comunicabilidade (...). Por outro lado, Ópera do Malandro reuniu um elenco no qual a maioria dos atores canta muito bem, demonstrando um criterioso trabalho de pesquisa corporal".6
Obtém grande sucesso de público, permanecendo em cartaz por quase um ano, lotando o Teatro Ginástico de terça a domingo.
Notas
1. Chico Buarque em entrevista para a revista IstoÉ, matéria de Maria Amélia Mello, "Chico Buarque e sua opera que revive a Lapa dos anos 40 canta a Malandragem". 2 de ago. 1978.
2. Luiz Antonio Martinez Corrêa. Entrevista para o Jornal do Brasil. Revista de Domingo. Matéria "250 anos de corrupção pelo dinheiro" por Emilia Silveira - Ano 3 - No117. P.23.
3. Chico Buarque. Entrevista para o Jornal do Brasil. Revista de Domingo. Matéria "250 anos de corrupção pelo dinheiro" por Emilia Silveira - Ano 3 - No117. P.23.
4. Mauricio Sette. Entrevista para o Jornal do Brasil. Revista de Domingo. Matéria "250 anos de corrupção pelo dinheiro" Emilia Silveira - Ano 3 - No117. P.23.
5. Luiz Antonio Martinez Corrêa. Entrevista para a revista IstoÉ, matéria de Maria Amélia Mello, "Chico Buarque e sua opera que revive a Lapa dos anos 40 Canta a Malandragem". 2 de agosto de 1978.
6. LUIZ, Macksen. Ao compasso (e descompasso) do Malandro. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 28 de jul. 1978.
Atualizado em 20/07/2010
Sobre a ópera do Malandro
Contribuição de aluno anônimo do Elefante Branco:
http://www.magossi8.hpg.com.br/malandro.htm
http://www.magossi8.hpg.com.br/malandro.htm
Lista de músicas do PAS
Estou republicando um post antigo sobre a lista de músicas do PAS. As sugestõoes de trabalho são as mesmas para vocês do CEMSL. Gostaria que que vocês pesquizassem a lista com carinho, pois ela é extensa e as abordagens possíveis são inúmeras.
'Lista de músicas do PAS!
A lista está maior do que estava me lembrando. Já podem começar a pesquisar estas músicas na WEB. Quando forem fazê-lo, prestem atenção em alguns detalhes para o trabalho que vocês irão fazer:
- Quem são os autores? Onde viveram/vivem? O que fizeram de suas vidas? Como suas trajetórias pessoais influenciaram ou influenciam em suas obras?
- Melodia, Ritmo: Em que estas características ajudam na interpretação das músicas?
- Contexto- Sociedade, História e Cultura: Aponte estas características nas composições. Em que época elas foram feitas? Como era a sociedade daquela época e a qual cultura ela se refere?Isto é notável nas composições? Por quê?
- Discurusos musicados: O que a música quer lhe dizer? O que a Letra da Música - o Discurso musicado - se refere?
MÚSICAS:
1- Symphoniae – principalmente a antiphona O quam mirabilis est, De patricrchis et prophetis – de Hildergard Von Bingen.
2- Hino de Duran; O casamento dos Pequenos Burgueses; Se eu fosse Teu patrão; Ópera; Tango do Covil, todos da Ópera do Malandro de Chico Buarque de Hollanda.
3- Ópera Carmen de Bizet.
4- Bachiana n.4 de Heitor Villa-Lobos.
5- Eu nasci com Fama do grupo Móveis Coloniais de Acaju.
6- Eu nasci a Dez mil anos atrás de Raul Seixas e Paulo Coelho, interpretada pelos Móveis Coloinais de Acaju.
7- Daqui pra Frente; Cêdo ou Tarde; do NX Zero.
8- Pro dia Nascer Feliz; Cazuza.
9- Sweet Lullaby; Deep Forest.
10- Sadness; Enigma.
11- Violeira; Chico Buarque e Tom Jobim.
12- Obra de Marluí Miranda e do Grupo Uakti.
13- Funk; música a definir. '
'Lista de músicas do PAS!
A lista está maior do que estava me lembrando. Já podem começar a pesquisar estas músicas na WEB. Quando forem fazê-lo, prestem atenção em alguns detalhes para o trabalho que vocês irão fazer:
- Quem são os autores? Onde viveram/vivem? O que fizeram de suas vidas? Como suas trajetórias pessoais influenciaram ou influenciam em suas obras?
- Melodia, Ritmo: Em que estas características ajudam na interpretação das músicas?
- Contexto- Sociedade, História e Cultura: Aponte estas características nas composições. Em que época elas foram feitas? Como era a sociedade daquela época e a qual cultura ela se refere?Isto é notável nas composições? Por quê?
- Discurusos musicados: O que a música quer lhe dizer? O que a Letra da Música - o Discurso musicado - se refere?
MÚSICAS:
1- Symphoniae – principalmente a antiphona O quam mirabilis est, De patricrchis et prophetis – de Hildergard Von Bingen.
2- Hino de Duran; O casamento dos Pequenos Burgueses; Se eu fosse Teu patrão; Ópera; Tango do Covil, todos da Ópera do Malandro de Chico Buarque de Hollanda.
3- Ópera Carmen de Bizet.
4- Bachiana n.4 de Heitor Villa-Lobos.
5- Eu nasci com Fama do grupo Móveis Coloniais de Acaju.
6- Eu nasci a Dez mil anos atrás de Raul Seixas e Paulo Coelho, interpretada pelos Móveis Coloinais de Acaju.
7- Daqui pra Frente; Cêdo ou Tarde; do NX Zero.
8- Pro dia Nascer Feliz; Cazuza.
9- Sweet Lullaby; Deep Forest.
10- Sadness; Enigma.
11- Violeira; Chico Buarque e Tom Jobim.
12- Obra de Marluí Miranda e do Grupo Uakti.
13- Funk; música a definir. '
Sobre a Indústria Cultural: Texto, comentários e Exercício.
Este é um texto bastante interessante sobre o tema, retirado do sitio http://www.urutagua.uem.br//04fil_silva.htm e acessado hoje mesmo. O interessante desta resenha é que o autor cita alguns trechos do original de Adorno e Horkheimer.
A TAREFA: Ler, e re- escrever as citações marcadas com um asterisco ( * ) . É interessante que as dúvidas sejam levadas para discussão em sala de aula, ok?
'Adorno e a Indústria Cultural [1]
Daniel Ribeiro da Silva*
Resumo:
O presente texto pretende ser mais uma explanação de algumas reflexões do filósofo T. W. Adorno (1903-1969) acerca da Indústria Cultural vigente no século XX.
Palavras-chave: Adorno, indústria cultural, ideologia, razão técnica, arte.
A Indústria Cultural impede a formação de indivíduos autônomos, independentes, capazes de julgar e de decidir conscientemente. [2] Com as palavras do próprio Adorno, podemos compreender o porque das suas reflexões acerca desse tema.
Theodor Wiesengrund-Adorno, em parceria com outros filósofos contemporâneos, estão inseridos num trabalho muito árduo: pensar filosoficamente a realidade vigente. A realidade em que vivia estava sofrendo várias transformações, principalmente, na dimensão econômica. O Comércio tinha se fortalecido após as revoluções industriais, ocorridas na Europa e, com isso, o Capitalismo havia se fortalecido definitivamente, principalmente, com as novas descobertas cientificas e, conseqüentemente, com o avanço tecnológico. O homem havia perdido a sua autonomia. Em conseqüência disso, a humanidade estava cada vez mais se tornando desumanizada. Em outras palavras, poderíamos dizer que o nosso caro filósofo contemplava uma geração de homens doentes, talvez gravemente. O domínio da razão humana, que no Iluminismo era como uma doutrina, passou a dar lugar para o domínio da razão técnica. Os valores humanos haviam sido deixados de lado em troca do interesse econômico. O que passou a reger a sociedade foi a lei do mercado, e com isso, quem conseguisse acompanhar esse ritmo e essa ideologia de vida, talvez, conseguiria sobreviver; aquele que não conseguisse acompanhar esse ritmo e essa ideologia de vida ficava a mercê dos dias e do tempo, isto é, seria jogado à margem da sociedade. Nessa corrida pelo ter, nasce o individualismo, que, segundo o nosso filósofo, é o fruto de toda essa Indústria Cultural.
Segundo Adorno, na Indústria Cultural, tudo se torna negócio. Enquanto negócios, seus fins comerciais são realizados por meio de sistemática e programada exploração de bens considerados culturais. [3] Um exemplo disso, dirá ele, é o cinema. O que antes era um mecanismo de lazer, ou seja, uma arte, agora se tornou um meio eficaz de manipulação. Portanto, podemos dizer que a Indústria Cultural traz consigo todos os elementos característicos do mundo industrial moderno e nele exerce um papel especifico, qual seja, o de portadora da ideologia dominante, a qual outorga sentido a todo o sistema.
É importante salientar que, para Adorno, o homem, nessa Indústria Cultural, não passa de mero instrumento de trabalho e de consumo, ou seja, objeto. O homem é tão bem manipulado e ideologizado que até mesmo o seu lazer se torna uma extensão do trabalho. Portanto, o homem ganha um coração-máquina. Tudo que ele fará, fará segundo o seu coração-máquina, isto é, segundo a ideologia dominante. A Indústria Cultura, que tem com guia a racionalidade técnica esclarecida, prepara as mentes para um esquematismo que é oferecido pela indústria da cultura – que aparece para os seus usuários como um “conselho de quem entende”. O consumidor não precisa se dar ao trabalho de pensar, é só escolher. É a lógica do clichê. Esquemas prontos que podem ser empregados indiscriminadamente só tendo como única condição a aplicação ao fim a que se destinam. Nada escapa a voracidade da Indústria Cultural. Toda vida torna-se replicante. Dizem os autores:
'Ultrapassando de longe o teatro de ilusões, o filme não deixa mais à fantasia e ao pensamento dos espectadores nenhuma dimensão na qual estes possam, sem perder o fio, passear e divagar no quadro da obra fílmica permanecendo, no entanto, livres do controle de seus dados exatos, e é assim precisamente que o filme adestra o espectador entregue a ele para se identificar imediatamente com a realidade. Atualmente, a atrofia da imaginação e da espontaneidade do consumidor cultural não precisa ser reduzida a mecanismos psicológicos. Os próprios produtos (...) paralisam essas capacidade em virtude de sua própria constituição objetiva (ADORNO & HORKHEIMER, 1997:119).'*
Fica claro portanto a grande intenção da Indústria Cultural: obscurecer a percepção de todas as pessoas, principalmente, daqueles que são formadores de opinião. Ela é a própria ideologia. Os valores passam a ser regidos por ela. Até mesmo a felicidade do individuo é influenciada e condicionada por essa cultura. Na Dialética do Esclarecimento, Adorno e Horkheimer exemplificam este fato através do episódio das Sereias da epopéia homérica. Ulisses preocupado com o encantamento produzido pelo canto das sereias tampa com cera os ouvidos da tripulação de sua nau. Ao mesmo tempo, o comandante Ulisses, ordena que o amarrem ao mastro para que, mesmo ouvindo o cântico sedutor, possa enfrentá-lo sem sucumbir à tentação das sereias. Assim, a respeito de Ulisses, dizem os autores:
O escutado não tem conseqüências para ele que pode apenas acenar com a cabeça para que o soltem, porém tarde demais: os companheiros, que não podem escutar, sabem apenas do perigo do canto, não da sua beleza, e deixam-no atado ao mastro para salvar a ele e a si próprios. Eles reproduzem a vida do opressor ao mesmo tempo que a sua própria vida e ele não pode mais fugir a seu papel social. Os vínculos pelos quais ele é irrevogavelmente acorrentado à práxis ao mesmo tempo guardam as sereias à distância da práxis: sua tentação é neutralizada em puro objeto de contemplação, em arte. O acorrentado assiste a um concerto escutando imóvel, como fará o público de um concerto, e seu grito apaixonado pela liberação perde-se num aplauso. Assim o prazer artístico e o trabalho manual se separam na despedida do antemundo. A epopéia já contém a teoria correta. Os bens culturais estão em exata correlação com o trabalho comandado e os dois se fundamentam na inelutável coação à dominação social sobre a natureza (ADORNO & HORKHEIMER, 1997:45).*
É importante frisar que a grande força da Indústria Cultural se verifica em proporcionar ao homem necessidades. Mas, não aquelas necessidades básicas para se viver dignamente (casa, comida, lazer, educação, e assim por diante) e, sim, as necessidades do sistema vigente (consumir incessantemente). Com isso, o consumidor viverá sempre insatisfeito, querendo, constantemente, consumir e o campo de consumo se torna cada vez maior. Tal dominação, como diz Max Jimeenez, comentador de Adorno, tem sua mola motora no desejo de posse constantemente renovado pelo progresso técnico e científico, e sabiamente controlado pela Indústria Cultural. Nesse sentido, o universo social, além de configurar-se como um universo de “coisas” constituiria um espaço hermeticamente fechado. E, assim, todas as tentativas de se livrar desse engodo estão condenadas ao fracasso. Mas, a visão “pessimista” da realidade é passada pela ideologia dominando, e não por Adorno. Para ele, existe uma saída, e esta, encontra-se na própria cultura do homem: a limitação do sistema e a estética.
Na Teoria Estética, obra que Adorno tentará explanar seus pensamentos sobre a salvação do homem, dirá ele que não adiante combater o mal com o próprio mal. Exemplo disso, ocorreram no nazismo e em outras guerras. Segundo ele, a antítese mais viável da sociedade selvagem é a arte. A arte, para ele, é que liberta o homem das amarras dos sistemas e o coloca com um ser autônomo, e, portanto, um ser humano. Enquanto para a Indústria Cultural o homem é mero objeto de trabalho e consumo, na arte é um ser livre para pensar, sentir e agir. A arte é como se fosse algo perfeito diante da realidade imperfeita. Além disso, para Adorno, a Indústria Cultural não pode ser pensada de maneira absoluta: ela possui uma origem histórica e, portanto, pode desaparecer.
Por fim, podemos dizer que Adorno foi um filósofo que conseguiu interpretar o mundo em que viveu, sem cair num pessimismo. Ele pôde vivenciar e apreender as amarras da ideologia vigente, encontrando dentro dela o próprio antídoto: a arte e a limitação da própria Indústria Cultural. Portanto, os remédios contra as imperfeições humanas estão inseridos na própria história da humanidade. É preciso que esses remédios cheguem a consciência de todos (a filosofia tem essa finalidade), pois, só assim, é que conseguiremos um mundo humano e sadio.
Referências bibliográficas:
ADORNO, Theodor W. Textos Escolhidos. Trad. Luiz João Baraúna. São Paulo: Nova Cultural, 1999. (Os Pensadores)
ADORNO, Theodor W. Mínima Moralia: Reflexões a partir da vida danificada. Trad. Luiz Eduardo Bisca. São Paulo: Ática, 1992.
HORKHEIMER, M., e ADORNO, T. W., Dialética do Esclarecimento: Fragmentos filosóficos. Trad. Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.
HABERMAS, J. O Discurso filosófico da modernidade. Trad. Ana Maria Bernardo e outros. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1990.
BARCELLOS, Carine. A questão da moral na cultura contemporânea. In: Comunicações, 4, Piracicaba – UNIMEP, p. 70-90, nov. 2000.
* Formado em Filosofia pelo Seminário Arquidiocesano de Maringá (PR)
[1] Adorno tem um capítulo específico sobre a Indústria Cultural contido na Dialética do Esclarecimento onde, em parceria com Horkheimer, ele trata do assunto.
[2] Cf. T. W. Adorno, Os Pensadores. Textos escolhidos, “Conceito de Iluminismo”. Nova Cultural, 1999.
[3] Cf. idem.
A TAREFA: Ler, e re- escrever as citações marcadas com um asterisco ( * ) . É interessante que as dúvidas sejam levadas para discussão em sala de aula, ok?
'Adorno e a Indústria Cultural [1]
Daniel Ribeiro da Silva*
Resumo:
O presente texto pretende ser mais uma explanação de algumas reflexões do filósofo T. W. Adorno (1903-1969) acerca da Indústria Cultural vigente no século XX.
Palavras-chave: Adorno, indústria cultural, ideologia, razão técnica, arte.
A Indústria Cultural impede a formação de indivíduos autônomos, independentes, capazes de julgar e de decidir conscientemente. [2] Com as palavras do próprio Adorno, podemos compreender o porque das suas reflexões acerca desse tema.
Theodor Wiesengrund-Adorno, em parceria com outros filósofos contemporâneos, estão inseridos num trabalho muito árduo: pensar filosoficamente a realidade vigente. A realidade em que vivia estava sofrendo várias transformações, principalmente, na dimensão econômica. O Comércio tinha se fortalecido após as revoluções industriais, ocorridas na Europa e, com isso, o Capitalismo havia se fortalecido definitivamente, principalmente, com as novas descobertas cientificas e, conseqüentemente, com o avanço tecnológico. O homem havia perdido a sua autonomia. Em conseqüência disso, a humanidade estava cada vez mais se tornando desumanizada. Em outras palavras, poderíamos dizer que o nosso caro filósofo contemplava uma geração de homens doentes, talvez gravemente. O domínio da razão humana, que no Iluminismo era como uma doutrina, passou a dar lugar para o domínio da razão técnica. Os valores humanos haviam sido deixados de lado em troca do interesse econômico. O que passou a reger a sociedade foi a lei do mercado, e com isso, quem conseguisse acompanhar esse ritmo e essa ideologia de vida, talvez, conseguiria sobreviver; aquele que não conseguisse acompanhar esse ritmo e essa ideologia de vida ficava a mercê dos dias e do tempo, isto é, seria jogado à margem da sociedade. Nessa corrida pelo ter, nasce o individualismo, que, segundo o nosso filósofo, é o fruto de toda essa Indústria Cultural.
Segundo Adorno, na Indústria Cultural, tudo se torna negócio. Enquanto negócios, seus fins comerciais são realizados por meio de sistemática e programada exploração de bens considerados culturais. [3] Um exemplo disso, dirá ele, é o cinema. O que antes era um mecanismo de lazer, ou seja, uma arte, agora se tornou um meio eficaz de manipulação. Portanto, podemos dizer que a Indústria Cultural traz consigo todos os elementos característicos do mundo industrial moderno e nele exerce um papel especifico, qual seja, o de portadora da ideologia dominante, a qual outorga sentido a todo o sistema.
É importante salientar que, para Adorno, o homem, nessa Indústria Cultural, não passa de mero instrumento de trabalho e de consumo, ou seja, objeto. O homem é tão bem manipulado e ideologizado que até mesmo o seu lazer se torna uma extensão do trabalho. Portanto, o homem ganha um coração-máquina. Tudo que ele fará, fará segundo o seu coração-máquina, isto é, segundo a ideologia dominante. A Indústria Cultura, que tem com guia a racionalidade técnica esclarecida, prepara as mentes para um esquematismo que é oferecido pela indústria da cultura – que aparece para os seus usuários como um “conselho de quem entende”. O consumidor não precisa se dar ao trabalho de pensar, é só escolher. É a lógica do clichê. Esquemas prontos que podem ser empregados indiscriminadamente só tendo como única condição a aplicação ao fim a que se destinam. Nada escapa a voracidade da Indústria Cultural. Toda vida torna-se replicante. Dizem os autores:
'Ultrapassando de longe o teatro de ilusões, o filme não deixa mais à fantasia e ao pensamento dos espectadores nenhuma dimensão na qual estes possam, sem perder o fio, passear e divagar no quadro da obra fílmica permanecendo, no entanto, livres do controle de seus dados exatos, e é assim precisamente que o filme adestra o espectador entregue a ele para se identificar imediatamente com a realidade. Atualmente, a atrofia da imaginação e da espontaneidade do consumidor cultural não precisa ser reduzida a mecanismos psicológicos. Os próprios produtos (...) paralisam essas capacidade em virtude de sua própria constituição objetiva (ADORNO & HORKHEIMER, 1997:119).'*
Fica claro portanto a grande intenção da Indústria Cultural: obscurecer a percepção de todas as pessoas, principalmente, daqueles que são formadores de opinião. Ela é a própria ideologia. Os valores passam a ser regidos por ela. Até mesmo a felicidade do individuo é influenciada e condicionada por essa cultura. Na Dialética do Esclarecimento, Adorno e Horkheimer exemplificam este fato através do episódio das Sereias da epopéia homérica. Ulisses preocupado com o encantamento produzido pelo canto das sereias tampa com cera os ouvidos da tripulação de sua nau. Ao mesmo tempo, o comandante Ulisses, ordena que o amarrem ao mastro para que, mesmo ouvindo o cântico sedutor, possa enfrentá-lo sem sucumbir à tentação das sereias. Assim, a respeito de Ulisses, dizem os autores:
O escutado não tem conseqüências para ele que pode apenas acenar com a cabeça para que o soltem, porém tarde demais: os companheiros, que não podem escutar, sabem apenas do perigo do canto, não da sua beleza, e deixam-no atado ao mastro para salvar a ele e a si próprios. Eles reproduzem a vida do opressor ao mesmo tempo que a sua própria vida e ele não pode mais fugir a seu papel social. Os vínculos pelos quais ele é irrevogavelmente acorrentado à práxis ao mesmo tempo guardam as sereias à distância da práxis: sua tentação é neutralizada em puro objeto de contemplação, em arte. O acorrentado assiste a um concerto escutando imóvel, como fará o público de um concerto, e seu grito apaixonado pela liberação perde-se num aplauso. Assim o prazer artístico e o trabalho manual se separam na despedida do antemundo. A epopéia já contém a teoria correta. Os bens culturais estão em exata correlação com o trabalho comandado e os dois se fundamentam na inelutável coação à dominação social sobre a natureza (ADORNO & HORKHEIMER, 1997:45).*
É importante frisar que a grande força da Indústria Cultural se verifica em proporcionar ao homem necessidades. Mas, não aquelas necessidades básicas para se viver dignamente (casa, comida, lazer, educação, e assim por diante) e, sim, as necessidades do sistema vigente (consumir incessantemente). Com isso, o consumidor viverá sempre insatisfeito, querendo, constantemente, consumir e o campo de consumo se torna cada vez maior. Tal dominação, como diz Max Jimeenez, comentador de Adorno, tem sua mola motora no desejo de posse constantemente renovado pelo progresso técnico e científico, e sabiamente controlado pela Indústria Cultural. Nesse sentido, o universo social, além de configurar-se como um universo de “coisas” constituiria um espaço hermeticamente fechado. E, assim, todas as tentativas de se livrar desse engodo estão condenadas ao fracasso. Mas, a visão “pessimista” da realidade é passada pela ideologia dominando, e não por Adorno. Para ele, existe uma saída, e esta, encontra-se na própria cultura do homem: a limitação do sistema e a estética.
Na Teoria Estética, obra que Adorno tentará explanar seus pensamentos sobre a salvação do homem, dirá ele que não adiante combater o mal com o próprio mal. Exemplo disso, ocorreram no nazismo e em outras guerras. Segundo ele, a antítese mais viável da sociedade selvagem é a arte. A arte, para ele, é que liberta o homem das amarras dos sistemas e o coloca com um ser autônomo, e, portanto, um ser humano. Enquanto para a Indústria Cultural o homem é mero objeto de trabalho e consumo, na arte é um ser livre para pensar, sentir e agir. A arte é como se fosse algo perfeito diante da realidade imperfeita. Além disso, para Adorno, a Indústria Cultural não pode ser pensada de maneira absoluta: ela possui uma origem histórica e, portanto, pode desaparecer.
Por fim, podemos dizer que Adorno foi um filósofo que conseguiu interpretar o mundo em que viveu, sem cair num pessimismo. Ele pôde vivenciar e apreender as amarras da ideologia vigente, encontrando dentro dela o próprio antídoto: a arte e a limitação da própria Indústria Cultural. Portanto, os remédios contra as imperfeições humanas estão inseridos na própria história da humanidade. É preciso que esses remédios cheguem a consciência de todos (a filosofia tem essa finalidade), pois, só assim, é que conseguiremos um mundo humano e sadio.
Referências bibliográficas:
ADORNO, Theodor W. Textos Escolhidos. Trad. Luiz João Baraúna. São Paulo: Nova Cultural, 1999. (Os Pensadores)
ADORNO, Theodor W. Mínima Moralia: Reflexões a partir da vida danificada. Trad. Luiz Eduardo Bisca. São Paulo: Ática, 1992.
HORKHEIMER, M., e ADORNO, T. W., Dialética do Esclarecimento: Fragmentos filosóficos. Trad. Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.
HABERMAS, J. O Discurso filosófico da modernidade. Trad. Ana Maria Bernardo e outros. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1990.
BARCELLOS, Carine. A questão da moral na cultura contemporânea. In: Comunicações, 4, Piracicaba – UNIMEP, p. 70-90, nov. 2000.
* Formado em Filosofia pelo Seminário Arquidiocesano de Maringá (PR)
[1] Adorno tem um capítulo específico sobre a Indústria Cultural contido na Dialética do Esclarecimento onde, em parceria com Horkheimer, ele trata do assunto.
[2] Cf. T. W. Adorno, Os Pensadores. Textos escolhidos, “Conceito de Iluminismo”. Nova Cultural, 1999.
[3] Cf. idem.
Tema 1 do 3o bimestre: Globalização
Olás a todos. O tema da primeira parte de nosso Bimestre é a Globalização. Seguem, abaixo, dois grupos de conteúdos. O primeiro refere-se a definção do Conceito segundo o sociólogo Octávio Ianni. Após a leitura do texto #1 , re-escreva-o, apresentando sua interpretação do pensamento deste sociólogo.
O texto, #2 refere-se as informações complementares sobre o fenômeno, utilizando a Wikipédia como fonte.
Texto#1: Globalização, segundo Octávio Ianni:
‘A globalização do mundo pode ser vista como um processo histórico-social de
vastas proporções, abalando mais ou menos drasticamente os quadros sociais e mentais
de referência de indivíduos e coletividades. Rompe e recria o mapa do mundo,
inaugurando outros processos, outras estruturas e outras formas de sociabilidade, que se articulam ou impõem aos povos, tribos, nações e nacionalidades. Muito do parecia estabelecido em termos de conceitos, categorias ou interpretações, relativos aos mais diversos aspectos da realidade social, parece perder significado, tornar-se anacrônico ou adquirir outros sentidos. Os territórios e as fronteiras, os regimes políticos e os estilos de vida, as culturas e as civilizações parecem mesclar-se, tensionar-se e dinamizar-se em outras modalidades, direções ou possibilidades. As coisas, as gentes e as idéias movem-se em múltiplas direções, desenraizam-se, tornam-se volantes ou simplesmente desterritorializam-se. Alteram-se as sensações e as nações de próximo e distante, lento e rápido, instantâneo e ubíquo, passado e presente, atual e remoto, visível e invisível,
singular e universal. Está em curso a gênese de uma nova totalidade histórico-social, abaroando a geografia, a ecologia e a demografia, assim como a economia, apolítica e a cultura. As religiões universais, tais como o budismo, o taoismo, o cristianismo e o islamismo, tornam-se universais também como realidades histórico culturais. O imaginário de indivíduos e coletividades, em todo o mundo, passa a ser influenciado, muitas vezes decisivamente, pela mídia mundial (....).’
Texto #2:
Globalização
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
A globalização é um dos processos de aprofundamento da integração econômica, social, cultural, política, que teria sido impulsionado pelo barateamento dos meios de transporte e comunicação dos países do mundo no final do século XX e início do século XXI. É um fenômeno gerado pela necessidade da dinâmica do capitalismo de formar uma aldeia global que permita maiores mercados para os países centrais (ditos desenvolvidos) cujos mercados internos já estão saturados. O processo de Globalização diz respeito à forma como os países interagem e aproximam pessoas, ou seja, interliga o mundo, levando em consideração aspectos econômicos, sociais, culturais e políticos. Com isso, gerando a fase da expansão capitalista, onde é possível realizar transações financeiras, expandir seu negócio até então restrito ao seu mercado de atuação para mercados distantes e emergentes, sem necessariamente um investimento alto de capital financeiro, pois a comunicação no mundo globalizado permite tal expansão, porém, obtêm-se como consequência o aumento acirrado da concorrência.
História
A globalização é um fenômeno capitalista e complexo que começou na era dos descobrimentos e que se desenvolveu a partir da Revolução Industrial. Mas o seu conteúdo passou despercebido por muito tempo, e hoje muitos economistas analisam a globalização como resultado do pós Segunda Guerra Mundial, ou como resultado da Revolução Tecnológica.
Sua origem pode ser traçada do período mercantilista iniciado aproximadamente no século XV e durando até o século XVIII, com a queda dos custos de transporte marítimo, e aumento da complexidade das relações políticas europeias durante o período. Este período viu grande aumento no fluxo de força de trabalho entre os países e continentes, particularmente nas novas colônias europeias.
Já em meio à Segunda Guerra Mundial surgiu, em 1941, um dos primeiros sintomas da globalização das comunicações: o pacote cultural-ideológico dos Estados Unidos incluía várias edições diárias de O Repórter Esso , uma síntese noticiosa de cinco minutos rigidamente cronometrados, a primeira de caráter global, transmitido em 14 países do continente americano por 59 estações de rádio, constituindo-se na mais ampla rede radiofônica mundial.[1]
É tido como início da globalização moderna o fim da Segunda Guerra mundial, e a vontade de impedir que uma monstruosidade como ela ocorresse novamente no futuro, sendo que as nações vitoriosas da guerra e as devastadas potências do eixo chegaram a conclusão que era de suma importância para o futuro da humanidade a criação de mecanismos diplomáticos e comerciais para aproximar cada vez mais as nações uma das outras. Deste consenso nasceu as Nações Unidas, e começou a surgir o conceito de bloco econômico pouco após isso com a fundação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço - CECA.
A necessidade de expandir seus mercados levou as nações a aos poucos começarem a se abrir para produtos de outros países, marcando o crescimento da ideologia econômica do liberalismo.
Atualmente os grandes beneficiários da globalização são os grandes países emergentes, especialmente o BRIC, com grandes economias de exportação, grande mercado interno e cada vez maior presença mundial.[2] Antes do BRIC, outros países fizeram uso da globalização e economias voltadas a exportação para obter rápido crescimento e chegar ao primeiro mundo, como os tigres asiáticos na década de 1980 e Japão na década de 1970.[3]
Enquanto Paul Singer vê a expansão comercial e marítima europeia como um caminho pelo qual o capitalismo se desenvolveu assim como a globalização, Maria da Conceição Tavares aposta o seu surgimento na acentuação do mercado financeiro, com o surgimento de novos produtos financeiros.
Impacto
A característica mais notável da globalização é a presença de marcas mundiais
A globalização afeta todas as áreas da sociedade, principalmente comunicação, comércio internacional e liberdade de movimentação, com diferente intensidade dependendo do nível de desenvolvimento e integração das nações ao redor do planeta.
Comunicação
A globalização das comunicações tem sua face mais visível na internet, a rede mundial de computadores, possível graças a acordos e protocolos entre diferentes entidades privadas da área de telecomunicações e governos no mundo. Isto permitiu um fluxo de troca de ideias e informações sem critérios na história da humanidade. Se antes uma pessoa estava limitada a imprensa local, agora ela mesma pode se tornar parte da imprensa e observar as tendências do mundo inteiro, tendo apenas como fator de limitação a barreira linguística.
Outra característica da globalização das comunicações é o aumento da universalização do acesso a meios de comunicação, graças ao barateamento dos aparelhos, principalmente celulares e os de infraestrutura para as operadoras, com aumento da cobertura e incremento geral da qualidade graças a inovação tecnológica. Hoje uma inovação criada no Japão pode aparecer no mercado português ou brasileiro em poucos dias e virar sucesso de mercado. Um exemplo da universalização do acesso a informação pode ser o próprio Brasil, hoje com 42 milhões de telefones instalados,[4] e um aumento ainda maior de número de telefone celular em relação a década de 1980, ultrapassando a barreira de 100 milhões de aparelhos em 2002.
Redes de televisão e imprensa multimédia em geral também sofreram um grande impacto da globalização. Um país com imprensa livre hoje em dia pode ter acesso, alguma vezes por televisão por assinatura ou satélite, a emissoras do mundo inteiro, desde NHK do Japão até Cartoon Network americana.
Pode-se dizer que este incremento no acesso à comunicação em massa acionado pela globalização tem impactado até mesmo nas estruturas de poder estabelecidas, com forte conotação a democracia, ajudando pessoas antes alienadas a um pequeno grupo de radiodifusão de informação a terem acesso a informação de todo o mundo, mostrando a elas como o mundo é e se comporta[5]
Mas infelizmente este mesmo livre fluxo de informações é tido como uma ameaça para determinados governos ou entidades religiosas com poderes na sociedade, que tem gasto enorme quantidade de recursos para limitar o tipo de informação que seus cidadãos tem acesso.
Na China, onde a internet tem registrado crescimento espetacular, já contando com 136 milhões de usuários [6] graças à evolução, iniciada em 1978, de uma economia centralmente planejada para uma nova economia socialista de mercado,[7] é outro exemplo de nação notória por tentar limitar a visualização de certos conteúdos considerados "sensíveis" pelo governo, como do Protesto na Praça Tiananmem em 1989, além disso em torno de 923 sites de noticias ao redor do mundo estão bloqueados, incluindo CNN e BBC, sites de governos como Taiwan também são proibidos o acesso e sites de defesa da independência do Tibete. O número de pessoas presas na China por "ação subversiva" por ter publicado conteúdos críticos ao governo é estimado em mais de 40 ao ano. A própria Wikipédia já sofreu diversos bloqueios por parte do governo chinês.[8]
No Irã, Arábia Saudita e outros países islâmicos com grande influência da religião nas esferas governamentais, a internet sofre uma enorme pressão do estado, que tenta implementar diversas vezes barreiras e dificuldades para o acesso a rede mundial, como bloqueio de sites de redes de relacionamentos sociais como Orkut e MySpace, bloqueio de sites de noticias como CNN e BBC. Acesso a conteúdo erótico também é proibido.
Informatização
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Informatização: Hoje em dia, o computador é uma ferramenta de trabalho quase que indispensável,pois ele está presente em vários ramos da atividade humana.
Num mundo globalizado e cada vez mais competitivo, é essencial que as pessoas pertencentes à população economicamente ativa, dominem as funções básicas de informática, tendo em vista que a expansão de setores da economia como o terciário, fez aumentar o uso de computadores, por isso não podemos mais ignorar a presença dessa ferramenta tão útil em nosso dia-a-dia.
Portanto, com a necessidade de criar ferramentas que facilitassem o seu trabalho diário, o homem passou a aprimorar cada vez mais os computadores, pois a sua utilização não apenas poupa tempo e dinheiro, mas também permite a possibilidade de um controle cada vez melhor de estoques, informações, serviços etc.
Por muito tempo o homem produziu, criou ou simplesmente modificou seu habitat de forma direta sem um controle auspero do trabalho, delegando "missões" a pessoas e esperando a resposta, que por vezes se fazia demorada. Entretanto com o advento do computador, o trabalho se tornou mais ágil e com resposta imediata.
Nisto as pessoas tem a necessidade de conhecer esta nova ferramenta de trabalho que não só está inserida na forma de computadores de mesa(desktop), mas também como consoles de comando de máquinas especializadas de diversas ocupações, tais como: robôs médicos, máquinas exploradoras, controles de caminhões e etc.
Desterritorialização
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Desterritorialização é, nas palavras de Gilles Deleuze, uma "palavra bárbara" proposta por Felix Guattari para o entendimento de processos inicialmente psicanalíticos mas posteriormente ampliados para toda a filosofia desenvolvida pelos dois autores, especialmente na obra Mil Platôs.
Para além da concepção filosófica deleuzeana, em que aparece associada a processos como devir e "linhas de fuga", a expressão insere-se hoje em um amplo debate no âmbito das Ciências Sociais, da Antropologia à Ciência Política e à Geografia.
Assim, muitos autores defendem a tese de que a desterritorialização é a marca da chamada sociedade pós-moderna, dominada pela mobilidade, pelos fluxos, pelo desenraizamento e pelo hibridismo cultural. Devemos tomar cuidado para não sobrevalorizar esta "sociedade em rede" (nos termos de Manuel Castells), fluida e desterritorializada, na medida em que ela aparece sempre conjugada com a reconstrução de territórios, ainda que territórios mais móveis e descontínuos.
Haesbaert (em "O Mito da Desterritorialização") defende que desterritorialização seja um termo utilizado não para o simples aumento da mobilidade ou para fenômenos como a hibridização cultural, mas para a precarização territorial dos grupos subalternos, aqueles que vivenciam efetivamente (ao contrário dos grupos hegemônicos) uma perda de controle físico e de referências simbólicas sobre/a partir de seus territórios. Já que todo indivíduo não pode viver sem território, por mais precário e temporário que ele seja, desterritorialização pode se confundir, neste caso, com precarização territorial. Assim, haveria um sentido genérico, de desterritorialização como destruição ou transformação de territórios (enquanto espaços ao mesmo tempo de dominação político-econômica e de apropriação simbólico-cultural), e um sentido mais estrito, vinculado à precarização territorial daqueles que perdem substancialmente os seus "controles" e/ou identidades territoriais.
O que muitos denominam desterritorialização, especialmente quando relativo às classes mais privilegiadas, trata-se na verdade de uma reterritorialização em novas bases, a que Haesbaert propõe denominar "multiterritorialidade".
Metropolização
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Foi proposta a fusão deste artigo ou secção com: Metrópole (pode-se discutir o procedimento aqui).
Metropolização é o processo em que as cidades de uma região metropolitana (ou apenas uma cidade fora de região metropolitana) estão em via de se tornarem uma metrópole, ou seja, prestes a abrigar mais de 1 milhão de habitantes em uma região ou apenas em uma cidade. No Brasil, é um fenômeno recorrente, pois se até 1960 o país tinha apenas 2 cidades com mais de um milhão de habitantes, este número hoje é bem superior[1]. Este processo, cumpre ressaltar, costuma, ao menos no que se refere ao Brasil, vir acompanhado de um sem número de problemas sociais originados quer da precariedade das condições dos migrantes que chegam na área em processo de urbanização, quer da oferta reduzida de infra-estrutura nas comunidades urbanas dessas regiões.[2] Ressalta-se também que o processo de metropolização pode ocorrer sem que haja necessariamente a formação de uma metrópole. Isto ocorre em áreas metropolitanas em que, mais do que a influência de uma metrópole sobre áreas adjacentes, se percebe isto sim, um rearranjo das governanças locais em prol de maior cooperação, como é o caso das áreas metropolizadas de Santa Catarina, Portugal e da Espanha. Assim, criam-se áreas metropolitanas como as do Minho, A Coruña [3] e Joinville, que são áreas metropolitanas sem metrópole. Neste caso, em função mesmo do planejamento prévio, as conseqüências sociais costumam ser mais positivas[4]
O texto, #2 refere-se as informações complementares sobre o fenômeno, utilizando a Wikipédia como fonte.
Texto#1: Globalização, segundo Octávio Ianni:
‘A globalização do mundo pode ser vista como um processo histórico-social de
vastas proporções, abalando mais ou menos drasticamente os quadros sociais e mentais
de referência de indivíduos e coletividades. Rompe e recria o mapa do mundo,
inaugurando outros processos, outras estruturas e outras formas de sociabilidade, que se articulam ou impõem aos povos, tribos, nações e nacionalidades. Muito do parecia estabelecido em termos de conceitos, categorias ou interpretações, relativos aos mais diversos aspectos da realidade social, parece perder significado, tornar-se anacrônico ou adquirir outros sentidos. Os territórios e as fronteiras, os regimes políticos e os estilos de vida, as culturas e as civilizações parecem mesclar-se, tensionar-se e dinamizar-se em outras modalidades, direções ou possibilidades. As coisas, as gentes e as idéias movem-se em múltiplas direções, desenraizam-se, tornam-se volantes ou simplesmente desterritorializam-se. Alteram-se as sensações e as nações de próximo e distante, lento e rápido, instantâneo e ubíquo, passado e presente, atual e remoto, visível e invisível,
singular e universal. Está em curso a gênese de uma nova totalidade histórico-social, abaroando a geografia, a ecologia e a demografia, assim como a economia, apolítica e a cultura. As religiões universais, tais como o budismo, o taoismo, o cristianismo e o islamismo, tornam-se universais também como realidades histórico culturais. O imaginário de indivíduos e coletividades, em todo o mundo, passa a ser influenciado, muitas vezes decisivamente, pela mídia mundial (....).’
Texto #2:
Globalização
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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A globalização é um dos processos de aprofundamento da integração econômica, social, cultural, política, que teria sido impulsionado pelo barateamento dos meios de transporte e comunicação dos países do mundo no final do século XX e início do século XXI. É um fenômeno gerado pela necessidade da dinâmica do capitalismo de formar uma aldeia global que permita maiores mercados para os países centrais (ditos desenvolvidos) cujos mercados internos já estão saturados. O processo de Globalização diz respeito à forma como os países interagem e aproximam pessoas, ou seja, interliga o mundo, levando em consideração aspectos econômicos, sociais, culturais e políticos. Com isso, gerando a fase da expansão capitalista, onde é possível realizar transações financeiras, expandir seu negócio até então restrito ao seu mercado de atuação para mercados distantes e emergentes, sem necessariamente um investimento alto de capital financeiro, pois a comunicação no mundo globalizado permite tal expansão, porém, obtêm-se como consequência o aumento acirrado da concorrência.
História
A globalização é um fenômeno capitalista e complexo que começou na era dos descobrimentos e que se desenvolveu a partir da Revolução Industrial. Mas o seu conteúdo passou despercebido por muito tempo, e hoje muitos economistas analisam a globalização como resultado do pós Segunda Guerra Mundial, ou como resultado da Revolução Tecnológica.
Sua origem pode ser traçada do período mercantilista iniciado aproximadamente no século XV e durando até o século XVIII, com a queda dos custos de transporte marítimo, e aumento da complexidade das relações políticas europeias durante o período. Este período viu grande aumento no fluxo de força de trabalho entre os países e continentes, particularmente nas novas colônias europeias.
Já em meio à Segunda Guerra Mundial surgiu, em 1941, um dos primeiros sintomas da globalização das comunicações: o pacote cultural-ideológico dos Estados Unidos incluía várias edições diárias de O Repórter Esso , uma síntese noticiosa de cinco minutos rigidamente cronometrados, a primeira de caráter global, transmitido em 14 países do continente americano por 59 estações de rádio, constituindo-se na mais ampla rede radiofônica mundial.[1]
É tido como início da globalização moderna o fim da Segunda Guerra mundial, e a vontade de impedir que uma monstruosidade como ela ocorresse novamente no futuro, sendo que as nações vitoriosas da guerra e as devastadas potências do eixo chegaram a conclusão que era de suma importância para o futuro da humanidade a criação de mecanismos diplomáticos e comerciais para aproximar cada vez mais as nações uma das outras. Deste consenso nasceu as Nações Unidas, e começou a surgir o conceito de bloco econômico pouco após isso com a fundação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço - CECA.
A necessidade de expandir seus mercados levou as nações a aos poucos começarem a se abrir para produtos de outros países, marcando o crescimento da ideologia econômica do liberalismo.
Atualmente os grandes beneficiários da globalização são os grandes países emergentes, especialmente o BRIC, com grandes economias de exportação, grande mercado interno e cada vez maior presença mundial.[2] Antes do BRIC, outros países fizeram uso da globalização e economias voltadas a exportação para obter rápido crescimento e chegar ao primeiro mundo, como os tigres asiáticos na década de 1980 e Japão na década de 1970.[3]
Enquanto Paul Singer vê a expansão comercial e marítima europeia como um caminho pelo qual o capitalismo se desenvolveu assim como a globalização, Maria da Conceição Tavares aposta o seu surgimento na acentuação do mercado financeiro, com o surgimento de novos produtos financeiros.
Impacto
A característica mais notável da globalização é a presença de marcas mundiais
A globalização afeta todas as áreas da sociedade, principalmente comunicação, comércio internacional e liberdade de movimentação, com diferente intensidade dependendo do nível de desenvolvimento e integração das nações ao redor do planeta.
Comunicação
A globalização das comunicações tem sua face mais visível na internet, a rede mundial de computadores, possível graças a acordos e protocolos entre diferentes entidades privadas da área de telecomunicações e governos no mundo. Isto permitiu um fluxo de troca de ideias e informações sem critérios na história da humanidade. Se antes uma pessoa estava limitada a imprensa local, agora ela mesma pode se tornar parte da imprensa e observar as tendências do mundo inteiro, tendo apenas como fator de limitação a barreira linguística.
Outra característica da globalização das comunicações é o aumento da universalização do acesso a meios de comunicação, graças ao barateamento dos aparelhos, principalmente celulares e os de infraestrutura para as operadoras, com aumento da cobertura e incremento geral da qualidade graças a inovação tecnológica. Hoje uma inovação criada no Japão pode aparecer no mercado português ou brasileiro em poucos dias e virar sucesso de mercado. Um exemplo da universalização do acesso a informação pode ser o próprio Brasil, hoje com 42 milhões de telefones instalados,[4] e um aumento ainda maior de número de telefone celular em relação a década de 1980, ultrapassando a barreira de 100 milhões de aparelhos em 2002.
Redes de televisão e imprensa multimédia em geral também sofreram um grande impacto da globalização. Um país com imprensa livre hoje em dia pode ter acesso, alguma vezes por televisão por assinatura ou satélite, a emissoras do mundo inteiro, desde NHK do Japão até Cartoon Network americana.
Pode-se dizer que este incremento no acesso à comunicação em massa acionado pela globalização tem impactado até mesmo nas estruturas de poder estabelecidas, com forte conotação a democracia, ajudando pessoas antes alienadas a um pequeno grupo de radiodifusão de informação a terem acesso a informação de todo o mundo, mostrando a elas como o mundo é e se comporta[5]
Mas infelizmente este mesmo livre fluxo de informações é tido como uma ameaça para determinados governos ou entidades religiosas com poderes na sociedade, que tem gasto enorme quantidade de recursos para limitar o tipo de informação que seus cidadãos tem acesso.
Na China, onde a internet tem registrado crescimento espetacular, já contando com 136 milhões de usuários [6] graças à evolução, iniciada em 1978, de uma economia centralmente planejada para uma nova economia socialista de mercado,[7] é outro exemplo de nação notória por tentar limitar a visualização de certos conteúdos considerados "sensíveis" pelo governo, como do Protesto na Praça Tiananmem em 1989, além disso em torno de 923 sites de noticias ao redor do mundo estão bloqueados, incluindo CNN e BBC, sites de governos como Taiwan também são proibidos o acesso e sites de defesa da independência do Tibete. O número de pessoas presas na China por "ação subversiva" por ter publicado conteúdos críticos ao governo é estimado em mais de 40 ao ano. A própria Wikipédia já sofreu diversos bloqueios por parte do governo chinês.[8]
No Irã, Arábia Saudita e outros países islâmicos com grande influência da religião nas esferas governamentais, a internet sofre uma enorme pressão do estado, que tenta implementar diversas vezes barreiras e dificuldades para o acesso a rede mundial, como bloqueio de sites de redes de relacionamentos sociais como Orkut e MySpace, bloqueio de sites de noticias como CNN e BBC. Acesso a conteúdo erótico também é proibido.
Informatização
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Informatização: Hoje em dia, o computador é uma ferramenta de trabalho quase que indispensável,pois ele está presente em vários ramos da atividade humana.
Num mundo globalizado e cada vez mais competitivo, é essencial que as pessoas pertencentes à população economicamente ativa, dominem as funções básicas de informática, tendo em vista que a expansão de setores da economia como o terciário, fez aumentar o uso de computadores, por isso não podemos mais ignorar a presença dessa ferramenta tão útil em nosso dia-a-dia.
Portanto, com a necessidade de criar ferramentas que facilitassem o seu trabalho diário, o homem passou a aprimorar cada vez mais os computadores, pois a sua utilização não apenas poupa tempo e dinheiro, mas também permite a possibilidade de um controle cada vez melhor de estoques, informações, serviços etc.
Por muito tempo o homem produziu, criou ou simplesmente modificou seu habitat de forma direta sem um controle auspero do trabalho, delegando "missões" a pessoas e esperando a resposta, que por vezes se fazia demorada. Entretanto com o advento do computador, o trabalho se tornou mais ágil e com resposta imediata.
Nisto as pessoas tem a necessidade de conhecer esta nova ferramenta de trabalho que não só está inserida na forma de computadores de mesa(desktop), mas também como consoles de comando de máquinas especializadas de diversas ocupações, tais como: robôs médicos, máquinas exploradoras, controles de caminhões e etc.
Desterritorialização
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Desterritorialização é, nas palavras de Gilles Deleuze, uma "palavra bárbara" proposta por Felix Guattari para o entendimento de processos inicialmente psicanalíticos mas posteriormente ampliados para toda a filosofia desenvolvida pelos dois autores, especialmente na obra Mil Platôs.
Para além da concepção filosófica deleuzeana, em que aparece associada a processos como devir e "linhas de fuga", a expressão insere-se hoje em um amplo debate no âmbito das Ciências Sociais, da Antropologia à Ciência Política e à Geografia.
Assim, muitos autores defendem a tese de que a desterritorialização é a marca da chamada sociedade pós-moderna, dominada pela mobilidade, pelos fluxos, pelo desenraizamento e pelo hibridismo cultural. Devemos tomar cuidado para não sobrevalorizar esta "sociedade em rede" (nos termos de Manuel Castells), fluida e desterritorializada, na medida em que ela aparece sempre conjugada com a reconstrução de territórios, ainda que territórios mais móveis e descontínuos.
Haesbaert (em "O Mito da Desterritorialização") defende que desterritorialização seja um termo utilizado não para o simples aumento da mobilidade ou para fenômenos como a hibridização cultural, mas para a precarização territorial dos grupos subalternos, aqueles que vivenciam efetivamente (ao contrário dos grupos hegemônicos) uma perda de controle físico e de referências simbólicas sobre/a partir de seus territórios. Já que todo indivíduo não pode viver sem território, por mais precário e temporário que ele seja, desterritorialização pode se confundir, neste caso, com precarização territorial. Assim, haveria um sentido genérico, de desterritorialização como destruição ou transformação de territórios (enquanto espaços ao mesmo tempo de dominação político-econômica e de apropriação simbólico-cultural), e um sentido mais estrito, vinculado à precarização territorial daqueles que perdem substancialmente os seus "controles" e/ou identidades territoriais.
O que muitos denominam desterritorialização, especialmente quando relativo às classes mais privilegiadas, trata-se na verdade de uma reterritorialização em novas bases, a que Haesbaert propõe denominar "multiterritorialidade".
Metropolização
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Foi proposta a fusão deste artigo ou secção com: Metrópole (pode-se discutir o procedimento aqui).
Metropolização é o processo em que as cidades de uma região metropolitana (ou apenas uma cidade fora de região metropolitana) estão em via de se tornarem uma metrópole, ou seja, prestes a abrigar mais de 1 milhão de habitantes em uma região ou apenas em uma cidade. No Brasil, é um fenômeno recorrente, pois se até 1960 o país tinha apenas 2 cidades com mais de um milhão de habitantes, este número hoje é bem superior[1]. Este processo, cumpre ressaltar, costuma, ao menos no que se refere ao Brasil, vir acompanhado de um sem número de problemas sociais originados quer da precariedade das condições dos migrantes que chegam na área em processo de urbanização, quer da oferta reduzida de infra-estrutura nas comunidades urbanas dessas regiões.[2] Ressalta-se também que o processo de metropolização pode ocorrer sem que haja necessariamente a formação de uma metrópole. Isto ocorre em áreas metropolitanas em que, mais do que a influência de uma metrópole sobre áreas adjacentes, se percebe isto sim, um rearranjo das governanças locais em prol de maior cooperação, como é o caso das áreas metropolizadas de Santa Catarina, Portugal e da Espanha. Assim, criam-se áreas metropolitanas como as do Minho, A Coruña [3] e Joinville, que são áreas metropolitanas sem metrópole. Neste caso, em função mesmo do planejamento prévio, as conseqüências sociais costumam ser mais positivas[4]
Galera da sala de apoio: Mais tarefas!
Mais duas tarefas:
1 - Dissertação sobre o tema: Estruturalismo.
2 - Pesquisa ( tipo copiar e colar ) : sobre os seguintes autores e PRINCIPALMENTE sobre suas obras:
Claude Levi-Strauss;
Michel Foucault;
Clifford Geertz;
1 - Dissertação sobre o tema: Estruturalismo.
2 - Pesquisa ( tipo copiar e colar ) : sobre os seguintes autores e PRINCIPALMENTE sobre suas obras:
Claude Levi-Strauss;
Michel Foucault;
Clifford Geertz;
sites sobre as discussões em sala
http://www.ceticismoaberto.com/
http://www.youtube.com/watch?v=p2qlHoxPioM
http://www.youtube.com/watch?v=S1ZZreXEqSY
http://www.tolicesdoorkut.com/
Estes são alguns dos sites comentados em sala de aula. O primeiro deles referem-se aos alunos que se preocuparam com a teoria da conspiração. Os outros dizem respeito a vídeos específicos de propagandas cometadas nas aulas. Em especial as propagandas de cerveja. Elas referem-se a humor, que por sua vez, é culturalmente determinado.
Sobre o 'fim do mundo ' em 2012: http://www.deldebbio.com.br/index.php/2009/11/23/o-que-acontecera-em-2012/
http://www.youtube.com/watch?v=p2qlHoxPioM
http://www.youtube.com/watch?v=S1ZZreXEqSY
http://www.tolicesdoorkut.com/
Estes são alguns dos sites comentados em sala de aula. O primeiro deles referem-se aos alunos que se preocuparam com a teoria da conspiração. Os outros dizem respeito a vídeos específicos de propagandas cometadas nas aulas. Em especial as propagandas de cerveja. Elas referem-se a humor, que por sua vez, é culturalmente determinado.
Sobre o 'fim do mundo ' em 2012: http://www.deldebbio.com.br/index.php/2009/11/23/o-que-acontecera-em-2012/
tarefa das aulas 3 e 4
Pesquisa da obra dos seguintes autores:
Michel Foucault; Nestor Garcia Canclini; Claude Levy- Strauss. Verificar e apresentar dúvidas ao professor.
Michel Foucault; Nestor Garcia Canclini; Claude Levy- Strauss. Verificar e apresentar dúvidas ao professor.
aula 3: Estruturalismo, segundo a wikipedia
O texto da Wiki sobre o assunto é bastante interessante. Vamos dar uma olhada:
'Estruturalismo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O estruturalismo é uma corrente de pensamento nas ciências humanas que se inspirou do modelo da linguística e que apreende a realidade social como um conjunto formal de relações.
O estruturalismo é uma abordagem que veio a se tornar um dos métodos mais extensamente utilizados para analisar a língua, a cultura, a filosofia da matemática e a sociedade na segunda metade do século XX. Entretanto, "estruturalismo" não se refere a uma "escola" claramente definida de autores, embora o trabalho de Ferdinand de Saussure seja geralmente considerado um ponto de partida. O estruturalismo é mais bem visto como uma abordagem geral com muitas variações diferentes. Como em qualquer movimento cultural, as influências e os desenvolvimentos são complexos.
De um modo geral, o estruturalismo procura explorar as inter-relações (as "estruturas") através das quais o significado é produzido dentro de uma cultura. Um uso secundário do estruturalismo tem sido visto recentemente na filosofia da matemática. De acordo com a teoria estrutural, os significados dentro de uma cultura são produzidos e reproduzidos através de várias práticas, fenômenos e atividades que servem como sistemas de significação. Um estruturalista estuda atividades tão diversas como rituais de preparação e do servir de alimentos, rituais religiosos, jogos, textos literários e não-literários e outras formas de entretenimento para descobrir as profundas estruturas pelas quais o significado é produzido e reproduzido em uma cultura. Por exemplo, um antigo e proeminente praticante do estruturalismo, o antropólogo e etnógrafo Claude Lévi-Strauss, analisou fenômenos culturais incluindo mitologia, relações de família e preparação de alimentos.
Lévi-Strauss explicou que os antônimos estão na base da estrutura sócio-cultural. Em seus primeiros trabalhos demonstrou que os grupos familiares tribais eram geralmente encontrados em pares, ou em grupos emparelhados nos quais ambos se opunham e se necessitavam ao mesmo tempo. Na Bacia Amazônica, por exemplo, duas grandes famílias construíam suas casas em dois semi-círculos frente-a-frente, formando um grande círculo. Também mostrou que os mapas cognitivos, as maneiras através das quais os povos categorizavam animais, árvores, e assim por diante, eram baseados em séries de antônimos. Mais tarde, em seu trabalho mais popular, "O Cru e o Cozido", descreveu contos populares amplamente dispersos da América do Sul tribal como inter-relacionados através de uma série de transformações - como um antônimo aqui transformava-se em outro antônimo ali. Por exemplo, como o título indica, Cru torna-se seu oposto, Cozido. Esses antônimos em particular (Cru/Cozido) são simbólicos da própria cultura humana que, por meio do pensamento e do trabalho, transforma matérias-primas em roupas, alimento, armas, arte, idéias. Cultura, explicou Lévi-Strauss, é um processo dialético: tese, antítese, síntese.
Ao fazer estudos em literatura, um crítico estruturalista examinará a relação subjacente dos elementos ('a estrutura') em, por exemplo, uma história, ao invés de focalizar em seu conteúdo. Um exemplo básico são as similaridades entre 'Amor Sublime Amor' e 'Romeu e Julieta' . Mesmo que as duas peças ocorram em épocas e lugares diferentes, um estruturalista argumentaria que são a mesma história devido à estrutura similar - em ambos os casos, uma garota e um garoto se apaixonam (ou, como podemos dizer, são +AMOR) apesar de pertencerem a dois grupos que se odeiam (-AMOR), um conflito que é resolvido por suas mortes. Considere agora a história de duas famílias amigas (+AMOR) que fazem um casamento arranjado entre seus filhos apesar deles se odiarem (-AMOR), e que os filhos resolvem este conflito cometendo suicídio para escapar da união. Um estruturalista argumentaria que esta segunda história é uma 'inversão' da primeira, porque o relacionamento entre os valores do amor e dos dois grupos envolvidos foi invertido. Adicionalmente, um estruturalista argumentaria que o 'significado' de uma história se encontra em descobrir esta estrutura ao invés de, por exemplo, descobrir a intenção do autor que a escreveu.'
'Estruturalismo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O estruturalismo é uma corrente de pensamento nas ciências humanas que se inspirou do modelo da linguística e que apreende a realidade social como um conjunto formal de relações.
O estruturalismo é uma abordagem que veio a se tornar um dos métodos mais extensamente utilizados para analisar a língua, a cultura, a filosofia da matemática e a sociedade na segunda metade do século XX. Entretanto, "estruturalismo" não se refere a uma "escola" claramente definida de autores, embora o trabalho de Ferdinand de Saussure seja geralmente considerado um ponto de partida. O estruturalismo é mais bem visto como uma abordagem geral com muitas variações diferentes. Como em qualquer movimento cultural, as influências e os desenvolvimentos são complexos.
De um modo geral, o estruturalismo procura explorar as inter-relações (as "estruturas") através das quais o significado é produzido dentro de uma cultura. Um uso secundário do estruturalismo tem sido visto recentemente na filosofia da matemática. De acordo com a teoria estrutural, os significados dentro de uma cultura são produzidos e reproduzidos através de várias práticas, fenômenos e atividades que servem como sistemas de significação. Um estruturalista estuda atividades tão diversas como rituais de preparação e do servir de alimentos, rituais religiosos, jogos, textos literários e não-literários e outras formas de entretenimento para descobrir as profundas estruturas pelas quais o significado é produzido e reproduzido em uma cultura. Por exemplo, um antigo e proeminente praticante do estruturalismo, o antropólogo e etnógrafo Claude Lévi-Strauss, analisou fenômenos culturais incluindo mitologia, relações de família e preparação de alimentos.
Lévi-Strauss explicou que os antônimos estão na base da estrutura sócio-cultural. Em seus primeiros trabalhos demonstrou que os grupos familiares tribais eram geralmente encontrados em pares, ou em grupos emparelhados nos quais ambos se opunham e se necessitavam ao mesmo tempo. Na Bacia Amazônica, por exemplo, duas grandes famílias construíam suas casas em dois semi-círculos frente-a-frente, formando um grande círculo. Também mostrou que os mapas cognitivos, as maneiras através das quais os povos categorizavam animais, árvores, e assim por diante, eram baseados em séries de antônimos. Mais tarde, em seu trabalho mais popular, "O Cru e o Cozido", descreveu contos populares amplamente dispersos da América do Sul tribal como inter-relacionados através de uma série de transformações - como um antônimo aqui transformava-se em outro antônimo ali. Por exemplo, como o título indica, Cru torna-se seu oposto, Cozido. Esses antônimos em particular (Cru/Cozido) são simbólicos da própria cultura humana que, por meio do pensamento e do trabalho, transforma matérias-primas em roupas, alimento, armas, arte, idéias. Cultura, explicou Lévi-Strauss, é um processo dialético: tese, antítese, síntese.
Ao fazer estudos em literatura, um crítico estruturalista examinará a relação subjacente dos elementos ('a estrutura') em, por exemplo, uma história, ao invés de focalizar em seu conteúdo. Um exemplo básico são as similaridades entre 'Amor Sublime Amor' e 'Romeu e Julieta' . Mesmo que as duas peças ocorram em épocas e lugares diferentes, um estruturalista argumentaria que são a mesma história devido à estrutura similar - em ambos os casos, uma garota e um garoto se apaixonam (ou, como podemos dizer, são +AMOR) apesar de pertencerem a dois grupos que se odeiam (-AMOR), um conflito que é resolvido por suas mortes. Considere agora a história de duas famílias amigas (+AMOR) que fazem um casamento arranjado entre seus filhos apesar deles se odiarem (-AMOR), e que os filhos resolvem este conflito cometendo suicídio para escapar da união. Um estruturalista argumentaria que esta segunda história é uma 'inversão' da primeira, porque o relacionamento entre os valores do amor e dos dois grupos envolvidos foi invertido. Adicionalmente, um estruturalista argumentaria que o 'significado' de uma história se encontra em descobrir esta estrutura ao invés de, por exemplo, descobrir a intenção do autor que a escreveu.'
Tarefas para o pessoal da sala de apoio
Basicamente são três tarefas passadas pera os meus alunos nestas duas primeiras aulas:
a- dissertação com o seguinte tema: O que é Funcionalismo;
Ainda estão faltando duas aulas. Quando postá-las irei fazê-lo junto com as tarefas!
a- dissertação com o seguinte tema: O que é Funcionalismo;
Ainda estão faltando duas aulas. Quando postá-las irei fazê-lo junto com as tarefas!
finalmente, as aulas!
AULA 1
Esta aula, chamada de ‘aula zero’ tratou de, pelo menos, três conceitos principais e alguns correlatos: CULTURA; ETNIA; RAÇA. Os correlatos: IDENTIDADE, IDEM, IPSE, ALTER
CULTURA: Existem vários entendimentos possíveis sobre este conceito. Uma das grandes coisas que devemos saber sobre este termo, é que ele não tem ainda uma definição precisa. Por este motivo afirmamos que existem entendimentos sobre o termo ‘cultura’.
A maior parte das coisas que se falam sobre cultura, relacionam a idéia de cultura a conhecimento, tradições e coisas antigas. O que não deixa de ser um fato constatável em nossa prática cotidiana. Por outro lado, esta compreensão não nos permite responder algumas perguntas, tais como: o que diferencia os grupos humanos? Existem manifestações culturais válidas ou não-válidas?
O conceito apresentado para nossos colegas foi o seguinte: cultura refere-se a de conhecimento humano, produzido e reproduzido mediante a utilização de símbolos. Note-se que estes mesmos símbolos não mudam, mas agregam novos significados em diferentes grupos humanos e em diferentes épocas. Esta conceituação tem seus limites, mas servirá para desenvolvermos nosso raciocínio.
A partir daí decorrem duas idéias. Primeiramente, cultura é um termo plural. É inadequado nos referimos a ela como cultura. São Culturas. Pensar, por exemplo, na cultura brasileira como única é assaz inapropriado. Pense. Um gaúcho tem as mesmas práticas que um marajoara? Claro que não.
Em segundo lugar, as culturas são dinâmicas. Pela capacidade de agregar múltiplos significados, o dinamismo é uma conseqüência lógica. Não faz sentido, afirmarmos categoricamente que esta ou aquela manifestação cultural é ‘autêntica’, legítima ou ‘original’. Ela é legitima dentro de seu significado aqui e agora.
O desdobramento feito em sala de aula concentrou-se no termo IDENTIDADE. Isto foi feito pensando que, as dada a definição inicial de cultura(s) pode-se afirmar que os grupos humanos se definem por suas práticas culturais específicas ( ETNIA ), em especial a linguagem. A definição e diferenciação dos grupos humanos conduz a uma discussão sobre o conceito de Identidade.
Assim como a Cultura, a identidade é um termo plural e dinâmico. Mas ela não se esgota em si mesma. A identidade é feita de pelo menos três partes: O IDEM, o ALTER, e o IPSE. Vamos comentá-los brevemente.
O IDEM, é o eu único. Quando pergunto lhe pergunto: ‘quem é você?’ você tende a apresentar a si mesmo. Parece confuso, mas o IDEM refere-se ao seu eu, único. Você e nada mais. Por outro lado, o seu idem toma como referencia os seus iguais, o IPSE. Por exemplo, sou Marcelo ( IDEM ) e sou homem ( IPSE ) .
Agora temos o ‘pulo do gato’. A identidade necessita do outro. Por que? Pense, se você é brasileiro, isso ocorre pois você se vê como tal ( IDEM) e se vê nos outros brasileiros ( IPSE). E se os argentinos não perceberem você como brasileiro? Como é que fica? Por este motivo o Outro é fundamental : eis aí a função do ALTER, traduzindo, o Outro.
Tal e qual a definição de cultura, esta compreensão da idéia de identidade traz consigo uma série de implicações. No estudo de outras culturas, o respeito ao outro é fundamental, pois no estranho, no diferente, temos uma parcela de nossa própria identidade. Daí passamos para os dois últimos pontos da aula 1.
ETNIA pode ser compreendida como uma forma de identificação de grupos humanos que toma como referência suas respectivas práticas culturais. Não se preocupa com aspectos fenotípicos ( aparência ) como a classificação criada no século XIX, de forte influência Evolucionista, RAÇA.
Este ultimo termo, RAÇA, também merece algumas considerações. A priori, o termo RAÇA não tem sustentação científica. Em outras palavras, RAÇA não existe. Utiliza-se este termo comumente, só que o próprio conceito de raça já foi derrubado na antropologia no século XX e com os recentes avanços no estudo dos gens constatou-se que, de fato, não existem diferenciações entre grupos humanos de natureza da sua cor de pele, mas sim diferenciações de cunho cultural, ou ÉTNICAS.
AULA 2
A ANTROPOLOGIA E AS ESCOLAS EVOLUCIONISTA E FUNCIONALISTA
Conhecemos como Antropologia, a área de conhecimento que estuda a diversidade cultural dos seres humanos, desenvolvida inicialmente no século XIX. Como toda ciência, a antropologia tem diversas escolas teóricas ( abordagens ou paradigmas)que a influenciam.
A primeira grande influencia no pensamento antropológico, foi o pensamento EVOLUCIONISTA, ou também chamado de DARWINISMO SOCIAL. Em linhas gerais, o Evolucionismo aplicado as ciências humanas entendias sociedades como um produto de um processo histórico que iria terminar na avançada sociedade industrializada e européia do século XIX.
Como se vê, esta abordagem era evidentemente ETNOCÊNTRICA e EUROCÊNTRICA: localizava a cultura européia como o centro do mundo e a considerava um padrão para avaliar as culturas externas do Velho Mundo.
Já no início do século XX uma nova tendência de estudo das culturas foi apresentada por novos antropólogos encabeçados pelos estudiosos Malinowski e Radcliffe-Brown: O FUNCIONALISMO.
Esta nova escola apresentou várias inovações na teoria e no método antropológico.
No aspecto teórico, a escola Funcionalista partia da suposição que as culturas são únicas, singulares. Devem, justamente por este motivo, serem estudadas em sua singularidade, e estas por sua vez, entendidas dentro de seus contextos particulares. Lá residiria o sentido de, por exemplo, do porque que os orientais usam como talheres dois pauzinhos e não garfos e facas; antes de ser um dado ‘estranho’, as características de cada cultura são elementos a serem devidamente estudados: cada traço cultural corresponde a uma FUNÇÃO específica em uma dada sociedade. Estas funções, por seu turno estão interligadas a outras funções e traços culturais de forma interdependente.
No aspecto metodológico, os funcionalistas introduziram a prática da OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE e a DESCRIÇÃO DENSA. O pesquisador funcionalista entendia que, para a total compreensão de um fenômeno qualquer,era necessário que ele mesmo participasse da cultura a pesquisada. Para tanto é fundamental que o mesmo pesquisador fale a língua do estudado e participe de sua vida e seus rituais cotidianos.
Esta aula, chamada de ‘aula zero’ tratou de, pelo menos, três conceitos principais e alguns correlatos: CULTURA; ETNIA; RAÇA. Os correlatos: IDENTIDADE, IDEM, IPSE, ALTER
CULTURA: Existem vários entendimentos possíveis sobre este conceito. Uma das grandes coisas que devemos saber sobre este termo, é que ele não tem ainda uma definição precisa. Por este motivo afirmamos que existem entendimentos sobre o termo ‘cultura’.
A maior parte das coisas que se falam sobre cultura, relacionam a idéia de cultura a conhecimento, tradições e coisas antigas. O que não deixa de ser um fato constatável em nossa prática cotidiana. Por outro lado, esta compreensão não nos permite responder algumas perguntas, tais como: o que diferencia os grupos humanos? Existem manifestações culturais válidas ou não-válidas?
O conceito apresentado para nossos colegas foi o seguinte: cultura refere-se a de conhecimento humano, produzido e reproduzido mediante a utilização de símbolos. Note-se que estes mesmos símbolos não mudam, mas agregam novos significados em diferentes grupos humanos e em diferentes épocas. Esta conceituação tem seus limites, mas servirá para desenvolvermos nosso raciocínio.
A partir daí decorrem duas idéias. Primeiramente, cultura é um termo plural. É inadequado nos referimos a ela como cultura. São Culturas. Pensar, por exemplo, na cultura brasileira como única é assaz inapropriado. Pense. Um gaúcho tem as mesmas práticas que um marajoara? Claro que não.
Em segundo lugar, as culturas são dinâmicas. Pela capacidade de agregar múltiplos significados, o dinamismo é uma conseqüência lógica. Não faz sentido, afirmarmos categoricamente que esta ou aquela manifestação cultural é ‘autêntica’, legítima ou ‘original’. Ela é legitima dentro de seu significado aqui e agora.
O desdobramento feito em sala de aula concentrou-se no termo IDENTIDADE. Isto foi feito pensando que, as dada a definição inicial de cultura(s) pode-se afirmar que os grupos humanos se definem por suas práticas culturais específicas ( ETNIA ), em especial a linguagem. A definição e diferenciação dos grupos humanos conduz a uma discussão sobre o conceito de Identidade.
Assim como a Cultura, a identidade é um termo plural e dinâmico. Mas ela não se esgota em si mesma. A identidade é feita de pelo menos três partes: O IDEM, o ALTER, e o IPSE. Vamos comentá-los brevemente.
O IDEM, é o eu único. Quando pergunto lhe pergunto: ‘quem é você?’ você tende a apresentar a si mesmo. Parece confuso, mas o IDEM refere-se ao seu eu, único. Você e nada mais. Por outro lado, o seu idem toma como referencia os seus iguais, o IPSE. Por exemplo, sou Marcelo ( IDEM ) e sou homem ( IPSE ) .
Agora temos o ‘pulo do gato’. A identidade necessita do outro. Por que? Pense, se você é brasileiro, isso ocorre pois você se vê como tal ( IDEM) e se vê nos outros brasileiros ( IPSE). E se os argentinos não perceberem você como brasileiro? Como é que fica? Por este motivo o Outro é fundamental : eis aí a função do ALTER, traduzindo, o Outro.
Tal e qual a definição de cultura, esta compreensão da idéia de identidade traz consigo uma série de implicações. No estudo de outras culturas, o respeito ao outro é fundamental, pois no estranho, no diferente, temos uma parcela de nossa própria identidade. Daí passamos para os dois últimos pontos da aula 1.
ETNIA pode ser compreendida como uma forma de identificação de grupos humanos que toma como referência suas respectivas práticas culturais. Não se preocupa com aspectos fenotípicos ( aparência ) como a classificação criada no século XIX, de forte influência Evolucionista, RAÇA.
Este ultimo termo, RAÇA, também merece algumas considerações. A priori, o termo RAÇA não tem sustentação científica. Em outras palavras, RAÇA não existe. Utiliza-se este termo comumente, só que o próprio conceito de raça já foi derrubado na antropologia no século XX e com os recentes avanços no estudo dos gens constatou-se que, de fato, não existem diferenciações entre grupos humanos de natureza da sua cor de pele, mas sim diferenciações de cunho cultural, ou ÉTNICAS.
AULA 2
A ANTROPOLOGIA E AS ESCOLAS EVOLUCIONISTA E FUNCIONALISTA
Conhecemos como Antropologia, a área de conhecimento que estuda a diversidade cultural dos seres humanos, desenvolvida inicialmente no século XIX. Como toda ciência, a antropologia tem diversas escolas teóricas ( abordagens ou paradigmas)que a influenciam.
A primeira grande influencia no pensamento antropológico, foi o pensamento EVOLUCIONISTA, ou também chamado de DARWINISMO SOCIAL. Em linhas gerais, o Evolucionismo aplicado as ciências humanas entendias sociedades como um produto de um processo histórico que iria terminar na avançada sociedade industrializada e européia do século XIX.
Como se vê, esta abordagem era evidentemente ETNOCÊNTRICA e EUROCÊNTRICA: localizava a cultura européia como o centro do mundo e a considerava um padrão para avaliar as culturas externas do Velho Mundo.
Já no início do século XX uma nova tendência de estudo das culturas foi apresentada por novos antropólogos encabeçados pelos estudiosos Malinowski e Radcliffe-Brown: O FUNCIONALISMO.
Esta nova escola apresentou várias inovações na teoria e no método antropológico.
No aspecto teórico, a escola Funcionalista partia da suposição que as culturas são únicas, singulares. Devem, justamente por este motivo, serem estudadas em sua singularidade, e estas por sua vez, entendidas dentro de seus contextos particulares. Lá residiria o sentido de, por exemplo, do porque que os orientais usam como talheres dois pauzinhos e não garfos e facas; antes de ser um dado ‘estranho’, as características de cada cultura são elementos a serem devidamente estudados: cada traço cultural corresponde a uma FUNÇÃO específica em uma dada sociedade. Estas funções, por seu turno estão interligadas a outras funções e traços culturais de forma interdependente.
No aspecto metodológico, os funcionalistas introduziram a prática da OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE e a DESCRIÇÃO DENSA. O pesquisador funcionalista entendia que, para a total compreensão de um fenômeno qualquer,era necessário que ele mesmo participasse da cultura a pesquisada. Para tanto é fundamental que o mesmo pesquisador fale a língua do estudado e participe de sua vida e seus rituais cotidianos.
Sexta e sétima semanas: Karl Marx e o Marxismo
Olás! O texto abaixo retirado da Wikipedia, comenta vários dos aspectos destacados em sala de aula, mas não todos. O grosso de nosso conteúdo concentra-se nas discussões de sala de aula, por este motivo, a sua participação é fundamental!
Não se esqueçam das tarefas! Elas valem nota e serão vistas na semana anterior as provas bimestrais.
E para os preguiçosos, link do manifesto comunista: http://www.dorl.pcp.pt/images/classicos/manifesto%20ed%20avante%2097.pdf
Na leitura deste documento, pulem os prefácios, vão direto para a página 14 onde está a introdução e o capítulo 1 - que tem umas dez ou doze páginas.
'O Marxismo é o conjunto de idéias filosóficas, econômicas, políticas e sociais elaboradas primariamente por Karl Marx e Friedrich Engels e desenvolvidas mais tarde por outros seguidores. Baseado na concepção materialista e dialética da História interpreta a vida social conforme a dinâmica da base produtiva das sociedades e das lutas de classes daí conseqüentes. O marxismo compreende o homem como um ser social histórico e que possui a capacidade de trabalhar e desenvolver a produtividade do trabalho, o que diferencia os homens dos outros animais e possibilita o progresso de sua emancipação da escassez da natureza, o que proporciona o desenvolvimento das potencialidades humanas. A luta comunista se resume à emancipação do proletariado por meio da liberação da classe operária, para que os trabalhadores da cidade e do campo, em aliança política, rompam na raiz a propriedade privada burguesa, transformando a base produtiva no sentido da socialização dos meios de produção, para a realização do trabalho livremente associado - o comunismo -, abolindo as classes sociais existentes e orientando a produção - sob controle social dos próprios produtores - de acordo com os interesses humanos-naturais.
Fruto de décadas de colaboração entre Karl Marx e Friedrich Engels, o marxismo influenciou os mais diversos setores da atividade humana ao longo do século XX, desde a política e a prática sindical até a análise e interpretação de fatos sociais, morais, artísticos, históricos e econômicos. O marxismo foi utilizado desvirtuadamente como base para as doutrinas oficiais utilizadas nos países socialistas, nas sociedades pós-revolucionárias.
No entanto, o marxismo ultrapassou as idéias dos seus precursores, tornando-se uma corrente político-teórica que abrange uma ampla gama de pensadores e militantes, nem sempre coincidentes e assumindo posições teóricas e políticas às vezes antagônicas, tornando-se necessário observar as diversas definições de marxismo e suas diversas tendências, especialmente a social-democracia, o bolchevismo, o esquerdismo e o comunismo de conselhos.
Marx criticou ferozmente o sistema filosófico idealista de Hegel. Enquanto que, para Hegel, da realidade se faz filosofia, para Marx a filosofia precisa incidir sobre a realidade. O núcleo do pensamento de Marx é sua interpretação do homem, que começa com a necessidade de sobrevivência humana. A história se inicia com o próprio homem que, na busca da satisfação de necessidades, trabalha sobre a natureza. À medida que realiza este trabalho, o homem se descobre como ser produtivo e passa a ter consciência de si e do mundo através do desenvolvimento da aprimoramento da produtividade do trabalho, da ciência sobre a realidade. Percebe-se então que "a história é o processo de criação do homem pelo trabalho humano".
A mais-valia
Ver artigo principal: Mais-valia
O que faz o valor de uma mercadoria? Aqui esta uma pergunta que instigou os economistas da Escola Clássica e que levou Marx a desenvolver o conceito da "mais-valia", que é descrita por Paul Singer no excerto abaixo:
Cquote1.svg Marx repensa o problema nos seguintes termos: cada capitalista divide seu capital em duas partes, uma para adquirir insumos (máquinas, matérias-primas) e outra para comprar força de trabalho; a primeira, chamada capital constante, somente transfere o seu valor ao produto final; a segunda, chamada capital variável, ao utilizar o trabalho dos assalariados, adiciona um valor novo ao produto final. É este valor adicionado, que é maior que o capital variável (daí o nome "variável": ele se expande no processo de produção), que é repartido entre capitalista e trabalhador. O capitalista entrega ao trabalhador uma parte do valor que este último produziu, sob forma de salário, e se apropria do restante sob a forma de mais-valia Cquote2.svg
— '
Na verdade, o trabalhador produz mais do que foi calculado, ou seja, a força de trabalho cria um valor superior ao estipulado inicialmente. Esse trabalho excedente não é pago ao trabalhador e serve para aumentar cada vez mais o capital. Insere-se neste ponto a questão da alienação - o produtor não se reconhece no que produz; o produto surge como um poder separado do produtor. O produto surge então como algo separado, como uma realidade soberana – o fetichismo da mercadoria. Mas o que faz com que o homem não perceba? A resposta, de acordo com Marx, está na ideologia dominante, que procura sempre retardar e disfarçar as contradições politicamente. Portanto, a luta de classes só pode ter como objetivo a supressão dessa extorsão e a instituição de uma sociedade na qual os produtores seriam senhores de sua produção.
Fica esclarecido, entretanto, que o que vai nos parágrafos antecedentes é a afirmação marxista sobre mais-valia. Há outros entendimentos sobre o valor das mercadorias, o trabalho, os investimentos e os riscos envolvidos em sua produção que divergem diametralmente deste entendimento e afirmam a inexistência da mais-valia tal como descrita no marxismo.
[editar] A concepção materialista da História - Materialismo histórico
Ver artigo principal: Materialismo Histórico
O primeiro fruto da associação de Marx e Engels foi o texto A Sagrada Família, e logo depois a Ideologia Alemã, sendo neste segundo texto que aparece a primeira formulação geral das bases da concepção materialista da História. O próprio Marx afirma que foi a análise da filosofia do Estado de Hegel que o levou a tirar a conclusão de que "as relações legais, tal como as formas de Estado, têm de ser estudadas não por si próprias, ou em função de uma suposta evolução geral do espírito humano, mas antes como radicando em determinadas condições materiais da vida".
A concepção materialista da História, exposta em A Ideologia Alemã difere-se do Materialismo de Feuerbach. Para Marx, a história é um processo de criação, satisfação, e recriação contínuas das necessidades humanas; é isso o que distingue o homem dos animais, cujas necessidades são fixas e imutáveis. Quando pretendemos estudar a evolução da sociedade humana, temos de partir do exame empírico dos processos reais, concretos, da vida social da existência humana. Os seres humanos não devem ser considerados num isolamento, mas num processo de evolução real, a que estão submetidos em determinadas condições materiais e históricas (desenvolvimento das relações sociais). Desde o momento em que este processo passa a ser descrito, a história deixa de ser uma coleção de fatos mortos ou uma atividade inventada de sujeitos inventados. Quando se descreve uma realidade, a filosofia como ramo alienado e independente do conhecimento prático deixa de existir.
Separadas da história, essas abstrações não têm qualquer sentido real. Servem apenas para facilitar o ordenamento histórico, não fornecendo, porém, um esquema de interpretação das épocas da história. Cada um dos vários tipos de sociedade identificados por Marx caracteriza-se por uma dinâmica interna de evolução própria. Mas essas características só podem ser identificadas e definidas mediante uma análise Ex post facto. Atribuir finalidade à história não passa de uma distorção teleológica, que transforma a história recente na finalidade da historia mais antiga. A tipologia da sociedade estabelecida por Marx baseia-se no reconhecimento de uma diferenciação progressiva da divisão do trabalho.
Em outras palavras, o que Marx explicitou foi que, embora possamos tentar compreender e definir o ser humano pela consciência, pela linguagem e pela religião, o que realmente o caracteriza é a forma pela qual produz e reproduz suas condições de existência. Fundamental, portanto, é análise das condições materiais da existência societária.
[editar] A concepção materialista da realidade - Materialismo dialético
Ver artigo principal: Materialismo dialético
A realidade não é estática, ela é dinâmica, está sempre em transformações, tanto qualitativas quanto quantitativas. No contexto dialético, também o espírito não é conseqüência passiva e/ou mecânica da ação da matéria, podendo reagir sobre aquilo que o determina. Isso significa que a consciência, mesmo sendo determinada pela matéria e estando historicamente determinada, não é pura passividade: o conhecimento do determinismo liberta o homem por meio da ação deste sobre o mundo, possibilitando inclusive a ação revolucionária. Assim, Marx se denominava um materialista, não idealista. O Materialismo Histórico e o Materialismo Dialético podem, grosso modo, serem tomados por termos intercambiáveis, sendo o primeiro mais adequado ao se tratar de "coisas humanas" e o segundo adequado para aspectos do real. Engels acabou desenvolvendo mais do que Marx acerca do Materialismo Dialético.
Ainda que a afirmação de Marx de que suas idéias eram científicas tenha sido refutada veementemente, principalmente após a publicação, em 1934, de A Lógica da Pesquisa Científica, de Karl Popper (1902-1994) e derrocada dos países denominados socialistas, a cientificidade dos estudos das ciências humanas, tal como a História, não devem e não podem ser automaticamente desconsiderada. O "erro" de Marx, talvez, possa ter sido o de superestimar a previsibilidade das sociedades humanas. Sem dúvida, nenhum dos países que se autoproclamavam marxistas trilhou os rumos profetizados por Marx, pois como este bem se preocupou e demonstrou, não existe nem a remota possibilidade da construção do socialismo em uma única nação, apenas internacionalmente. Contudo, juntos eles representavam quase um terço de toda a população mundial, o que talvez coloque Karl Marx como o pensador não-religioso de maior influência na história. Ainda que pouco previsíveis, as sociedades humanas certamente devem render muitas graças a este homem nascido em Trier, pelos grandes avanços teórico-metodológicos prestados ao campo das ciências humanas, por sua militância pela emancipação da humanidade, pelo desenvolvimento da concepção materialista dialética e Histórica, dentre várias outras contribuições, feitas durante o século XIX.'
Não se esqueçam das tarefas! Elas valem nota e serão vistas na semana anterior as provas bimestrais.
E para os preguiçosos, link do manifesto comunista: http://www.dorl.pcp.pt/images/classicos/manifesto%20ed%20avante%2097.pdf
Na leitura deste documento, pulem os prefácios, vão direto para a página 14 onde está a introdução e o capítulo 1 - que tem umas dez ou doze páginas.
'O Marxismo é o conjunto de idéias filosóficas, econômicas, políticas e sociais elaboradas primariamente por Karl Marx e Friedrich Engels e desenvolvidas mais tarde por outros seguidores. Baseado na concepção materialista e dialética da História interpreta a vida social conforme a dinâmica da base produtiva das sociedades e das lutas de classes daí conseqüentes. O marxismo compreende o homem como um ser social histórico e que possui a capacidade de trabalhar e desenvolver a produtividade do trabalho, o que diferencia os homens dos outros animais e possibilita o progresso de sua emancipação da escassez da natureza, o que proporciona o desenvolvimento das potencialidades humanas. A luta comunista se resume à emancipação do proletariado por meio da liberação da classe operária, para que os trabalhadores da cidade e do campo, em aliança política, rompam na raiz a propriedade privada burguesa, transformando a base produtiva no sentido da socialização dos meios de produção, para a realização do trabalho livremente associado - o comunismo -, abolindo as classes sociais existentes e orientando a produção - sob controle social dos próprios produtores - de acordo com os interesses humanos-naturais.
Fruto de décadas de colaboração entre Karl Marx e Friedrich Engels, o marxismo influenciou os mais diversos setores da atividade humana ao longo do século XX, desde a política e a prática sindical até a análise e interpretação de fatos sociais, morais, artísticos, históricos e econômicos. O marxismo foi utilizado desvirtuadamente como base para as doutrinas oficiais utilizadas nos países socialistas, nas sociedades pós-revolucionárias.
No entanto, o marxismo ultrapassou as idéias dos seus precursores, tornando-se uma corrente político-teórica que abrange uma ampla gama de pensadores e militantes, nem sempre coincidentes e assumindo posições teóricas e políticas às vezes antagônicas, tornando-se necessário observar as diversas definições de marxismo e suas diversas tendências, especialmente a social-democracia, o bolchevismo, o esquerdismo e o comunismo de conselhos.
Marx criticou ferozmente o sistema filosófico idealista de Hegel. Enquanto que, para Hegel, da realidade se faz filosofia, para Marx a filosofia precisa incidir sobre a realidade. O núcleo do pensamento de Marx é sua interpretação do homem, que começa com a necessidade de sobrevivência humana. A história se inicia com o próprio homem que, na busca da satisfação de necessidades, trabalha sobre a natureza. À medida que realiza este trabalho, o homem se descobre como ser produtivo e passa a ter consciência de si e do mundo através do desenvolvimento da aprimoramento da produtividade do trabalho, da ciência sobre a realidade. Percebe-se então que "a história é o processo de criação do homem pelo trabalho humano".
A mais-valia
Ver artigo principal: Mais-valia
O que faz o valor de uma mercadoria? Aqui esta uma pergunta que instigou os economistas da Escola Clássica e que levou Marx a desenvolver o conceito da "mais-valia", que é descrita por Paul Singer no excerto abaixo:
Cquote1.svg Marx repensa o problema nos seguintes termos: cada capitalista divide seu capital em duas partes, uma para adquirir insumos (máquinas, matérias-primas) e outra para comprar força de trabalho; a primeira, chamada capital constante, somente transfere o seu valor ao produto final; a segunda, chamada capital variável, ao utilizar o trabalho dos assalariados, adiciona um valor novo ao produto final. É este valor adicionado, que é maior que o capital variável (daí o nome "variável": ele se expande no processo de produção), que é repartido entre capitalista e trabalhador. O capitalista entrega ao trabalhador uma parte do valor que este último produziu, sob forma de salário, e se apropria do restante sob a forma de mais-valia Cquote2.svg
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Na verdade, o trabalhador produz mais do que foi calculado, ou seja, a força de trabalho cria um valor superior ao estipulado inicialmente. Esse trabalho excedente não é pago ao trabalhador e serve para aumentar cada vez mais o capital. Insere-se neste ponto a questão da alienação - o produtor não se reconhece no que produz; o produto surge como um poder separado do produtor. O produto surge então como algo separado, como uma realidade soberana – o fetichismo da mercadoria. Mas o que faz com que o homem não perceba? A resposta, de acordo com Marx, está na ideologia dominante, que procura sempre retardar e disfarçar as contradições politicamente. Portanto, a luta de classes só pode ter como objetivo a supressão dessa extorsão e a instituição de uma sociedade na qual os produtores seriam senhores de sua produção.
Fica esclarecido, entretanto, que o que vai nos parágrafos antecedentes é a afirmação marxista sobre mais-valia. Há outros entendimentos sobre o valor das mercadorias, o trabalho, os investimentos e os riscos envolvidos em sua produção que divergem diametralmente deste entendimento e afirmam a inexistência da mais-valia tal como descrita no marxismo.
[editar] A concepção materialista da História - Materialismo histórico
Ver artigo principal: Materialismo Histórico
O primeiro fruto da associação de Marx e Engels foi o texto A Sagrada Família, e logo depois a Ideologia Alemã, sendo neste segundo texto que aparece a primeira formulação geral das bases da concepção materialista da História. O próprio Marx afirma que foi a análise da filosofia do Estado de Hegel que o levou a tirar a conclusão de que "as relações legais, tal como as formas de Estado, têm de ser estudadas não por si próprias, ou em função de uma suposta evolução geral do espírito humano, mas antes como radicando em determinadas condições materiais da vida".
A concepção materialista da História, exposta em A Ideologia Alemã difere-se do Materialismo de Feuerbach. Para Marx, a história é um processo de criação, satisfação, e recriação contínuas das necessidades humanas; é isso o que distingue o homem dos animais, cujas necessidades são fixas e imutáveis. Quando pretendemos estudar a evolução da sociedade humana, temos de partir do exame empírico dos processos reais, concretos, da vida social da existência humana. Os seres humanos não devem ser considerados num isolamento, mas num processo de evolução real, a que estão submetidos em determinadas condições materiais e históricas (desenvolvimento das relações sociais). Desde o momento em que este processo passa a ser descrito, a história deixa de ser uma coleção de fatos mortos ou uma atividade inventada de sujeitos inventados. Quando se descreve uma realidade, a filosofia como ramo alienado e independente do conhecimento prático deixa de existir.
Separadas da história, essas abstrações não têm qualquer sentido real. Servem apenas para facilitar o ordenamento histórico, não fornecendo, porém, um esquema de interpretação das épocas da história. Cada um dos vários tipos de sociedade identificados por Marx caracteriza-se por uma dinâmica interna de evolução própria. Mas essas características só podem ser identificadas e definidas mediante uma análise Ex post facto. Atribuir finalidade à história não passa de uma distorção teleológica, que transforma a história recente na finalidade da historia mais antiga. A tipologia da sociedade estabelecida por Marx baseia-se no reconhecimento de uma diferenciação progressiva da divisão do trabalho.
Em outras palavras, o que Marx explicitou foi que, embora possamos tentar compreender e definir o ser humano pela consciência, pela linguagem e pela religião, o que realmente o caracteriza é a forma pela qual produz e reproduz suas condições de existência. Fundamental, portanto, é análise das condições materiais da existência societária.
[editar] A concepção materialista da realidade - Materialismo dialético
Ver artigo principal: Materialismo dialético
A realidade não é estática, ela é dinâmica, está sempre em transformações, tanto qualitativas quanto quantitativas. No contexto dialético, também o espírito não é conseqüência passiva e/ou mecânica da ação da matéria, podendo reagir sobre aquilo que o determina. Isso significa que a consciência, mesmo sendo determinada pela matéria e estando historicamente determinada, não é pura passividade: o conhecimento do determinismo liberta o homem por meio da ação deste sobre o mundo, possibilitando inclusive a ação revolucionária. Assim, Marx se denominava um materialista, não idealista. O Materialismo Histórico e o Materialismo Dialético podem, grosso modo, serem tomados por termos intercambiáveis, sendo o primeiro mais adequado ao se tratar de "coisas humanas" e o segundo adequado para aspectos do real. Engels acabou desenvolvendo mais do que Marx acerca do Materialismo Dialético.
Ainda que a afirmação de Marx de que suas idéias eram científicas tenha sido refutada veementemente, principalmente após a publicação, em 1934, de A Lógica da Pesquisa Científica, de Karl Popper (1902-1994) e derrocada dos países denominados socialistas, a cientificidade dos estudos das ciências humanas, tal como a História, não devem e não podem ser automaticamente desconsiderada. O "erro" de Marx, talvez, possa ter sido o de superestimar a previsibilidade das sociedades humanas. Sem dúvida, nenhum dos países que se autoproclamavam marxistas trilhou os rumos profetizados por Marx, pois como este bem se preocupou e demonstrou, não existe nem a remota possibilidade da construção do socialismo em uma única nação, apenas internacionalmente. Contudo, juntos eles representavam quase um terço de toda a população mundial, o que talvez coloque Karl Marx como o pensador não-religioso de maior influência na história. Ainda que pouco previsíveis, as sociedades humanas certamente devem render muitas graças a este homem nascido em Trier, pelos grandes avanços teórico-metodológicos prestados ao campo das ciências humanas, por sua militância pela emancipação da humanidade, pelo desenvolvimento da concepção materialista dialética e Histórica, dentre várias outras contribuições, feitas durante o século XIX.'
Quinta semana: Émile Durkheim
Émile Durkheim (Épinal, 15 de abril de 1858 — Paris, 15 de novembro de 1917) é considerado um dos pais da sociologia moderna. Durkheim foi o fundador da escola francesa de sociologia, posterior a Marx, que combinava a pesquisa empírica com a teoria sociológica. É reconhecido amplamente como um dos melhores teóricos do conceito da coesão social.
Durkheim formou-se em Filosofia, porém sua obra inteira é dedicada à Sociologia. Seu principal trabalho é na reflexão e no reconhecimento da existência de uma "Consciência Coletiva". Ele parte do princípio que o homem seria apenas um animal selvagem que só se tornou Humano porque se tornou sociável, ou seja, foi capaz de aprender hábitos e costumes característicos de seu grupo social para poder conviver no meio deste.
A este processo de aprendizagem, Durkheim chamou de "Socialização", a consciência coletiva seria então formada durante a nossa socialização e seria composta por tudo aquilo que habita nossas mentes e que serve para nos orientar como devemos ser, sentir e nos comportar. E esse "tudo" ele chamou de "Fatos Sociais", e disse que esses eram os verdadeiros objetos de estudo da Sociologia.
Nem tudo que uma pessoa faz é um fato social, para ser um fato social tem de atender a três características: generalidade, exterioridade e coercitividade. Isto é, o que as pessoas sentem, pensam ou fazem independente de suas vontades individuais, é um comportamento estabelecido pela sociedade. Não é algo que seja imposto especificamente a alguém, é algo que já estava lá antes e que continua depois e que não dá margem a escolhas.
O mérito de Durkheim aumenta ainda mais quando publica seu livro "As regras do método sociológico", onde define uma metodologia de estudo, que embora sendo em boa parte extraída das ciências naturais, dá seriedade à nova ciência. Era necessário revelar as leis que regem o comportamento social, ou seja, o que comanda os fatos sociais.
Em seus estudos, os quais serviram de pontos expiatórios para os inícios de debates contra Gabriel Tarde (o que perdurou praticamente até o fim de sua carreira), ele concluiu que os fatos sociais atingem toda a sociedade, o que só é possível se admitirmos que a sociedade é um todo integrado. Se tudo na sociedade está interligado, qualquer alteração afeta toda a sociedade, o que quer dizer que se algo não vai bem em algum setor da sociedade, toda ela sentirá o efeito. Partindo deste raciocínio ele desenvolve dois dos seus principais conceitos: Instituição social e Anomia.
A instituição social é um mecanismo de proteção da sociedade, é o conjunto de regras e procedimentos padronizados socialmente, reconhecidos, aceitos e sancionados pela sociedade, cuja importância estratégica é manter a organização do grupo e satisfazer as necessidades dos indivíduos que dele participam. As instituições são, portanto, conservadoras por essência, quer seja família, escola, governo, polícia ou qualquer outra, elas agem fazendo força contra as mudanças, pela manutenção da ordem.
Durkheim deixa bem claro em sua obra o quanto acredita que essas instituições são valorosas e parte em sua defesa, o que o deixou com uma certa reputação de conservador, que durante muitos anos causou antipatia a sua obra. Mas Durkheim não pode ser meramente tachado de conservador, sua defesa das instituições se baseia num ponto fundamental, o ser humano necessita se sentir seguro, protegido e respaldado. Uma sociedade sem regras claras (num conceito do próprio Durkheim, "em estado de anomia"), sem valores, sem limites leva o ser humano ao desespero. Preocupado com esse desespero, Durkheim se dedicou ao estudo da criminalidade, do suicídio e da religião. O homem que inovou construindo uma nova ciência inovava novamente se preocupando com fatores psicológicos, antes da existência da Psicologia. Seus estudos foram fundamentais para o desenvolvimento da obra de outro grande homem: Freud.
Basta uma rápida observação do contexto histórico do século XIX, para se perceber que as instituições sociais se encontravam enfraquecidas, havia muito questionamento, valores tradicionais eram rompidos e novos surgiam, muita gente vivendo em condições miseráveis, desempregados, doentes e marginalizados. Ora, numa sociedade integrada essa gente não podia ser ignorada, de uma forma ou de outra, toda a sociedade estava ou iria sofrer as conseqüências. Aos problemas que ele observou, ele considerou como patologia social, e chamou aquela sociedade doente de "Anomana". A anomia era a grande inimiga da sociedade, algo que devia ser vencido, e a sociologia era o meio para isso. O papel do sociólogo seria, portanto, estudar, entender e ajudar a sociedade.
Na tentativa de "curar" a sociedade da anomia, Durkheim escreve "Da divisão do trabalho social", onde ele descreve a necessidade de se estabelecer uma solidariedade orgânica entre os membros da sociedade. A solução estaria em, seguindo o exemplo de um organismo biológico, onde cada órgão tem uma função e depende dos outros para sobreviver, se cada membro da sociedade exercer uma função na divisão do trabalho, ele será obrigado através de um sistema de direitos e deveres, e também sentirá a necessidade de se manter coeso e solidário aos outros. O importante para ele é que o indivíduo realmente se sinta parte de um todo, que realmente precise da sociedade de forma orgânica, interiorizada e não meramente mecânica.
Fonte: http:///pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89mile_Durkheim
acessado em /8/3/010 as 11:45hs
Durkheim formou-se em Filosofia, porém sua obra inteira é dedicada à Sociologia. Seu principal trabalho é na reflexão e no reconhecimento da existência de uma "Consciência Coletiva". Ele parte do princípio que o homem seria apenas um animal selvagem que só se tornou Humano porque se tornou sociável, ou seja, foi capaz de aprender hábitos e costumes característicos de seu grupo social para poder conviver no meio deste.
A este processo de aprendizagem, Durkheim chamou de "Socialização", a consciência coletiva seria então formada durante a nossa socialização e seria composta por tudo aquilo que habita nossas mentes e que serve para nos orientar como devemos ser, sentir e nos comportar. E esse "tudo" ele chamou de "Fatos Sociais", e disse que esses eram os verdadeiros objetos de estudo da Sociologia.
Nem tudo que uma pessoa faz é um fato social, para ser um fato social tem de atender a três características: generalidade, exterioridade e coercitividade. Isto é, o que as pessoas sentem, pensam ou fazem independente de suas vontades individuais, é um comportamento estabelecido pela sociedade. Não é algo que seja imposto especificamente a alguém, é algo que já estava lá antes e que continua depois e que não dá margem a escolhas.
O mérito de Durkheim aumenta ainda mais quando publica seu livro "As regras do método sociológico", onde define uma metodologia de estudo, que embora sendo em boa parte extraída das ciências naturais, dá seriedade à nova ciência. Era necessário revelar as leis que regem o comportamento social, ou seja, o que comanda os fatos sociais.
Em seus estudos, os quais serviram de pontos expiatórios para os inícios de debates contra Gabriel Tarde (o que perdurou praticamente até o fim de sua carreira), ele concluiu que os fatos sociais atingem toda a sociedade, o que só é possível se admitirmos que a sociedade é um todo integrado. Se tudo na sociedade está interligado, qualquer alteração afeta toda a sociedade, o que quer dizer que se algo não vai bem em algum setor da sociedade, toda ela sentirá o efeito. Partindo deste raciocínio ele desenvolve dois dos seus principais conceitos: Instituição social e Anomia.
A instituição social é um mecanismo de proteção da sociedade, é o conjunto de regras e procedimentos padronizados socialmente, reconhecidos, aceitos e sancionados pela sociedade, cuja importância estratégica é manter a organização do grupo e satisfazer as necessidades dos indivíduos que dele participam. As instituições são, portanto, conservadoras por essência, quer seja família, escola, governo, polícia ou qualquer outra, elas agem fazendo força contra as mudanças, pela manutenção da ordem.
Durkheim deixa bem claro em sua obra o quanto acredita que essas instituições são valorosas e parte em sua defesa, o que o deixou com uma certa reputação de conservador, que durante muitos anos causou antipatia a sua obra. Mas Durkheim não pode ser meramente tachado de conservador, sua defesa das instituições se baseia num ponto fundamental, o ser humano necessita se sentir seguro, protegido e respaldado. Uma sociedade sem regras claras (num conceito do próprio Durkheim, "em estado de anomia"), sem valores, sem limites leva o ser humano ao desespero. Preocupado com esse desespero, Durkheim se dedicou ao estudo da criminalidade, do suicídio e da religião. O homem que inovou construindo uma nova ciência inovava novamente se preocupando com fatores psicológicos, antes da existência da Psicologia. Seus estudos foram fundamentais para o desenvolvimento da obra de outro grande homem: Freud.
Basta uma rápida observação do contexto histórico do século XIX, para se perceber que as instituições sociais se encontravam enfraquecidas, havia muito questionamento, valores tradicionais eram rompidos e novos surgiam, muita gente vivendo em condições miseráveis, desempregados, doentes e marginalizados. Ora, numa sociedade integrada essa gente não podia ser ignorada, de uma forma ou de outra, toda a sociedade estava ou iria sofrer as conseqüências. Aos problemas que ele observou, ele considerou como patologia social, e chamou aquela sociedade doente de "Anomana". A anomia era a grande inimiga da sociedade, algo que devia ser vencido, e a sociologia era o meio para isso. O papel do sociólogo seria, portanto, estudar, entender e ajudar a sociedade.
Na tentativa de "curar" a sociedade da anomia, Durkheim escreve "Da divisão do trabalho social", onde ele descreve a necessidade de se estabelecer uma solidariedade orgânica entre os membros da sociedade. A solução estaria em, seguindo o exemplo de um organismo biológico, onde cada órgão tem uma função e depende dos outros para sobreviver, se cada membro da sociedade exercer uma função na divisão do trabalho, ele será obrigado através de um sistema de direitos e deveres, e também sentirá a necessidade de se manter coeso e solidário aos outros. O importante para ele é que o indivíduo realmente se sinta parte de um todo, que realmente precise da sociedade de forma orgânica, interiorizada e não meramente mecânica.
Fonte: http:///pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89mile_Durkheim
acessado em /8/3/010 as 11:45hs
Quarta semana: Auguste Comte e a Teoria sociológica Clássica
Teoria sociológica clássica: Auguste Comte.
Estes serão os tópicos apresentados nesta semana:
1 – comte e o Positivismo.
- Positivismo: seus objetos de estudo, conceitos e métodos.
- Comte, distinção da sociologia em relação às outras ciências : chamada por Comte de Física Social, em comparaçã as ciências da natureza.
- Positivo: Seguro, científico.--> derivação do Cientificismo: a crença no poder dominante da ciência, típico do século XIX.
- Positivismo: 1 – sistematização de todos os aspectos da natureza na forma de Leis científicas. 2 – Pretensão: substituir as outras formas de explicação dos fenômenos, tais como a Religião e o Senso Comum. 3 – a já citada aproximação com as Ciências Naturais.
- O Método Positivo: O mesmo método das ciências naturais: observação, tese, experimentação, teorias e Leis.
- O Método Positivo II: Nele, a sociedade é concebida com um organismo vivo tal e qual na Biologia. Por este motivo, o Positivismo também é conhecido com ORGANICISMO.
- Avanços do Positivismo: A partir desta filosofia, a sociedade pode ser entendida sob a perspectiva científica, desprezando os achismos.
Críticas ao Positivismo: Preconcietos e limites conceituais -> O Positivismo foi o porta-voz da superioridade européia em relação ao restante do mundo no século XIX. Isto, todavia, não diminui a sua importância e influência.
Comte e suas grande Lei: A Lei dos Três Estados: - Metafísico; Teológico e Positivo
Estes serão os tópicos apresentados nesta semana:
1 – comte e o Positivismo.
- Positivismo: seus objetos de estudo, conceitos e métodos.
- Comte, distinção da sociologia em relação às outras ciências : chamada por Comte de Física Social, em comparaçã as ciências da natureza.
- Positivo: Seguro, científico.--> derivação do Cientificismo: a crença no poder dominante da ciência, típico do século XIX.
- Positivismo: 1 – sistematização de todos os aspectos da natureza na forma de Leis científicas. 2 – Pretensão: substituir as outras formas de explicação dos fenômenos, tais como a Religião e o Senso Comum. 3 – a já citada aproximação com as Ciências Naturais.
- O Método Positivo: O mesmo método das ciências naturais: observação, tese, experimentação, teorias e Leis.
- O Método Positivo II: Nele, a sociedade é concebida com um organismo vivo tal e qual na Biologia. Por este motivo, o Positivismo também é conhecido com ORGANICISMO.
- Avanços do Positivismo: A partir desta filosofia, a sociedade pode ser entendida sob a perspectiva científica, desprezando os achismos.
Críticas ao Positivismo: Preconcietos e limites conceituais -> O Positivismo foi o porta-voz da superioridade européia em relação ao restante do mundo no século XIX. Isto, todavia, não diminui a sua importância e influência.
Comte e suas grande Lei: A Lei dos Três Estados: - Metafísico; Teológico e Positivo
Terceira semana: Como fazer trabalhos escolares: Auguste Comte, o primeiro grande teórico da sociologia
Nesta semana, iremos continuar falando de trabalhos escolares - vide aula 2 - para as turmas que ainda não tive oportunidade de dar aula: Refiro-me aos alunos de sociolgia da segunda, terça e quarta ( que não teve aula na semana passada ) .
Mas, quem é mais atento, já deve ter percerbido que as aulas 2 e 3 acabam se completando. Então nesta semana já vamos iniciar o conteúdo em algumas turmas, ok?
-----------------------------------------------------------------------------------
Neste bimestre, nosso foco são os primeiros pensadores da sociologia. Não adianta já estudarmos ‘direto’ os fenômenos sociais cotidianos do século XXI; precisamos entender que a sociologia não apareceu de uma hora para outra, com seus conceitos prontos e bem-definidos. Por este motivo, estudaremos primeiro os chamados 'clássicos' da Sociologia ou, em outras palavras, os primeiros pensadores daquela ciência humana.
Os pensadores da Sociologia Clássica tem alguns pontos em comum ( São eles: Comte, Durkheim, Marx e Weber) . É legal que você os compreenda estes mesmos pontos para poder identificá-los facilmente em provas e avaliações. Primeiramente, todos eram europeus; e todos são nascidos no século XIX. Digo ‘nascidos’, pois um deles, o alemão Max Weber, veio a falecer no século XX. E, por conseqüência, as suas preocupações metodológicas estão restritas à sua época. Devemos lembrar que a Europa daquele momento histórico estava sentindo as repercussões das Revoluções Industrial e Francesa. A primeira, de cunho econômico. A segunda, fora diretamente influenciada pelo pensamento Racionalista e Iluminista do século XVIII.
Estes dois eventos citados mudaram, e muito, o mundo Ocidental conhecido até então.
As conseqüências sociais destas Revoluções foram devastadoras. Algumas espécies de problemas sociais, inéditos até aquele momento, passaram a existir, tais como superlotação das cidades, esvaziamento do campo, necessidades de saneamento básico para as novas cidades industriais, novas classes sociais urbanas.
Segue abaixo, um pequeno texto sobre a teoria sociológica clássica do primeiro grande teórico da Sociologia, Auguste Comte (http://pt.wikipedia.org/wiki/Auguste_comte). Cabe lembrar que o livro da Cristina Costa, não dedica um capítulo a obra deste autor. Por este motivo, irei postar um texto tão longo.
Nascido em Montpellier, no Sul da França, Augusto Comte desde cedo revelou uma grande capacidade intelectual e uma prodigiosa memória. Seu interesse pelas ciências naturais era conjugado pelas questões históricas e sociais e, com 16 anos, em 1814, ingressou na Escola Politécnica de Paris. No período de 1817-1824 foi secretário do conde Henri de Saint-Simon (1760-1825), expoente do socialismo utópico; todavia, como Saint-Simon apropriava-se dos escritos de seus discípulos para si e como dava ênfase apenas à economia na interpretação dos problemas sociais, Comte rompeu com ele, passando a desenvolver autonomamente suas reflexões. São dessa época algumas fórmulas fundamentais: "Tudo é relativo, eis o único princípio absoluto" (1819) e "Todas as concepções humanas passam por três estádios sucessivos - teológico, metafísico e positivo -, com uma velocidade proporcional à velocidade dos fenômenos correspondentes" (1822) (a famosa "lei dos três estados").
Comte trabalhava intensamente na criação de uma filosofia positiva quando, em virtude de problemas conjugais, sofreu um colapso nervoso, em 1826. Recuperado, mergulhou na redação do Curso de filosofia positiva (posteriormente, em 1848, renomeado para Sistema de filosofia positiva), que lhe tomou doze anos. (...).
Entre 1851 e 1854 Comte redigiu o Sistema de política positiva, em que extraiu algumas das principais conseqüências de sua concepção de mundo não-teológica e não-metafisica, propondo uma interpretação pura e plenamente humana para a sociedade e sugerindo soluções para os problemas sociais; no volume final dessa obra, apresentou as instituições principais de sua Religião da Humanidade. Em 1856, publicou o livro Síntese subjetiva, primeiro e único volume de uma série de quatro dedicados a tratar de questões específicas das sociedades humanas: lógica, indústria, pedagogia, psicologia, mas faleceu, possivelmente de câncer, em 5 de setembro de 1857, em Paris. Sua última casa, na rua Monsieur-le-Prince, 10, foi posteriormente adquirido por positivistas e transformado no Museu Casa de Augusto Comte.
A filosofia positiva
A filosofia positiva de Comte nega que a explicação dos fenômenos naturais, assim como sociais, provenha de um só princípio. A visão positiva dos fatos abandona a consideração das causas dos fenômenos (Deus ou natureza) e pesquisa suas leis, vistas como relações abstratas e constantes entre fenômenos observáveis.
A lei dos três estados
O alicerce fundamental da obra comtiana é, indiscutivelmente, a "Lei dos Três Estados", tendo como precursores nessa idéia seminal os pensadores Condorcet e, antes dele, Turgot.
Segundo o marquês de Condorcet, a humanidade avança de uma época bárbara e mística para outra civilizada e esclarecida, em melhoramentos contínuos e, em princípio, infindáveis - sendo essa marcha o que explicaria a marcha da história.
A partir da percepção do progresso humano, Comte formulou a Lei dos Três Estados. Observando a evolução das concepções intelectuais da humanidade, Comte percebeu que essa evolução passa por três estados teóricos diferentes: o estado 'teológico' ou 'fictício', o estado 'metafísico' ou 'abstrato' e o estado 'científico' ou 'positivo', em que:
• No primeiro, os fatos observados são explicados pelo sobrenatural, por entidades cuja vontade arbitrária comanda a realidade. Assim, busca-se o absoluto e as causas primeiras e finais ("de onde vim? Para onde vou?"). A fase teológica tem várias subfases: o fetichismo, o politeísmo, o monoteísmo.
• No segundo, já se passa a pesquisar diretamente a realidade, mas ainda há a presença do sobrenatural, de modo que a metafísica é uma transição entre a teologia e a positividade. O que a caracteriza são as abstrações personificadas, de caráter ainda absoluto: "a Natureza", "o éter", "o Povo", "o Capital".
• No terceiro, ocorre o apogeu do que os dois anteriores prepararam progressivamente. Neste, os fatos são explicados segundo leis gerais abstratas, de ordem inteiramente positiva, em que se deixa de lado o absoluto (que é inacessível) e busca-se o relativo. A par disso, atividade pacífica e industrial torna-se preponderante, com as diversas nações colaborando entre si.
É importante notar que cada um desses estágios representa fases necessárias da evolução humana, em que a forma de compreender a realidade conjuga-se com a estrutura social de cada sociedade e contribuindo para o desenvolvimento do ser humano e de cada sociedade.
Dessa forma, cada uma dessas fases tem suas abstrações, suas observações e sua imaginação; o que muda é a forma como cada um desses elementos conjuga-se com os demais. Da mesma forma, como cada um dos estágios é uma forma totalizante de compreender o ser humano e a realidade, cada uma delas consiste em uma forma de filosofar, isto é, todas elas engendram filosofias.
Como é possível perceber, há uma profunda discussão ao mesmo tempo sociológica, filosófica e epistemológica subjacente à lei dos três estados - discussão que não é possível resumir no curto espaço deste artigo.
[editar] A Religião da Humanidade
Capela Positivista em Porto Alegre
Os anseios de reforma intelectual e social de Comte desenvolveram-se por meio de sua Religião da Humanidade. Para Comte, "religião" e "teologia" não são termos sinônimos: a religião refere-se ao estado de unidade humana (psicológica, espiritual e social), enquanto a teologia refere-se à crença em entidades sobrenaturais. Considerando o caráter histórico e a necessidade de unidade do ser humano, a Religião da Humanidade incorpora nela a teologia e a metafísica - respeitando, reconhecendo e celebrando o papel histórico desempenhado por esses estágios provisórios, absorvendo o que eles têm de positivo (isto é, de real e de útil).
A Religião da Humanidade encontrou em Pierre Laffitte seu principal dirigente na França após a morte de Comte, especialmente na III República francesa. No Brasil, o Positivismo religioso encontrou grande aceitação no século XIX; embora com menor intensidade no século XX, o Positivismo religioso brasileiro teve grande importância: por exemplo, durante a campanha "O petróleo é nosso!", cujo vice-Presidente era o positivista Alfredo de Moraes Filho, e durante o processo de impeachment do ex-Presidente Fernando Collor de Mello, em que o Centro Positivista do Paraná também solicitou, assim como a Ordem dos Advogados do Brasil e Associação Brasileira de Imprensa, o afastamento do Presidente da República.
A Igreja Positivista do Brasil, fundada por Miguel Lemos e Teixeira Mendes em 1881, em cujos quadros estiveram Benjamin Constant Botelho de Magalhães, o Marechal Rondon e o diplomata Paulo Carneiro, continua ativa no Rio de Janeiro.
Mas, quem é mais atento, já deve ter percerbido que as aulas 2 e 3 acabam se completando. Então nesta semana já vamos iniciar o conteúdo em algumas turmas, ok?
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Neste bimestre, nosso foco são os primeiros pensadores da sociologia. Não adianta já estudarmos ‘direto’ os fenômenos sociais cotidianos do século XXI; precisamos entender que a sociologia não apareceu de uma hora para outra, com seus conceitos prontos e bem-definidos. Por este motivo, estudaremos primeiro os chamados 'clássicos' da Sociologia ou, em outras palavras, os primeiros pensadores daquela ciência humana.
Os pensadores da Sociologia Clássica tem alguns pontos em comum ( São eles: Comte, Durkheim, Marx e Weber) . É legal que você os compreenda estes mesmos pontos para poder identificá-los facilmente em provas e avaliações. Primeiramente, todos eram europeus; e todos são nascidos no século XIX. Digo ‘nascidos’, pois um deles, o alemão Max Weber, veio a falecer no século XX. E, por conseqüência, as suas preocupações metodológicas estão restritas à sua época. Devemos lembrar que a Europa daquele momento histórico estava sentindo as repercussões das Revoluções Industrial e Francesa. A primeira, de cunho econômico. A segunda, fora diretamente influenciada pelo pensamento Racionalista e Iluminista do século XVIII.
Estes dois eventos citados mudaram, e muito, o mundo Ocidental conhecido até então.
As conseqüências sociais destas Revoluções foram devastadoras. Algumas espécies de problemas sociais, inéditos até aquele momento, passaram a existir, tais como superlotação das cidades, esvaziamento do campo, necessidades de saneamento básico para as novas cidades industriais, novas classes sociais urbanas.
Segue abaixo, um pequeno texto sobre a teoria sociológica clássica do primeiro grande teórico da Sociologia, Auguste Comte (http://pt.wikipedia.org/wiki/Auguste_comte). Cabe lembrar que o livro da Cristina Costa, não dedica um capítulo a obra deste autor. Por este motivo, irei postar um texto tão longo.
Nascido em Montpellier, no Sul da França, Augusto Comte desde cedo revelou uma grande capacidade intelectual e uma prodigiosa memória. Seu interesse pelas ciências naturais era conjugado pelas questões históricas e sociais e, com 16 anos, em 1814, ingressou na Escola Politécnica de Paris. No período de 1817-1824 foi secretário do conde Henri de Saint-Simon (1760-1825), expoente do socialismo utópico; todavia, como Saint-Simon apropriava-se dos escritos de seus discípulos para si e como dava ênfase apenas à economia na interpretação dos problemas sociais, Comte rompeu com ele, passando a desenvolver autonomamente suas reflexões. São dessa época algumas fórmulas fundamentais: "Tudo é relativo, eis o único princípio absoluto" (1819) e "Todas as concepções humanas passam por três estádios sucessivos - teológico, metafísico e positivo -, com uma velocidade proporcional à velocidade dos fenômenos correspondentes" (1822) (a famosa "lei dos três estados").
Comte trabalhava intensamente na criação de uma filosofia positiva quando, em virtude de problemas conjugais, sofreu um colapso nervoso, em 1826. Recuperado, mergulhou na redação do Curso de filosofia positiva (posteriormente, em 1848, renomeado para Sistema de filosofia positiva), que lhe tomou doze anos. (...).
Entre 1851 e 1854 Comte redigiu o Sistema de política positiva, em que extraiu algumas das principais conseqüências de sua concepção de mundo não-teológica e não-metafisica, propondo uma interpretação pura e plenamente humana para a sociedade e sugerindo soluções para os problemas sociais; no volume final dessa obra, apresentou as instituições principais de sua Religião da Humanidade. Em 1856, publicou o livro Síntese subjetiva, primeiro e único volume de uma série de quatro dedicados a tratar de questões específicas das sociedades humanas: lógica, indústria, pedagogia, psicologia, mas faleceu, possivelmente de câncer, em 5 de setembro de 1857, em Paris. Sua última casa, na rua Monsieur-le-Prince, 10, foi posteriormente adquirido por positivistas e transformado no Museu Casa de Augusto Comte.
A filosofia positiva
A filosofia positiva de Comte nega que a explicação dos fenômenos naturais, assim como sociais, provenha de um só princípio. A visão positiva dos fatos abandona a consideração das causas dos fenômenos (Deus ou natureza) e pesquisa suas leis, vistas como relações abstratas e constantes entre fenômenos observáveis.
A lei dos três estados
O alicerce fundamental da obra comtiana é, indiscutivelmente, a "Lei dos Três Estados", tendo como precursores nessa idéia seminal os pensadores Condorcet e, antes dele, Turgot.
Segundo o marquês de Condorcet, a humanidade avança de uma época bárbara e mística para outra civilizada e esclarecida, em melhoramentos contínuos e, em princípio, infindáveis - sendo essa marcha o que explicaria a marcha da história.
A partir da percepção do progresso humano, Comte formulou a Lei dos Três Estados. Observando a evolução das concepções intelectuais da humanidade, Comte percebeu que essa evolução passa por três estados teóricos diferentes: o estado 'teológico' ou 'fictício', o estado 'metafísico' ou 'abstrato' e o estado 'científico' ou 'positivo', em que:
• No primeiro, os fatos observados são explicados pelo sobrenatural, por entidades cuja vontade arbitrária comanda a realidade. Assim, busca-se o absoluto e as causas primeiras e finais ("de onde vim? Para onde vou?"). A fase teológica tem várias subfases: o fetichismo, o politeísmo, o monoteísmo.
• No segundo, já se passa a pesquisar diretamente a realidade, mas ainda há a presença do sobrenatural, de modo que a metafísica é uma transição entre a teologia e a positividade. O que a caracteriza são as abstrações personificadas, de caráter ainda absoluto: "a Natureza", "o éter", "o Povo", "o Capital".
• No terceiro, ocorre o apogeu do que os dois anteriores prepararam progressivamente. Neste, os fatos são explicados segundo leis gerais abstratas, de ordem inteiramente positiva, em que se deixa de lado o absoluto (que é inacessível) e busca-se o relativo. A par disso, atividade pacífica e industrial torna-se preponderante, com as diversas nações colaborando entre si.
É importante notar que cada um desses estágios representa fases necessárias da evolução humana, em que a forma de compreender a realidade conjuga-se com a estrutura social de cada sociedade e contribuindo para o desenvolvimento do ser humano e de cada sociedade.
Dessa forma, cada uma dessas fases tem suas abstrações, suas observações e sua imaginação; o que muda é a forma como cada um desses elementos conjuga-se com os demais. Da mesma forma, como cada um dos estágios é uma forma totalizante de compreender o ser humano e a realidade, cada uma delas consiste em uma forma de filosofar, isto é, todas elas engendram filosofias.
Como é possível perceber, há uma profunda discussão ao mesmo tempo sociológica, filosófica e epistemológica subjacente à lei dos três estados - discussão que não é possível resumir no curto espaço deste artigo.
[editar] A Religião da Humanidade
Capela Positivista em Porto Alegre
Os anseios de reforma intelectual e social de Comte desenvolveram-se por meio de sua Religião da Humanidade. Para Comte, "religião" e "teologia" não são termos sinônimos: a religião refere-se ao estado de unidade humana (psicológica, espiritual e social), enquanto a teologia refere-se à crença em entidades sobrenaturais. Considerando o caráter histórico e a necessidade de unidade do ser humano, a Religião da Humanidade incorpora nela a teologia e a metafísica - respeitando, reconhecendo e celebrando o papel histórico desempenhado por esses estágios provisórios, absorvendo o que eles têm de positivo (isto é, de real e de útil).
A Religião da Humanidade encontrou em Pierre Laffitte seu principal dirigente na França após a morte de Comte, especialmente na III República francesa. No Brasil, o Positivismo religioso encontrou grande aceitação no século XIX; embora com menor intensidade no século XX, o Positivismo religioso brasileiro teve grande importância: por exemplo, durante a campanha "O petróleo é nosso!", cujo vice-Presidente era o positivista Alfredo de Moraes Filho, e durante o processo de impeachment do ex-Presidente Fernando Collor de Mello, em que o Centro Positivista do Paraná também solicitou, assim como a Ordem dos Advogados do Brasil e Associação Brasileira de Imprensa, o afastamento do Presidente da República.
A Igreja Positivista do Brasil, fundada por Miguel Lemos e Teixeira Mendes em 1881, em cujos quadros estiveram Benjamin Constant Botelho de Magalhães, o Marechal Rondon e o diplomata Paulo Carneiro, continua ativa no Rio de Janeiro.
Segunda semana: Como fazer trabalhos escolares
Algumas considerações iniciais:
Os trabalhos:
- Escritos à mão: Caneta Preta ou Azul. Destaques poderão ser feitos em caneta vermelha;
- Digitados: Fontes Arial ou Times New Roman 12, no corpo do texto. Títulos, cabeçalhos, poderão ser escritos em Caixa Alta (em letras maiúsculas), negrito ou sublinhadas.
Atenção as margens. Deverão ser idênticas dos dois lados.
Tudo isto além, em termos de ‘decoração’ (florezinhas, canetas coloridas etc. ) são desnecessários em trabalhos escolares. A idéia é bem simples: O trabalho deve chamar sua atenção por seu conteúdo e não por sua beleza estética. E convenhamos, florezinhas e cores exageradas, em sua maior parte das vezes são de gosto duvidoso...
Acrescente que, no caso dos rapazes, existe uma tendência a entregar trabalhos amassados. Cuidado. Trabalhos mal-apresentados já predispõem o examinador a não gostar do que irão ler.
Existem algumas partes necessárias e mínimas para a confecção de trabalhos escolares. Em outras palavras, todos os trabalhos escritos devem ter as seguintes seções ou campos:
-CAPA
- ÍNDICE
- INTRODUÇÃO/APRESENTAÇÃO
- DESENVOLVIMENTO
- CONCLUSÃO
- FONTES CONSULTADAS: Bibliografia; endereços/sítios eletrônicos
-ANEXOS – se houver necessidade.
Existem outros campos – tais como CONTRACAPA, DEDICATÓRIA, AGRADECIMENTOS e tantos outros. Estes vocês irão aprender a utilizar com o tempo, possivelmente na faculdade. Não nos interessam por enquanto.
Vamos agora comentar brevemente os campos obrigatórios.
1 - CAPA
Este campo é importantíssimo. Nele estão as informações necessárias para identificação do aluno(os), turma, matéria e sobre o próprio teor do trabalho. Muitos alunos não compreendem que, um trabalho não identificado é um trabalho perdido; ele possivelmente irá desaparecer no meio da grande massa de trabalhos que um professor irá corrigir.
Neste sentido, a padronização (um modelo único de identificação) é extremamente necessária. Imaginem se todo mundo usasse a forma de identificar que quisesse. Ia ser uma grande bagunça.
Na capa deverão conter os seguintes elementos:
Cabeçalho: instituição de ensino, matéria, nome do professor. Este campo estará, OBRIGATORIAMENTE, no canto superior esquerdo da capa.
Título do trabalho: Deverá ser posicionado no centro da capa do trabalho.
Identificação do aluno(os): Consiste no nome e número de quem fez o trabalho ou dos integrantes do grupo. Será posicionado no canto inferior direito da capa, um pouco acima do local e da data.
Local e data: Irá se localizar no centro da folha de rosto (capa) em sua parte inferior, diretamente abaixo do título.
Confusos? Então deixem de preguiça e façam um esboço do que eu descrevi acima, em uma folha de papel, para poder visualizar melhor.
2 – ÍNDICE
Este é um campo relativamente simples, mas tem gente que se confunde muito. Alguns, por exemplo, chamam este campo de SUMÁRIO, que é outra coisa. O índice é muito simples, como já disse, e talvez por este motivo que os alunos o errem tanto. Você só precisa fazer o seguinte:
Conteúdo ‘x’________________número da página.
Acreditem-me, tem muita gente que erra isto. Quando for fazer um trabalho, só faça isto como foi indicado acima que você não terá problemas, ok?
Existe uma coisa que você não irá fazer no índice:
- O índice, sua página correspondente, não aparece no próprio índice: Ele não tem numeração NA página, mas ele conta como página, entenderam? Normalmente o índice fica na página 3 (a contar a partir da capa – página 1, a parte de trás da capa, 2 e finalmente o índice, 3 ).
3 – INTRODUÇÃO/APRESENTAÇÃO
A verdadeira distinção entre Introdução e Apresentação você só vai entender quando estiver na faculdade. Para o nosso trabalho vamos considerar os dois como a mesma coisa. Você poderá utilizar tanto um quanto o outro, mas NÃO OS DOIS AO MESMO TEMPO.
A Introdução deverá aparecer no índice, NUMERADA. A partir dela, todos os itens subseqüentes – Desenvolvimento, Conclusão, Fontes, Anexos – deverão ter uma numeração apropriada e também uma página específica. Logicamente, a Introdução será o número 1, e possivelmente estará na página 4 ou 5.
A Introdução (ou Apresentação) é o espaço no qual o aluno irá apresentar o tema do trabalho, explicar como o mesmo trabalho foi organizado e como foi feito – tipo de pesquisa utilizada, se houveram questionários, pesquisas de campo, qual foi o material consultado etc. Mas, principalmente, nesta parte do trabalho devem ser apresentados os OBJETIVOS da pesquisa feita. O que o aluno pretende apresentar? Como ele irá fazer isto? Estas perguntas serão retomadas quando o aluno for escrever a CONCLUSÃO.
4 – DESENVOLVIMENTO
É o trabalho em si. Nesta parte estará o que foi feito pelo aluno(os). O desenvolvimento poderá ter sub-itens. Sub-itens são partes no interior do trabalho que precisam de uma explicação mais detalhada. Vou apresentar um exemplo. Vamos supor que você fez um trabalho sobre, digamos, o Descobrimento do Brasil. Nós sabemos que o descobrimento não foi assim, de uma hora para outra; é uma estória com várias fases. Então ela poderia ser estruturada assim:
O Descobrimento do Brasil
1 – Introdução
2 – Antecedentes;
2.1 – As Grandes Navegações
2.2 – Os Descobrimentos Portugueses
2.3 - As Descobertas Espanholas
2.4 – O Tratado de Tordesilhas
3 – A Chegada de Cabral ao Brasil
3.1 – A Carta de Pero Vaz de Caminha
4 – Conclusão
5 – Fontes consultadas
Como foi dito anteriormente, os sub-itens ( no caso, 2.1, 2.2 .2.3... ) são desdobramentos do tema, que no trabalho ‘pedem’ uma parte própria no interior do desenvolvimento.
5 – CONCLUSÃO
Uma vez desenvolvido o trabalho, ele pode ser concluído. A conclusão é o campo adequado para retomar o que foi proposto na INTRODUÇÃO. É mesmo possível fazer na conclusão uma autocrítica: Os pontos onde o trabalho poderia ter ficado melhor. Mas isto depende das exigências da matéria e do professor. No fim das contas, o que ‘pega’ mesmo é que na conclusão você encerra o trabalho retomando o que você se propôs a fazer no início. Simples assim.
6 - FONTES CONSULTADAS
Este campo sempre dá problemas. Os alunos simplificam a coisa, chamando esta parte do trabalho de BIBLIOGRAFIA. Isto não é de todo errado. Se você só utilizar livros para consulta, então você tem uma bibliografia. O problema é que quase ninguém hoje em dia utiliza somente livros para fazer um trabalho. Atualmente, as pessoas usam várias fontes de consulta. Por este motivo, você deve considerar este campo como FONTES e não como BIBLIOGRAFIA. A não ser que, insisto, você só use livros.
Vou apresentar aqui dois tipos de fontes de consulta mais utilizadas e como devem ser lançadas em seu trabalho. Vou iniciar pela mais padrão:
BIBLIOGRAFIA: BIBLIOS significa LIVRO; GRAFIA é uma descrição; logo, bibliografia é uma descrição de livros. Nesta parte você coloca os livros que foram consultados para fazer os trabalhos. É muito chato lançar bibliografias, mas você pega a mão com o tempo, depois de tanto repetir:
SOBRENOME DO AUTOR, Nome do Autor. Título da Obra. Cidade: Editora, edição, ano.
Difícil? Vou apresentar um exemplo prático:
DARNTON, Robert. O Grande Massacre de Gatos e Outros Episódios da História Cultural Francesa. Rio de Janeiro : Graal, 4a ed., 2001.
Se você ficar com preguiça, procure no início do livro que você consultou, que tem uma espécie de ficha, normalmente na quarta ou quinta folha do livro, com estas informações. Mais uma vez, deixe de preguiça e pegue um livro qualquer e procure estas informações.
Um outro tipo de fonte muito utilizada hoje em dia é a internet. Quando você utilizar a Web para consultas, deve existir um campo dentro das fontes consultadas chamada de Fontes Eletrônicas ou Sítios Eletrônicos. Evite utilizar termos como sites ou webpages. Estas palavras não são da língua portuguesa. Se for utilizá-las, entretanto, sempre o faça apresentando estas palavras em itálico ( aquela letrinha inclinada para direita).
O grande lance da internet é velocidade em que informação é atualizada. Os livros demoram pelo menos um ano para fazê-lo: por este motivo que você tem que dizer qual edição do livro você consultou. E no caso da internet? É Simples. Sempre lance a data e a hora do acesso àquela informação retirada no seu trabalho conforme o exemplo abaixo:
http://www.rockonthenet.com/archive/2000/vh1rocksongs.htm
Acessado em 16/02/2010, 10:36 h
Note que a informação da página citada pode mudar na próxima hora. É o caso de páginas como a Wikipedia em que existem vários colaboradores.
Um problema muito comum na citação de fonte eletrônica é de onde a informção é retirada. Pense na web como uma biblioteca. Se você cita a biblioteca em que a informação foi retirada ou cita o livro? É o mesmo caso da internet. Buscadores de pesquisa, tais como Google ou Wikipedia são bibliotecas. Não servem para lançamento. Mas o site que você achou no Google ou o verbete (palavra) da Wikipedia é o que ser lançado nas fontes eletrônicas.
7 – ANEXOS.
Este campo, apesar de ser opcional, aparece aqui neste pequeno manual, por sua praticidade. Ocorre, por exemplo, que você faça um trabalho no qual você conseguiu muito mais material que o necessário – fotos, por exemplo. Mas, por um motivo qualquer, as tais imagens não precisam ser incluídas no trabalho, mas você quer apresentá-las. No trabalho sobre o descobrimento, por exemplo, você tem um diagrama de uma caravela. Por que não incluí-la? Pois bem, coloque esta imagem nos anexos.
Senhores, este é o conteúdo da aula 2. Como alguns dos nossos amigos não terão esta aula presencial, é de fundamental importância que vocês consultem blog para ter acesso a estas informações. Qualquer dúvida na execução de trabalhos, entrem em contato via e-mail.
Os trabalhos:
- Escritos à mão: Caneta Preta ou Azul. Destaques poderão ser feitos em caneta vermelha;
- Digitados: Fontes Arial ou Times New Roman 12, no corpo do texto. Títulos, cabeçalhos, poderão ser escritos em Caixa Alta (em letras maiúsculas), negrito ou sublinhadas.
Atenção as margens. Deverão ser idênticas dos dois lados.
Tudo isto além, em termos de ‘decoração’ (florezinhas, canetas coloridas etc. ) são desnecessários em trabalhos escolares. A idéia é bem simples: O trabalho deve chamar sua atenção por seu conteúdo e não por sua beleza estética. E convenhamos, florezinhas e cores exageradas, em sua maior parte das vezes são de gosto duvidoso...
Acrescente que, no caso dos rapazes, existe uma tendência a entregar trabalhos amassados. Cuidado. Trabalhos mal-apresentados já predispõem o examinador a não gostar do que irão ler.
Existem algumas partes necessárias e mínimas para a confecção de trabalhos escolares. Em outras palavras, todos os trabalhos escritos devem ter as seguintes seções ou campos:
-CAPA
- ÍNDICE
- INTRODUÇÃO/APRESENTAÇÃO
- DESENVOLVIMENTO
- CONCLUSÃO
- FONTES CONSULTADAS: Bibliografia; endereços/sítios eletrônicos
-ANEXOS – se houver necessidade.
Existem outros campos – tais como CONTRACAPA, DEDICATÓRIA, AGRADECIMENTOS e tantos outros. Estes vocês irão aprender a utilizar com o tempo, possivelmente na faculdade. Não nos interessam por enquanto.
Vamos agora comentar brevemente os campos obrigatórios.
1 - CAPA
Este campo é importantíssimo. Nele estão as informações necessárias para identificação do aluno(os), turma, matéria e sobre o próprio teor do trabalho. Muitos alunos não compreendem que, um trabalho não identificado é um trabalho perdido; ele possivelmente irá desaparecer no meio da grande massa de trabalhos que um professor irá corrigir.
Neste sentido, a padronização (um modelo único de identificação) é extremamente necessária. Imaginem se todo mundo usasse a forma de identificar que quisesse. Ia ser uma grande bagunça.
Na capa deverão conter os seguintes elementos:
Cabeçalho: instituição de ensino, matéria, nome do professor. Este campo estará, OBRIGATORIAMENTE, no canto superior esquerdo da capa.
Título do trabalho: Deverá ser posicionado no centro da capa do trabalho.
Identificação do aluno(os): Consiste no nome e número de quem fez o trabalho ou dos integrantes do grupo. Será posicionado no canto inferior direito da capa, um pouco acima do local e da data.
Local e data: Irá se localizar no centro da folha de rosto (capa) em sua parte inferior, diretamente abaixo do título.
Confusos? Então deixem de preguiça e façam um esboço do que eu descrevi acima, em uma folha de papel, para poder visualizar melhor.
2 – ÍNDICE
Este é um campo relativamente simples, mas tem gente que se confunde muito. Alguns, por exemplo, chamam este campo de SUMÁRIO, que é outra coisa. O índice é muito simples, como já disse, e talvez por este motivo que os alunos o errem tanto. Você só precisa fazer o seguinte:
Conteúdo ‘x’________________número da página.
Acreditem-me, tem muita gente que erra isto. Quando for fazer um trabalho, só faça isto como foi indicado acima que você não terá problemas, ok?
Existe uma coisa que você não irá fazer no índice:
- O índice, sua página correspondente, não aparece no próprio índice: Ele não tem numeração NA página, mas ele conta como página, entenderam? Normalmente o índice fica na página 3 (a contar a partir da capa – página 1, a parte de trás da capa, 2 e finalmente o índice, 3 ).
3 – INTRODUÇÃO/APRESENTAÇÃO
A verdadeira distinção entre Introdução e Apresentação você só vai entender quando estiver na faculdade. Para o nosso trabalho vamos considerar os dois como a mesma coisa. Você poderá utilizar tanto um quanto o outro, mas NÃO OS DOIS AO MESMO TEMPO.
A Introdução deverá aparecer no índice, NUMERADA. A partir dela, todos os itens subseqüentes – Desenvolvimento, Conclusão, Fontes, Anexos – deverão ter uma numeração apropriada e também uma página específica. Logicamente, a Introdução será o número 1, e possivelmente estará na página 4 ou 5.
A Introdução (ou Apresentação) é o espaço no qual o aluno irá apresentar o tema do trabalho, explicar como o mesmo trabalho foi organizado e como foi feito – tipo de pesquisa utilizada, se houveram questionários, pesquisas de campo, qual foi o material consultado etc. Mas, principalmente, nesta parte do trabalho devem ser apresentados os OBJETIVOS da pesquisa feita. O que o aluno pretende apresentar? Como ele irá fazer isto? Estas perguntas serão retomadas quando o aluno for escrever a CONCLUSÃO.
4 – DESENVOLVIMENTO
É o trabalho em si. Nesta parte estará o que foi feito pelo aluno(os). O desenvolvimento poderá ter sub-itens. Sub-itens são partes no interior do trabalho que precisam de uma explicação mais detalhada. Vou apresentar um exemplo. Vamos supor que você fez um trabalho sobre, digamos, o Descobrimento do Brasil. Nós sabemos que o descobrimento não foi assim, de uma hora para outra; é uma estória com várias fases. Então ela poderia ser estruturada assim:
O Descobrimento do Brasil
1 – Introdução
2 – Antecedentes;
2.1 – As Grandes Navegações
2.2 – Os Descobrimentos Portugueses
2.3 - As Descobertas Espanholas
2.4 – O Tratado de Tordesilhas
3 – A Chegada de Cabral ao Brasil
3.1 – A Carta de Pero Vaz de Caminha
4 – Conclusão
5 – Fontes consultadas
Como foi dito anteriormente, os sub-itens ( no caso, 2.1, 2.2 .2.3... ) são desdobramentos do tema, que no trabalho ‘pedem’ uma parte própria no interior do desenvolvimento.
5 – CONCLUSÃO
Uma vez desenvolvido o trabalho, ele pode ser concluído. A conclusão é o campo adequado para retomar o que foi proposto na INTRODUÇÃO. É mesmo possível fazer na conclusão uma autocrítica: Os pontos onde o trabalho poderia ter ficado melhor. Mas isto depende das exigências da matéria e do professor. No fim das contas, o que ‘pega’ mesmo é que na conclusão você encerra o trabalho retomando o que você se propôs a fazer no início. Simples assim.
6 - FONTES CONSULTADAS
Este campo sempre dá problemas. Os alunos simplificam a coisa, chamando esta parte do trabalho de BIBLIOGRAFIA. Isto não é de todo errado. Se você só utilizar livros para consulta, então você tem uma bibliografia. O problema é que quase ninguém hoje em dia utiliza somente livros para fazer um trabalho. Atualmente, as pessoas usam várias fontes de consulta. Por este motivo, você deve considerar este campo como FONTES e não como BIBLIOGRAFIA. A não ser que, insisto, você só use livros.
Vou apresentar aqui dois tipos de fontes de consulta mais utilizadas e como devem ser lançadas em seu trabalho. Vou iniciar pela mais padrão:
BIBLIOGRAFIA: BIBLIOS significa LIVRO; GRAFIA é uma descrição; logo, bibliografia é uma descrição de livros. Nesta parte você coloca os livros que foram consultados para fazer os trabalhos. É muito chato lançar bibliografias, mas você pega a mão com o tempo, depois de tanto repetir:
SOBRENOME DO AUTOR, Nome do Autor. Título da Obra. Cidade: Editora, edição, ano.
Difícil? Vou apresentar um exemplo prático:
DARNTON, Robert. O Grande Massacre de Gatos e Outros Episódios da História Cultural Francesa. Rio de Janeiro : Graal, 4a ed., 2001.
Se você ficar com preguiça, procure no início do livro que você consultou, que tem uma espécie de ficha, normalmente na quarta ou quinta folha do livro, com estas informações. Mais uma vez, deixe de preguiça e pegue um livro qualquer e procure estas informações.
Um outro tipo de fonte muito utilizada hoje em dia é a internet. Quando você utilizar a Web para consultas, deve existir um campo dentro das fontes consultadas chamada de Fontes Eletrônicas ou Sítios Eletrônicos. Evite utilizar termos como sites ou webpages. Estas palavras não são da língua portuguesa. Se for utilizá-las, entretanto, sempre o faça apresentando estas palavras em itálico ( aquela letrinha inclinada para direita).
O grande lance da internet é velocidade em que informação é atualizada. Os livros demoram pelo menos um ano para fazê-lo: por este motivo que você tem que dizer qual edição do livro você consultou. E no caso da internet? É Simples. Sempre lance a data e a hora do acesso àquela informação retirada no seu trabalho conforme o exemplo abaixo:
http://www.rockonthenet.com/archive/2000/vh1rocksongs.htm
Acessado em 16/02/2010, 10:36 h
Note que a informação da página citada pode mudar na próxima hora. É o caso de páginas como a Wikipedia em que existem vários colaboradores.
Um problema muito comum na citação de fonte eletrônica é de onde a informção é retirada. Pense na web como uma biblioteca. Se você cita a biblioteca em que a informação foi retirada ou cita o livro? É o mesmo caso da internet. Buscadores de pesquisa, tais como Google ou Wikipedia são bibliotecas. Não servem para lançamento. Mas o site que você achou no Google ou o verbete (palavra) da Wikipedia é o que ser lançado nas fontes eletrônicas.
7 – ANEXOS.
Este campo, apesar de ser opcional, aparece aqui neste pequeno manual, por sua praticidade. Ocorre, por exemplo, que você faça um trabalho no qual você conseguiu muito mais material que o necessário – fotos, por exemplo. Mas, por um motivo qualquer, as tais imagens não precisam ser incluídas no trabalho, mas você quer apresentá-las. No trabalho sobre o descobrimento, por exemplo, você tem um diagrama de uma caravela. Por que não incluí-la? Pois bem, coloque esta imagem nos anexos.
Senhores, este é o conteúdo da aula 2. Como alguns dos nossos amigos não terão esta aula presencial, é de fundamental importância que vocês consultem blog para ter acesso a estas informações. Qualquer dúvida na execução de trabalhos, entrem em contato via e-mail.